CCJ aprova prioridade absoluta nos tribunais para crimes de corrupção
24 de maio de 2013

Texto, que vai agora ao Senado, dá prazo de 90 dias para adequação à medida

Um projeto de lei ainda em tramitação no Congresso pretende estabelecer “prioridade absoluta” nos tribunais para a tramitação de processos penais de crimes de corrupção e contra a administração pública. Proposta nesse sentido foi aprovada ontem pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, em caráter terminativo, e irá direto para o Senado, se não houver recurso para sua apreciação pelos deputados no plenário.

O texto aprovado na CCJ dá prazo de 90 dias, a contar da publicação da lei, para os tribunais se adaptarem à exigência de dar prioridade ao trâmite desse tipo de crime.

O projeto, de autoria do deputado Fábio Trad (PMDB-MS), estabelece prioridade de tramitação para “processos penais relativos aos crimes de peculato, concussão, corrupção passiva, tráfico de influência, corrupção ativa, impedimento, perturbação ou fraude de concorrência, crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores e crimes de responsabilidade de prefeitos municipais”.

Trad argumentou que o objetivo é dar respostas rápidas à sociedade brasileira na punição de crimes de corrupção, e alento contra a sensação de impunidade nos casos de crimes que provocam danos aos cofres públicos.

“A população já não suporta mais a demora no julgamento final desses crimes. Afinal, a justiça tardia, na maioria das vezes, deixa de ser justiça”, disse Trad na justificativa do projeto. “A atribuição de prioridade na tramitação dos respectivos processos poderá se transformar em medida extremamente poderosa no combate à corrupção e à impunidade.”

O relator do projeto, deputado Assis Melo (PCdoB-RS), alterou a proposta, dando prazo de 90 dias para que os tribunais se adaptem à medida.

Fonte: O Globo


Averbug: “Aulas de empreendedorismo deveriam ser oferecidas nas escolas”
23 de maio de 2013

Brasil no modelo CTI
Por André Averbug

No post “Empreendedorismo, inovação e prosperidade” introduzi o modelo capital-talento-instituições (CTI), que se propõe a explicar por que e como algumas nações prosperarem mais que outras. (Sugiro a leitura daquele post antes da continuação deste.) Desta vez, discutirei como o Brasil poderia encontrar o caminho de crescimento sustentado baseado no modelo CTI.

Parto de duas premissas fundamentais. Primeiro, que a estabilidade macroeconômica conquistada no final da década de 90, com inflação sob controle, câmbio relativamente estável e um mínimo de responsabilidade fiscal, permaneça inabalada, contribuindo para a queda dos juros no longo prazo. Segundo, que ocorra um esforço crescente em melhorar o gargalo da infraestrutura, de preferência mediante investimentos público-privados (PPP) em segmentos estratégicos, como estradas, ferrovias, portos e energia renovável.

Voltando ao modelo CTI, dos três elementos, o capital é relativamente o mais avançado. O Brasil possui mercado financeiro bem desenvolvido, com: bancos comerciais sofisticados, oferecendo serviços comparáveis aos de países desenvolvidos; bolsa de valores vibrante, promovendo alta liquidez e impondo boas práticas de governança (ex: Novo Mercado); fundos de private equity (PE) e venture capital (VC) florescendo com força, principalmente nos últimos dez anos; e instituições como Caixa Econômica, BNDES, Banco do Brasil e FINEP procurando preencher algumas das lacunas ainda existentes.

No entanto, o principal déficit de financiamento ocorre justamente em uma das áreas mais importantes para a perpetuação do modelo CTI: o capital semente ou seed capital. Enquanto empresas de médio e grande portes conseguem acessar capital com certa facilidade, as inovadoras de pequeno porte (mas alto potencial de crescimento) seguem carentes do apoio de fundos de capital semente, investidores-anjo e early-stage VCs, que sustentam centros de alta competitividade como o Vale do Silício nos EUA.

A existência limitada desse tipo de financiamento, entretanto, não é um problema isolado. Deve-se em grande parte à: (1) oferta insuficiente, ou seja, ao fato de não haver ainda no Brasil massa crítica de empreendedores/empreendimentos de alto potencial comparado ao seu tamanho; e (2) predominância de um ambiente institucional que inibe investimentos de maior risco e prazos alongados. Ou seja, deve-se ao déficit no desenvolvimento de talento e instituições.

No campo do talento, sentimos falta ainda de um estoque de capital humano qualificado para gerar inovações de alto valor agregado de maneira recorrente, alçando-nos em um ciclo virtuoso de competitividade e crescimento. Parte do problema é cultural. Hoje, o objetivo profissional da maioria dos engenheiros, cientistas ou administradores do Brasil é trabalhar em uma grande empresa ou adentrar o funcionalismo público. A combinação de bons salários e estabilidade faz com que muitos de nossos maiores talentos acabem em empresas como Petrobrás e Vale ou algum ministério. É claro que por um lado isso aumenta a qualidade de nossas grandes empresas e instituições; mas por outro, inibe o surgimento de inovações de ruptura, que tradicionalmente ocorrem nas start-ups, e novas empresas com alto potencial de crescimento.

Uma forma de abordar essa questão é através de mudanças estratégicas na forma de conduzir os ensinos primário e secundário. A educação colegial, além da baixa qualidade que precisa ser melhorada com urgência, permanece convencional, voltada à memorização com o objetivo de passar em provas. O jovem brasileiro, além de aprender as matérias tradicionais, deveria desde cedo ser treinado a solucionar problemas: Como monto uma cooperativa para resolver a questão do lixo reciclável na minha comunidade? Como mobilizo recursos para reformar nossa escola? Como desenvolvo uma oportunidade de negócio?

O jovem brasileiro, além de aprender as matérias tradicionais, deveria desde cedo ser treinado a solucionar problemas

Aulas de empreendedorismo deveriam ser oferecidas nas escolas; a exemplo das feiras de ciência, competições de plano de negócios deveriam ser promovidas. Dessa forma, prepararíamos os futuros empreendedores e intrapreneurs (pessoas que desenvolvem inovações e empreendem de dentro de grandes empresas ou mesmo no setor público). Esse tipo de atividade prepararia nossos jovens não apenas para o vestibular, mas para tornarem-se agentes de mudança. Quem é cético quanto à nossa capacidade de transformar o mundo de baixo para cima, sugiro ver o filme “Quem se Importa?“, sobre a proliferação do empreendedorismo social no Brasil e no exterior.

Ainda no campo do talento, é importante atrair imigrantes qualificados, principalmente nos setores estratégicos ou carentes. Da mesma forma que os EUA se beneficiam da imigração das mentes mais brilhantes da tecnologia da Índia, China e Rússia (como mostrei em meu post anterior, 40% das empresas Fortune 500 foram fundadas por imigrantes ou filhos de imigrantes) poderíamos acolher cientistas, engenheiros, agrônomos e empreendedores no mínimo de nossos vizinhos da América Latina, Portugal e Espanha, e África Portuguesa. Poderíamos também promover com mais vigor a vinda de estrangeiros que desejem abrir empresa no Brasil, contanto que cumpram exigências mínimas, como por exemplo investimento igual ou maior que R$ 1 milhão e contratação de um determinado número de brasileiros. Essas empresas já nasceriam com a cultura de multinacional, enriquecendo ainda mais nossa diversidade e capacidade de internacionalização.

Finalmente, o Brasil precisa fortalecer suas instituições (na definição econômica do termo), proporcionando um ambiente de negócios favorável à proliferação de empresas competitivas e responsáveis. Uma questão chave é a reforma trabalhista. Enquanto for tão caro contratar pessoas e tão difícil demiti-las, grande parte da mão de obra continuará sendo informal ou contratada de maneira sub-ótima. Carecemos de um mercado de trabalho mais flexível, permitindo que erros sejam corrigidos de forma rápida e não onerosa, e onde os incentivos estejam alinhados para ambas as partes. Outra reforma fundamental é a tributária. A simplificação de nossos impostos, principalmente o corporativo, liberaria grande quantidade de recursos – financeiros e de mão de obra – para atividades produtivas.

Ainda no campo institucional, existe uma série de outras questões que afetam a dinâmica de nossa economia e portanto precisam ser corrigidas. O estudo “Doing Business” do Banco Mundial, que envolve 185 países, ressalta os seguintes gargalos (em parêntesis está a colocação do Brasil no ranking de cada indicador): procedimentos para abrir negócio (121), registro de propriedade (109), proteção a investidores (82), cumprimento de contratos (116) e resolução de insolvências (143). Enquanto esses obstáculos institucionais permanecerem, é difícil vislumbrar uma rota de crescimento sustentado.

Em conclusão, dos três elementos, o talento é no momento o que requer maior ênfase, até pelo seu poder de transformação. Uma sociedade bem educada, com postura empreendedora, cobra de forma mais dura de seus governantes as necessárias mudanças institucionais. Uma vez que o gargalo institucional começa a ceder e a oferta de talentos cresça, o capital aumenta na mesma proporção, de forma orgânica, fomentando empresas e projetos competitivos e alçando o país em um ciclo virtuoso. Deixaremos finalmente de ser o eterno país do futuro.

Fonte: Blog “O meio e o si


“FT”: Saída de Barbosa ‘diminui fé no modelo Dilma’ e preocupa setor privado
23 de maio de 2013

LONDRES – Pelo segundo dia consecutivo, o jornal Financial Times critica duramente o governo da presidente Dilma Rousseff. Em reportagem publicada nesta terça-feira, 21, a publicação britânica diz que o anúncio da saída do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, é “preocupante” e diminui ainda mais a “fé no modelo Dilma”, o que poderia gerar preocupações para o setor privado.

Com o título “Investidores perdem a fé no ‘modelo Dilma’ para reanimar a economia do Brasil”, a reportagem diz que a saída do secretário aumentou as preocupações sobre a estratégia da presidente brasileira a respeito do crescimento da economia.

“A saída de um alto burocrata pouco conhecido fora de seu país normalmente não preocupa investidores internacionais. Mas a saída de Nelson Barbosa por ‘razões pessoais’ na semana passada foi considerada preocupante”, diz o texto assinado por Joe Leahy, chefe da sucursal do FT em São Paulo.

“Além do debate com o ministro Guido Mantega e outros altos burocratas sobre a transparência das finanças públicas, o senhor Barbosa também foi o responsável pela proposta de reforma do complexo sistema tributário dos Estados.

Sua saída será apenas mais uma desculpa para investidores fugirem de um Brasil que eles já acreditam ser muito intervencionista”, diz o texto, que afirma que Barbosa era uma voz de “discordância relativa” na equipe econômica de Mantega.

Após ouvir analistas, banqueiros e acadêmicos sobre a saída de Nelson Barbosa, a reportagem afirma que a troca de cadeiras no Ministério da Fazenda “vai alimentar preocupações” sobre a direção que será tomada de agora em diante pela presidente Dilma Rousseff.

“Investidores haviam depositado esperanças no ‘modelo Dilma’ – centralizado e com reformas planejadas por uma economista ao estilo de um presidente-executivo – o oposto do charme folclórico de Lula da Silva, que não concluiu o ensino fundamental”, diz o texto.

Um dos ouvidos pelo FT sugere que a presidente gasta muito tempo com detalhes, o que a impede de governar de forma mais ampla.

“Ela deveria assumir a presidência do Brasil e aprender como ser a presidente do conselho e parar de dizer aos ministros quais cores usar no seus powerpoints”, diz um dos ouvidos pelo jornal britânico.

Segundo a reportagem, críticos dizem que os resultados do estilo Dilma têm sido “o lento crescimento econômico, a intervenção governamental excessiva e a crescente despesa pública”.

O texto destaca que a maioria dos brasileiros continua apoiando firmemente o governo. “Embora o crescimento da economia tenha caído de 7,5% em 2010 para menos de 1% no ano passado, isso mal chegou às pessoas na rua. Ao proteger indústrias e estimular o consumo com o cortes de impostos, baixas taxas de juros e empréstimos de bancos estatais, o governo manteve o desemprego em um piso histórico”, diz o jornal, lembrando que recente pesquisa realizada pelo Ibope e o jornal O Estado de S.Paulo mostrou que Dilma teria 76% do apoio do eleitorado se a eleição presidencial fosse realizada hoje.

Fonte: O Estado de S.Paulo


Veja como será o Dia da Liberdade de Impostos 2013 durante a semana
22 de maio de 2013

A comemoração marca o dia que os brasileiros deixam de trabalhar para o governo, via pagamento de impostos, e começam a trabalhar para si.

Desde o dia 22, quarta-feira, as celebrações começaram. O Instituto Liberdade junto com a Associação da Classe Média (ACLAME) promoveu a 9ª. edição do Dia da Liberdade de Impostos no Rio Grande do Sul.

Objetivo:
Existe a necessidade de se conscientizar os contribuintes. O Governo não produz dinheiro, somente arrecada e gasta em prol dos cidadãos. Assim, é importante que aqueles que pagam saibam corretamente quanto estão pagando e possam cobrar mais pelos serviços públicos oferecidos em saúde, educação, segurança, saneamento, etc.

Ação:

Em Porto Alegre, a campanha foi organizada pelo Instituto Liberdade (ILRS) e pela Associação da Classe Média (ACLAME), com o apoio do Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), CDL POA, Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no RS (SULPETRO), a Rede de Postos DiTrento e a Rede de Postos Buffon.

Foram vendidos 20 litros de gasolina por veículo e ao custo de R$1,50/litro ao consumidor; sem os 53,03% de impostos, conforme o IBPT. A campanha é de conscientização dos contribuintes para que entendam o quanto pagam de impostos sobre a gasolina. A distribuição das senhas iniciou-se às 8h da manhã do dia 22 e a partir das 9h o abastecimento foi realizado até quando terminou o estoque de 5 mil litros por posto.

Em Porto Alegre participaram três postos de combustíveis:

- Posto CIDADÃO POA – Av. Cristiano Fischer 1337
- Posto Firenze Combustíveis – Rua Santana, 345
- Posto Petrobrás da Diário de Notícias – Av. Diário de Notícias, 1475

Em Caxias do Sul, foi no Posto DiTrento –

Em São Leopoldo, foi no Posto Buffon Centro – Av. João Neves da Fontoura 361.

Em outras capitais do Brasil:

- No Rio de Janeiro, o Instituto Millenium realizará a campanha no dia 24 de maio, sexta-feira, e disponibilizará 4 mil litros de combustível sem impostos no Rio de Janeiro, no Posto Santa Cecília (R. Álvaro Ramos, 8 – Botafogo). A Distribuição de senhas será partir das 7h30. Abastecimento: inicia às 8H. Pagamento: Apenas dinheiro.

- Em Belo Horizonte (MG), o CDL está organizando a campanha pra o dia 23 de maio, assim como o CDL Jovem de Brasília (DF). As ações em BH serão com apoio do IFL, FIEMG, ACMINAS, mais o Minaspetro para venda de combustível sem imposto, mais ABRASEL com alguns restaurantes oferecendo um produto sem impostos, mais AMIPAO para venderem o paozinho sem impostos.

- As ações no Distrito Federal serão: apoio do Posto Jarjour que patrocina 20.000 litros de gasolina sem imposto. Mais apoio da Concessionária Champion Peugeot que cederá um carro para ser içado num Munck com o banner sobre valor do carro com e sem imposto; mais o apoio da Rede de Supermercados SuperMaia que montará o “Supermercado do Imposto”. Será um carrinho com R$ 1 mil com produtos tributados e outro com R$ 1 mil com produtos sem tributos; ou seja o carrinho sem tributo estará bem mais cheio.

- Em Vitória (ES), também aconteceu uma campanha do CDL Jovem com o Instituto Líderes do Amanhã, na quarta-feira, dia 22 de maio.


Mercado de apps ainda está aquecido. Empresa prevê faturar R$ 3 milhões
22 de maio de 2013

ExpressApps trabalha com plataforma com funções predefinidas

Quando Sergio Cury resolveu apostar no mercado de aplicativos a ideia inicial era atender pequenas e médias empresas. Mas a solução oferecida pela ExpressApps também atraiu grandes corporações e contribuiu para o crescimento da empresa. Inaugurada em janeiro de 2012, os aplicativos renderam R$ 600 mil no primeiro ano de operação. Para 2013, a expectativa é de um faturamento de R$ 3 milhões.

Cury sempre trabalhou na área de tecnologia e enxergou na expansão do mobile a oportunidade de montar seu próprio negócio. Conseguiu um investidor e abriu a ExpressApps com R$ 300 mil. A ideia era vender o aplicativo para as pequenas e médias empresas atraírem mais clientes.

“O mercado tinha poucos desenvolvedores e fazer um aplicativo era caro. E ainda o aplicativo dependia de aprovação da Apple. Ou seja, as pequenas não tinham muita chance nesse mercado. Elas tinham que investir muito sem ter certeza que a ferramenta ia entrar no ar”, conta Cury.

Para ganhar mercado, a ExpressApps criou uma plataforma com funções predefinidas. “Assim, o custo ficou mais barato e o nosso trabalho é o design, de deixar o aplicativo com a cara do cliente”, diz o empresário. A intenção inicial de não focar em grandes empresas é explicada porque Cury queria oferecer um produto que ele conseguisse colocar rápido no ar.

“O problema da grande empresa que a gente enxergava era que o departamento de marketing ia querer uma coisa e o de tecnologia ia querer outra. Não era nossa intenção ficar de reunião em reunião. Mas a partir do momento que estávamos com a plataforma pronta, essas grandes viram que era viável começar desse jeito mesmo, com funções predefinidas”, explica Cury.

A empresa trabalha com 40 funções e os clientes, em geral, escolhem entre 10 e 15 opções para o aplicativo. Um restaurante, por exemplo, pode optar pelo GPS, realização de reservas, pedidos, entre outros. No portfólio de clientes, a ExpressApps tem desde igrejas a empresas de logística. A lista de grandes empresas inclui a TIM, Cobasi, Academias Runner, redes de restaurantes Viena e Frango Assado, além de empresas de ônibus, por exemplo.

Desde o início das operações, a ExpressApps desenvolveu 200 aplicativos. A meta é chegar aos 800 até o fim do ano. O preço médio de um aplicativo é R$ 10 mil. Depois, o cliente paga uma mensalidade de R$ 150 para hospedagem do conteúdo, inclusão de inovações tecnológicas e adaptações em caso de lançamento de aparelhos.

“Por se tratar de um mercado novo, nosso principal desafio é tornar a ferramenta conhecida. Muitas empresas não conseguem ver o real retorno de ter um aplicativo, de como ele pode conversar com seu cliente onde quer que ele esteja. É importante conscientizar que aplicativo não é site”, afirma Cury. A empresa começou sua expansão e firmou uma parceria para abrir um escritório em Belo Horizonte. A expectativa é abrir unidades em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Fonte: O Estado de S.Paulo


Analistas dizem ao Banco Central que inflação verdadeira supera 6%
22 de maio de 2013

Os indicadores de inflação até poderão desacelerar nas variações mensais no resto deste ano, mas o resultado final será um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em torno de 6%. É o que disseram na segunda-feira ao diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, analistas que participaram da segunda das três reuniões trimestrais que o diretor faz com representantes de instituições em São Paulo.

Segundo um economista que participou da reunião, Hamilton ouviu ainda dos analistas que os 6% previstos para este ano não são a inflação verdadeira do país, já que, se não fossem as desonerações na economia, o IPCA poderia fechar acima do teto da meta da inflação, de 6,5%. “A cabeça das pessoas, pelo menos as que participaram da mesma reunião em que eu estava, é de que a dinâmica da inflação continua muito ruim”, disse a fonte.

Outro profissional que também participou do segundo encontro com o diretor do BC relatou que o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano deverá crescer de 2,5% a 3%. Para a fonte, a combinação de baixo crescimento com inflação elevada tem alimentado de incertezas a avaliação dos agentes econômicos internacionais em relação aos rumos da economia nacional. “No cenário externo, está todo mundo desconfiado com a dinâmica de inflação no Brasil”, disse o analista.

Hamilton manteve ainda na segunda-feira com analistas o terceiro e último encontro do dia. Essa reunião deixou transparecer um sentimento de conformismo dos profissionais com os rumos da economia, em especial com a inflação. É o que disse um dos participantes do encontro. “Apesar de as previsões apontarem para um IPCA encerrando o ano em torno de 5,8%, 5,9%, o tom das conversas desta vez foi mais tranquilo, diferente do que se viu nas reuniões anteriores, em que o tom era de quase cobrança do BC”, disse o economista. “Eu acho que a palavra mais correta para classificar o comportamento dos analistas é conformismo.”

Os analistas teriam concordado com a previsão de que a inflação dos alimentos e dos serviços deverá ceder no resto do ano. “Pelo que meus colegas diziam, os próximos trimestres terão taxas menores de inflação.” Porém, eles demonstraram preocupação com o elevado nível de consumo e com a inadimplência. Sobre a evolução do PIB, o economista relatou que a maioria compartilha da opinião de que o crescimento previsto de cerca de 1% no primeiro trimestre será o pico do ano. Para os próximos trimestres, as previsões são de que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá de 0,7% a 0,8%.

Essas reuniões são realizadas a cada três meses e são usadas pelo Banco Central (BC) para colher a percepção do mercado financeiro em relação à atividade, inflação e cenário externo. As informações ajudam a autoridade monetária na confecção do Relatório Trimestral de Inflação. O próximo documento, referente ao trimestre encerrado em junho, será divulgado no dia 29. Nesta terça-feira, Hamilton se reuniu com analistas do mercado financeiro do Rio.

Fonte: Veja.com


Oposição denuncia corrupção chavista
21 de maio de 2013

Áudio de jornalista governista e suposto agente cubano seria prova, diz deputado

Denúncia. O deputado opositor Ismael García revela áudio comprometedor

A oposição venezuelana acusou o presidente da Assembleia Nacional (AN), Diosdado Cabello, de liderar uma rede de corrupção. A denúncia foi fundamentada na gravação de um encontro entre Mario Silva, uma espécie de comandante da tropa de jornalistas ultrachavistas, e um chefe de Inteligência cubano identificado como Aramis Palacios. No áudio, revelado ontem pelo deputado opositor Ismael García, é mencionada ainda uma suposta conspiração de aliados de Cabello contra o presidente Nicolás Maduro, antes da eleição.

Na reunião, os dois homens também discutem as denúncias de fraude na eleição presidencial e admitem que a decisão do governo Maduro de defender cegamente a atuação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) transformou-se numa ameaça ao próprio Palácio de Miraflores.

- Estamos diante de uma situação de crise muito grave – declarou García.

Pelo Twitter, Henrique Capriles, governador de Miranda e ex-adversário de Maduro nas urnas, afirmou que a gravação revelou fatos importantíssimos de um “governo corrupto e ilegítimo”. Esta semana, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) deve se pronunciar sobre o pedido de Capriles para impugnar a eleição, sob alegação de fraude, mas tudo indica que a corte não fará qualquer questionamento à votação que levou Maduro ao poder.

Segundo o jornal espanhol “ABC”, Palacios chegou à Venezuela na última etapa do governo Chávez para atuar como chefe de contrainteligência na Casa Militar. Sua área de trabalho também incluiria o Aeroporto Internacional Maiquetía, onde seria encarregado de controlar a entrada e saída de dirigentes chavistas e cubanos.

Já Silva apresenta há anos na TV estatal Venezolana de Televisión o “La Hojilla”, um programa de culto ao chavismo. Ele descreve uma Venezuela caótica, incapaz de encontrar seu rumo sem Hugo Chávez:

“Os ministros não sabem o que fazer (…) O mais provável é que estejam roubando (…) porque acham que tudo vai desmoronar (…) se Maduro fizesse o que deve fazer, o povo seria o primeiro em apoiá-lo”, afirma no áudio.

Segundo Silva, as fissuras dentro do chavismo são reais.

“Dentro do partido e por ordem de Cabello, antes das eleições estavam dizendo que ´Maduro não é Chávez”, afirmou o presidente da AN na gravação. Pouco depois, o jornalista defende a necessidade de informar à presidente do CNE, Tibisay Lucena, as posições do governo.

Para a opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), que entregará o áudio à Justiça local, o documento prova uma disputa entre Cabello e Maduro pelo comando do chavismo, além do envolvimento do presidente da AN em casos de corrupção que incluiriam empresários amigos e organismos de Estado.

O jornalista – que faz um relato ao agente cubano – se refere a negócios de Cabello e indica que o presidente da AN seria um dos mais beneficiados pela desvalorização do bolívar nas últimas semanas de vida de Chávez. O presidente da AN é considerado um dos homens mais ricos da Venezuela e principal representante da nova burguesia bolivariana.

- Quando se fala de desvalorização, o problema é a fuga de divisas em algumas empresas de Diosdado Cabello – comentou Silva.

Os opositores também consideraram importante confirmar a forte ingerência do governo cubano no país. No início do áudio, Palacios diz que gravará a conversa para entregá-la posteriormente ao presidente cubano, Raúl Castro, interessado nas análises políticas e econômicas do jornalista.

Silva critica personalidades do governo Maduro, entre elas o vice-presidente e genro de Chávez, Jorge Arreaza – a quem responsabilizou pelo vazamento de informações sobre a saúde do ex-presidente venezuelano. Ele também ressalta que o ministro da Defesa, Diego Molero, não tem força suficiente para enfrentar o poder de Cabello – um militar reformado – dentro das Forças Armadas.

Fonte: O Globo


Gargalos em emprego e infraestrutura limitam a capacidade do país
21 de maio de 2013

Sem fôlego para crescer, PIB do Brasil pode avançar só 2,8%

RIO, BRASÍLIA e SÃO PAULO – Ao mesmo tempo em que o mercado prevê, pela primeira vez, uma expansão abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) este ano, economistas são unânimes em afirmar que o crescimento potencial da economia brasileira — patamar no qual o PIB pode avançar sem pressões inflacionárias — se reduziu nos últimos anos. Gargalos de infraestrutura, falta de investimentos, mercado de trabalho aquecido e oferta menor de mão de obra são alguns dos fatores que contribuem para esse movimento.

Já há quem estime hoje que o potencial de expansão a longo prazo no país esteja abaixo de 3%, como é o caso de José Marcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, e do economista do Itaú Unibanco Aurélio Bicalho. Mesmo quem faz projeção maior, de 3,8%, como é o caso do economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, admite que a capacidade de o Brasil crescer sem inflação é menor hoje do que já foi um dia. Pesquisa do Banco Central (BC) em outubro de 2010 com participantes de mercado apontava uma estimativa média de PIB potencial de 4,4%.
— O mercado de trabalho está muito aquecido, o que pressiona salários e reduz produtividade, temos baixa ociosidade dos bens de capital (máquinas e equipamentos) e ganhos de produtividade pequenos. No ano passado, houve inclusive queda.

Além disso, a inflação está seriamente deteriorada. Com esse cenário, é difícil ter um crescimento forte. Hoje, nossa estimativa para o PIB potencial é de 2,8%, quando estava em torno de 3,5% na década passada — afirma Camargo.

Potencial para crescer caiu de 4% para 3%
Para o professor da PUC-Rio, o país não está gerando os incentivos corretos para os investimentos, seja por falta de estabilidade de regras ou por elas serem ruins. Ele reconhece que a MP dos Portos, aprovada na semana passada, é um ganho, embora, na sua opinião, tenha dado um sinal ruim para os investidores dos portos públicos.
— Há uma percepção de que o PIB potencial não é tão elevado quanto no passado. Os últimos indicadores foram muito ruins. A economia está batendo em alguns estrangulamentos, como infraestrutura e desemprego baixo. Continuamos com crescimento baixo mesmo com inflação alta, o que indica que estamos perto do crescimento potencial ou até acima dele. Não dá para colocar um Fusca para correr a 200 quilômetros por hora — diz o economista-chefe do Deutsche Bank, José Carlos de Faria.
Sua estimativa é de que hoje o chamado PIB potencial do Brasil está em torno de 3%, quando há algum tempo era mais próximo de 4%. Entre os fatores que influenciaram neste recuo, segundo Faria, são os problemas estruturais de infraestrutura e o sistema tributário, mas também o aumento de incerteza sobre a regulação e sobre o cumprimento das metas de inflação.

Uma das preocupações é com os investimentos, que chegaram a uma taxa de 19,5% do PIB em 2010, mas recuaram para 19,3% em 2011 e 18,1%, em 2012. Já o mercado de trabalho continua aquecido, com taxas baixas de desemprego. No ano passado, a média foi de 5,5%, a mais baixa desde o início da atual série história do IBGE, em 2002. E a oferta de trabalho é menor do que era no passado. A população economicamente ativa (PEA) — que inclui quem está trabalhando ou em busca de trabalho — cresceu 1,8% em média ao ano entre 2000 e 2010. Em 2012, a expansão foi de só 1,2%. E a projeção do Itaú Unibanco é que essa taxa caia para 0,9% em 2020.
— Só essa mudança no crescimento da PEA representa 0,5 ponto percentual no PIB potencial. Na década passada, o nível (do PIB potencial) era perto de 3,5%, mas agora já chega a algo como 2,9% e 3% — diz Aurélio Bicalho.

Mais cauteloso com as projeções para o potencial de expansão da economia, Bráulio Borges diz que alguns analistas estão confundindo questões conjunturais com estruturais:
— É notório que o PIB potencial não é o mesmo de cinco anos atrás, principalmente por causa da oferta de mão de obra. Já se incorporou muita gente e o crescimento é mais demográfico. No entanto, o ritmo potencial de crescimento caiu, mas não desabou — afirma Borges, que estimava o PIB potencial 4,2% em 2010 e agora vê 3,8%.
Se as previsões a longo prazo estão menores, o mesmo ocorre a curto prazo. Segundo a pesquisa semanal Focus, que o BC faz com os analistas das principais instituições financeiras do país, a projeção para o PIB deste ano passou de 3% para 2,98%. Foi a primeira vez que a taxa ficou abaixo de 3%. Na virada do ano, os analistas esperavam um crescimento de 3,3%.

Segundo o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa, muitos no mercado esperam que o país só crescerá 2,8%. Essa é exatamente a sua aposta. Ele lembra que os dados do primeiro trimestre estão inflados com o setor agrícola, desempenho que não deve se manter ao longo do ano:
— Independentemente de ser ano pré-eleitoral, ou ano de Copa das Confederações, é muito pouco. O Brasil deveria estar com um crescimento de 4,5%.

Outro indicador preocupante é a retomada do aumento do estoques da indústria em abril, depois de se manterem dentro do planejamento das empresas por sete meses, segundo a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice foi de 51,2 pontos no mês passado. Dados acima de 50 pontos indicam estoque acima do planejado.
Diante deste cenário, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industria (Iedi) apresentará até o fim da semana documento ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que os últimos dois anos põem em evidência a necessidade de “uma nova política econômica”.

Fonte: O Globo


A conta do inchaço de ministérios
no governo Dilma Rousseff

20 de maio de 2013

Custo para manter o número recorde de 39 ministérios é de R$ 58 bilhões

Manter a estrutura e os funcionários das atuais 39 pastas do governo Dilma Rousseff, instaladas na Esplanada dos Ministérios e em outros prédios espalhados pela capital, custa pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano aos cofres públicos. Esta verba, que está prevista no Orçamento Geral da União de 2013 para o custeio da máquina em Brasília, é mais que o dobro da que foi destinada ao maior programa social do governo, o Bolsa Família, que custará R$ 24,9 bilhões este ano.

No total, o orçamento para custeio de toda a engrenagem federal chega a R$ 377,6 bilhões, quando são incluídos, por exemplo, órgãos técnicos, empresas públicas, universidades, escolas e institutos técnicos federais. Este valor representa mais do que o PIB (a soma de todos os bens e serviços) de países como Peru, Nova Zelândia ou Marrocos.

A maior despesa nesse bolo é justamente com os salários dos funcionários, tanto os de Brasília quanto os espalhados país afora: o Executivo federal fechou a folha de pagamentos de 2012 em R$ 156,8 bilhões. O número de ministérios passou de 24, em 2002, para 39 este ano. A quantidade de servidores ativos e aposentados também cresceu: passou de 809.975 em 2002, para 984.330 no fim de 2011, segundo dados do próprio governo.
A título de comparação, a verba total destinada a investimentos do governo federal, prevista no Orçamento Geral da União deste ano, é de R$ 110,6 bilhões. Para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), menina dos olhos da presidente, estão previstos R$ 75 bilhões em 2013.

O ministério que mais gastará para manter sua estrutura este ano é o da Saúde: R$ 18,2 bilhões. Os dados foram extraídos de um levantamento feito pelo DEM a pedido do GLOBO, com base no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do governo federal. Os gastos incluem despesas com custeio, ou seja, pagamento a funcionários civis e militares, compra de material de consumo dos ministérios, e contratação de serviços como água, luz, aluguel, transporte e hospedagem.

O número de pastas, que nem sequer cabe na Esplanada dos Ministérios, é alvo de críticas de políticos aliados, da oposição e de especialistas no setor público.

O empresário Jorge Gerdau Johanpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade — criada pela presidente justamente para propor modos de aperfeiçoar os serviços públicos, com redução de gastos —, é um dos maiores críticos da estrutura gigante do governo federal. Em recente entrevista ao portal UOL, Gerdau chamou de “burrice e irresponsabilidade” a criação de novos ministérios. Para ele, o governo funcionaria a contento com “meia dúzia” de pastas.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou 24 pastas no fim de seu mandato, em 2002. Luiz Inácio Lula da Silva inchou a máquina e deixou 37 pastas, incluindo secretarias que até então eram vinculadas a outros ministérios, como Direitos Humanos, Portos e Pesca, e que, sob a gestão petista, ganharam estrutura própria. Lula também deu ao presidente do Banco Central o status de ministro. A presidente Dilma Rousseff criou, então, as secretarias de Aviação Civil e de Micro e Pequena Empresa, atingindo a marca recorde de 39 ministérios.
só este ano, R$ 21,5 milhões com aluguéis

Na Esplanada dos Ministérios desenhada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa há 19 edifícios. Muitos deles abrigam mais de uma pasta, mas, ainda assim, falta espaço e o governo aluga mais prédios. O Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, divide um edifício na Esplanada com o da Cultura, mas teve de alugar salas em outro local em Brasília, onde instalou secretarias.

O Ministério da Cultura também aluga salas e gasta R$ 1,3 milhão ao mês com locação de imóveis. No total, a pasta desembolsa R$ 141,7 milhões somente com o custeio de sua máquina. Segundo o Portal da Transparência, este ano o governo federal já pagou R$ 21,5 milhões para o aluguel de prédios em todo o país.

Procurado, o Ministério do Planejamento afirmou que as despesas da União com a criação de novas estruturas e com a manutenção das já existentes têm como objetivo “responder às necessidades de investimentos no país; melhorar a qualidade dos serviços prestados à população; atender à expansão de políticas públicas no território nacional e atender demandas da população por novas políticas públicas”.

No entanto, para o cientista político Valdir Alexandre Pucci, professor do Centro Universitário do Distrito Federal, o aumento da máquina pública é decorrência da maneira como se faz política no país, em que os aliados são atraídos por cargos no governo. Ele afirmou que esse processo foi ampliado depois do escândalo do mensalão, em 2005, porque Lula foi obrigado a ampliar sua base de apoio no Congresso.

— Esse inchaço não começa com a presidente Dilma. Vem da forma como se faz política no Brasil: as pessoas são chamadas para compor o governo. É claro que, com o mensalão, houve uma necessidade de ampliar a base no Congresso, provocando um inchaço ainda maior — argumentou Pucci.

Na posse de seu último ministro, Guilherme Afif Domingos, da Micro e Pequena Empresa, Dilma justificou a criação de mais um ministério afirmando que antes é preciso expandir, “para depois abrir um processo de redução”. Segundo a presidente, determinadas áreas necessitam de estrutura política própria para se desenvolver. No governo Dilma, chegou-se a analisar, inclusive, a criação do Ministério da Irrigação.

— Isso faria sentido se os ministérios de fato funcionassem, mas gasta-se muito, e muito mal. Por exemplo, na discussão da medida provisória dos portos, alguém ouviu falar do ministro de Portos (Leônidas Cristino)? Se o ministro de Portos não aparece no debate da principal medida do governo na área, fica evidente que (a criação da pasta) foi uma acomodação política — criticou Pucci.

O cientista político diz ainda que são poucos os resultados das pastas criadas nos últimos tempos, e que algumas funções acabaram se sobrepondo. Segundo ele, a recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa — que terá de ocupar salas cedidas pelo Exército, no anexo do prédio principal —, tem funções combinadas com os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
— São incipientes as conquistas para justificar esse crescimento da máquina. O número de ministérios é exagerado ao extremo, e sem necessidade. A necessidade é melhorar a eficiência da máquina pública.

O grande número de ministérios e ministros no primeiro escalão do governo federal provoca, além das contumazes críticas, muito desgaste para o governo. O projeto de lei de criação da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, por exemplo, ficou por mais de dois anos em tramitação no Congresso, não só por má vontade dos parlamentares, mas também por indefinição do Palácio do Planalto, que chegou a pensar em abortar a ideia.
PT tem o maior número de ministros: 18

Dilma vive uma situação irônica com seu time de primeiro escalão. Tida como técnica, gestora e pouco dada a uma relação muito próxima com a classe política, ela tem um Ministério eminentemente político: dos atuais 39 ministros, 31 são políticos ou indicados por partidos da coligação governista que a elegeu em 2010. O primeiro Ministério de Lula tinha 26 ministros, sendo 21 da cota dos políticos.

O PT, partido da presidente, lidera o ranking de ministros: são 18, considerando, inclusive os da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior. O segundo maior partido da coalizão governista, o PMDB, tem o comando de cinco ministérios. Na primeira equipe de Lula, em 2003, dos 26 ministros, apenas seis não eram do PT.

A formação de uma equipe que representa os partidos vitoriosos nas urnas junto com o presidente é comum, e sempre aconteceu em todos os governos. Não foi diferente nos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que também enfrentou disputas entre aliados por cargos na Esplanda.
Mas essa predominância é maior nos governos petistas, especialmente porque tanto o governo Lula como o de Dilma criaram pastas para agregar partidos à base aliada — caso da Micro e Pequena Empresa, destinado ao PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab.

Fonte: O Globo


“Financial Times”: Bem-estar no Brasil é fachada. Estilo de Dilma atrasa economia
20 de maio de 2013

LONDRES – O Brasil precisa correr para aproveitar o capital internacional existente, que atualmente é barato e abundante, para aumentar o investimento na economia. A sugestão é do jornal “Financial Times”. Em editorial publicado nesta segunda-feira, a publicação diz que a sensação de que tudo corre bem no Brasil é apenas uma “fachada” e diz que o estilo “mandão” de Dilma Rousseff é bom para evitar a corrupção, mas estaria atrasando a economia, especialmente o investimento. O texto critica ainda a escolha do governo: em vez de reformas amplas, apoia setores “mimados”, como as montadoras.

O editorial diz que o Brasil “corre o risco, mais uma vez, de frustrar imensas expectativas”. “A aparente sensação de bem-estar do Brasil é uma fachada. O crescimento da economia no ano passado foi de menos de 1%, pouco melhor que a zona do euro. Este ano, o Brasil está crescendo menos que o Japão. A inflação está corroendo a confiança do consumidor e há uma sensação de mal-estar. A causa é o abrandamento do investimento, tendência que começou em meados de 2011 e continua. Mais investimento é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global a que aspira ser.”

O texto lembra que o investimento brasileiro equivale a 18% do Produto Interno Bruto (PIB), bem menos que os 24% destinados pelos vizinhos latino-americanos e os quase 30% dos países da Ásia. A culpa, diz o FT, é dos governantes e o problema não vem de hoje. “Brasília deve ter grande parte dessa culpa. A extravagância do modelo econômico impulsionado pelo consumo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se esgotou. O modelo Dilma, apesar dos primeiros sinais promissores, está provando (apenas) ser um pouco melhor”, diz o texto.

“O estilo ‘mandão’ dela não é adequado para a persuasão colaborativa exigida pelo tipo particular de política de coalizão do Brasil. A tomada de decisão tem sido centralizada, o que evita a corrupção, mas retarda o processo. Dilma também tem evitado consistentemente as reformas orientadas para o mercado em favor do protecionismo de alguns setores preferidos e seus lobbies, como as mimadas montadoras”, critica o texto.

Para o FT, outro exemplo dessa falta de foco do governo brasileiro está na infraestrutura. “O Brasil quer captar bilhões de dólares para a construção de novos portos, aeroportos, viadutos e estradas. Existe o interesse e o compromisso firme dos investidores. No entanto, surpreendentemente, o marco regulatório em vigor não é apropriado para permitir a construção dessa nova infraestrutura. O dinheiro está sendo deixado sobre a mesa desnecessariamente”, diz o texto.

“O Brasil precisa desesperadamente de mais investimento. O baixo nível da poupança interna significa que grande parte desse financiamento deve vir do exterior. O capital está barato no momento, mas não será para sempre. O Brasil tem uma grande janela de oportunidade. Dilma Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto essa janela segue aberta”, diz o editorial.

Fonte: Agência Estado


Custos elevados afugentam investidores: Leia o editorial do “Estadão”
20 de maio de 2013

Numa amostra de 54 países, o Brasil ocupa o 13.º lugar entre os mais caros para investir, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Não se estranhe, pois, que a taxa de investimento – ou seja, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – tenha caído para apenas 18,1% do Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado, muito inferior à necessária para que o País possa crescer a um ritmo sustentável de 5% ao ano, semelhante ao de outros emergentes da América Latina, como Chile, Colômbia e Peru.

O trabalho do Iedi inspira-se na Penn World Table, elaborada pelo Centro de Comparações Internacionais na Universidade de Pennsylvania. Os dados são disponíveis até 2010 e mostram que é mais caro investir numa fábrica no Brasil do que na Índia, na Rússia, na África do Sul ou no México – entre nossos concorrentes diretos -, ou até em países desenvolvidos.

“O Brasil ficou caro em relação a outros países”, disse uma consultora do Iedi, Cristina Reis, ao jornal Valor. “Num contexto em que as empresas operam cadeias produtivas globais e escolhem onde vão se instalar, os investidores olham o Brasil e decidem ir para outro lugar”, afirma a especialista.

Se a necessidade de aumentar os investimentos é crucial para países desenvolvidos, ainda mais o é para o Brasil, cuja indústria mostra capacidade decrescente de competir com os importados.

Ser atrativo para os investidores é objetivo global. Suécia, Estados Unidos, Canadá e Austrália ocupavam os primeiros lugares entre os mais caros para investir, conforme o ranking de 1985. Em 2010, no entanto, só a Suécia figurava nessa lista – e havia caído do 1.º lugar para o 3.º lugar. Entre os menos desenvolvidos, apenas a Venezuela esteve nas duas listagens dos mais caros – dada a desordem institucional criada pelo chavismo, que onerou os investimentos.

A atração de investimentos depende de um mercado interno forte, juros módicos, oferta satisfatória de mão de obra qualificada, além de um bom ambiente macroeconômico, com instituições sólidas, que inspirem confiança nos investidores. Agências reguladoras com independência em relação ao governo ajudam muito. Os países desenvolvidos – onde investir é muito caro – oferecem o diferencial da infraestrutura. Não basta, assim, que o Brasil tenha um amplo mercado interno. Deve entender que o investimento depende da perspectiva de lucro – e este, por sua vez, depende do custo.

Fonte: O Estado de S.Paulo


Máquina custa o triplo do que
governo investe

20 de maio de 2013

. Estrutura da Saúde e da Educação consome mais do que pastas têm para investir

O governo federal vai gastar neste ano três vezes mais para manter a máquina pública em todo o país do que o total previsto no Orçamento Geral da União para investimentos. A manutenção dos 39 ministérios do governo Dilma Rousseff e de toda a engrenagem federal será de R$ 377,6 bilhões, enquanto o montante previsto para investimentos é de R$ 108,7 bilhões. Nestes primeiros cinco meses, a União já desembolsou R$ 111,7 bilhões com a folha de funcionários civis e militares ativos, a compra de material de consumo dos ministérios e a contratação de serviços como água, luz, aluguel, transporte e hospedagem — as chamadas despesas de custeio. No item investimentos, foi pago R$ 1,5 bilhão.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela liderança do DEM no Senado, a pedido do GLOBO, no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do governo federal. Se forem considerados os restos a pagar (recursos do Orçamento da União de 2012, mas que foram pagos este ano), o total do custeio desembolsado pula para R$ 120 bilhões. Os investimentos chegam a R$ 13,7 bilhões. O Congresso só aprovou o Orçamento Geral da União de 2013 no último dia 12 de março, quando o certo era tê-lo votado até dezembro do ano passado.

As despesas de custeio do Ministério da Agricultura em todo o país, incluindo a Embrapa, a Conab e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, serão de R$ 5,4 bilhões neste ano, mas o total para investimentos da pasta é de R$ 1,4 bilhão. No Ministério da Educação, a manutenção da máquina, abrangendo a estrutura de Brasília, as universidades, as escolas federais, os hospitais universitários e os institutos técnicos, custará R$ 33,3 bilhões, enquanto o disponível para investimentos é R$ 16,3 bilhões. Na Saúde, o custeio representa mais do que o dobro dos investimentos previstos no Orçamento da União deste ano, um total de R$ 11,6 bilhões. A manutenção da máquina, incluindo a rede do Ministério da Saúde Brasil afora, baterá em R$ 23,3 bilhões.

Em compensação, os ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, dos Transportes e das Cidades, responsáveis pela execução das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vão investir R$ 45,2 bilhões, segundo a dotação prevista no Orçamento Geral da União de 2013. O custo da máquina pública das quatro pastas será de R$ 15,8 bilhões.
Dados extraídos do levantamento do DEM mostram ainda que o custeio da estrutura e dos funcionários das 39 pastas na Esplanada dos Ministérios e em outros prédios espalhados por Brasília é de pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano. Isso é mais do que o dobro da verba destinada ao maior programa social do governo, o Bolsa Família, com gastos de R$ 24,9 bilhões este ano. O montante de R$ 377,6 bilhões que custeia a máquina federal em todo o país é maior do que o PIB (a soma de todos os bens e serviços) de países como Peru, Nova Zelândia e Marrocos.

Fonte: O Globo


Três em cada quatro brasileiros preferem empreender a ter emprego convencional
17 de maio de 2013

Pesquisa da Endeavor traça o perfil do empreendedorismo no Brasil

Desejo de empreender só é maior na Turquia

Pesquisa realizada pela Endeavor, em parceria com o Ibope Inteligência, mostra que três em cada quatro brasileiros preferiam ter um negócio próprio a ter um emprego convencional. Nos Estados Unidos, metade da população tem o mesmo desejo. O levantamento mostra ainda que pouco mais da metade desses brasileiros (52%) pretendem empreender em um horizonte de cinco anos.

O levantamento da Endeavor, entretanto, aponta também que apenas 4% dos brasileiros – atualmente – são empreendedores com funcionários. De acordo com a entidade, um dos principais impedimentos para começar uma empresa no País, segundo a pesquisa, é a falta de recursos financeiros – entre aqueles que acham pouco provável empreender no futuro, 66% diz que a falta de dinheiro é a principal razão para isso.

Na comparação internacional, a preferência por ter negócio próprio no Brasil atinge 76% da população – perde apenas para a Turquia (82%); veja essa preferência conforme o País na lista abaixo.

Brasil: 76%
Turquia: 82%
China: 56%
Chipre: 45%
Grécia: 50%
EUA: 51%
Coréia do Sul: 53%
Japão: 23%
Bélgica: 30%
Israel: 34%
Alemanha: 29%

Fonte: O Estado de S.Paulo


Maioria da população não tem acesso a web apesar de aumento de internautas
16 de maio de 2013

Dados da pesquisa Pnad do IBGE mostram que a proporção de pessoas que utilizaram a internet passou de 20,9% em 2005 para 46,5% em 2011

RIO – O aumento da renda, o acesso mercado de trabalho, o crédito fácil e a perda do “medo” da tecnologia entre os mais velhos foram fatores decisivos para a inclusão digital no País, entre 2005 e 2011, porém mais da metade da população de 10 anos ou mais de idade ainda não tem acesso à internet. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a proporção de pessoas que utilizaram a internet passou de 20,9% para 46,5%.

Em seis anos, houve um aumento de 45,8 milhões de internautas – média de quase 21 mil por dia. Utilizaram a internet no período de três meses antes da data da entrevista 77,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade, em 2011.

Embora ainda sejam as mais resistentes à rede mundial de computadores, as pessoas de 50 anos em diante tiveram peso decisivo no aumento da legião de internautas: passaram de 7,3% para 18,4% do total da população nesta faixa etária. Em números absolutos, foi o maior crescimento, passando de 2,5 milhões de usuários nesta faixa etária para 8,1 milhões – crescimento de 222%.

Outro crescimento significativo aconteceu no outro extremo, com os internautas de 10 a 14 anos. Em 2005, 24,3% das crianças acessavam a internet, proporção que saltou para 63,6% em 2011.

A pesquisa levou em consideração apenas os acessos à internet por computador, não houve perguntas sobre acesso por meio de telefones celulares e tablets.

“A inclusão digital se dá sem medo entre os jovens. Entre os mais velhos, demora um pouco, mas é crescente, inclusive para acesso a banco, para declarar imposto de renda”, diz o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azevedo.

Embora a renda seja um fator importante de acesso à internet, é interessante notar que as mulheres jovens, que têm renda menor que os homens, porém maior escolaridade, estão mais na rede mundial de computadores do que os homens. E há mais usuários da internet na população com renda de 3 a 5 salários mínimos do que entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. A explicação é que a faixa mais rica da população é também a faixa mais velha, ainda “engatinhando” no mundo virtual.

Os técnicos do IBGE chamam atenção para o grande salto entre os alunos da rede pública que passaram a ter acesso à internet no espaço de seis anos. A pesquisa não investigou o local de acesso (se o trabalho, a residência, a escola ou locais públicos como bares e lan houses) e por isso não é possível associar o crescimento à distribuição de computadores nas escolas públicas, mas, para Cimar Azevedo, é um forte indicativo da inclusão digital entre os mais pobres. Em 2005, apenas 24,1% dos alunos da rede pública usavam a internet, proporção que cresceu para 65,8% em 2011.

Fonte: O Estado de S.Paulo


Nos portos, burocracia é problema ainda maior do que falta de infraestrutura
16 de maio de 2013

Para 157 empresas brasileiras ouvidas por uma consultoria, o excesso de burocracia superou os gargalos históricos do setor portuário nos últimos anos

Filas quilométricas de caminhões, buzinas estridentes, estresse, horas de engarrafamento e milhares de reais em prejuízos. Caos era a palavra que melhor definia o quadro que se formou em março nas proximidades do Porto de Santos, o mais importante ponto de saída para o comércio exterior. Medidas paliativas foram anunciadas, mas os transtornos voltaram menos de um mês depois. As super-safras de soja e de milho foram culpadas, mas o cenário só escancarou uma dura realidade brasileira: a falta de uma logística integrada, que inclui insuficiência de armazéns nas fazendas, problemas nas estradas de acesso ao litoral, falta de alternativas ao transporte rodoviário e o estrangulamento dos portos. Claro, não há novidade nos relatos acima, mas existe uma surpresa na reclamação dos usuários. Pela primeira vez, o excesso de burocracia do sistema portuário é apontado como o principal entrave dos portos do país.

O costume de enfrentar uma infraestrutura estrangulada no país ou o cansaço com as reclamações em vão para o poder público podem ter provocado a resposta que Instituto Ilos encontrou numa pesquisa com 189 profissionais de logística de 157 grandes empresas do Brasil. Para 61% dos entrevistados, a burocracia é um importante gargalo que prejudica a agilidade na saída de produtos para o mercado internacional. Essa é a primeira vez que as críticas contra a infraestrutura portuária brasileira são ofuscadas. Em 2012, dentre os dez principais problemas apontados pelos usuários, apenas três estão relacionados à deficiência de infraestrutura (Porto saturado, Acesso rodoviário e Infraestrutura de armazenagem), contra cinco do estudo realizado em 2009. As críticas em relação à operação portuária, representada pelo tempo de liberação das mercadorias, o relacionamento com as autoridades públicas e a janela de atracação de navios, aumentou nesta última pesquisa.

Sobrecarga – É importante reforçar que a queda no ranking de reclamações não significa que os problemas de infraestrutura tenham sido resolvidos. Num país em que o volume de cargas movimentadas cresceu 78% entre 2001 e 2012 – de 506 milhões de toneladas para 904 milhões de toneladas -, os desafios ainda são gritantes e os investimentos necessários são de bilhões de reais. A saturação dos portos é o segundo item que mais recebeu reclamações – 53% dos entrevistados o apontaram como problema. Nos principais portos do país, Santos e Paranaguá, é o líder em reclamações: 73% e 67% de seus usuários, respectivamente, indicam que o porto está sobrecarregado.

Aos entrevistados foi dada uma lista de possíveis problemas para eles classificarem como de maior ou menor impacto para o negócio. Dos 20 itens, 18 receberam mais reclamações em 2012 do que em 2009 – apenas “Calado” e “Baixa frequência dos navios” diminuíram seus porcentuais. “O porto voltou a ficar cheio, a infraestrutura não está dando conta e o tempo de espera aumentou. Isso faz com que o usuário perceba mais problemas”, explica ao site de VEJA, Maria Fernanda Hijjar, diretora de Inteligência de Mercado do Instituto Ilos.

Outra observação importante é que as discussões sobre as mudanças nas regras portuárias aumento a cobrança dos brasileiros. “Ao ouvirem falar de experiências bem-sucedidas no exterior, a exigência também muda para o Brasil. Começam a ser feitas comparações”, diz.

Levantamento do Instituto Ilos feito em 2012 mostrou que a burocracia é vista pelos usuários dos portos como um problema ainda maior do que a própria infraestrutura

Exigências burocráticas
A quantidade de documentos, as inúmeras exigências legais de diversas agências reguladoras e o tempo de liberação do embarque ou desembarque de cargas por conta da verificação da ‘papelada’ nos portos brasileiros, ou seja, a burocracia, são os principais problemas apontados por usuários do modal portuário em pesquisa do Instituto Ilos feita no ano passado. Cerca de 61% dos 189 entrevistados identificaram a presença deste gargalo nos portos brasileiros – número bem superior à pesquisa de 2009, quando apenas 32% dos entrevistados viam a burocracia como um problema, e também à de 2007 (33%).

Fonte: Veja.com


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