Tres generaciones
janeiro 6th, 2010 by Yoani SánchezfecharAutor: Yoani Sánchez
Nome: Yoani SánchezAcerca: Yoani Sánchez estudou durante dois cursos no Instituto Pedagógico a especialidade de Espanhol-Literatura. No ano de 1995, mudou-se para a Faculdade de Artes e Letras – com um filho nascido em agosto deste mesmo ano e terminou, depois de cinco cursos, a especialidade de Filologia Hispanica.
Se especializou em literatura latinoamericana contemporanea e apresentou uma incendiária tese intitulada “Palavras sob pressão. Um estudo sobre a literatura da ditadura na america latina”. Ao terminar a universidade compreendeu duas coisas: a primeira, que o mundo da intelectualidade e da alta cultura a repugnava e a mais dolorosa, que já não queria ser linguista.
Em setembro de 2000 foi trabalhar numa obscura oficina da Editorial Gente Nueva, enquanto chegava a certeza – compartilhado pela maioria dos cubanos – de que com o salário ganho legalmente não poderia manter sua família. De maneira que, sem concluir meu serviço social, pediu baixa e dedicou-se ao trabalho melhor remunerado de professora de espanhol – freelancer – para alguns turistas alemães que visitavam La Habana. Era a etapa (prolongada até os dias de hoje) em que os engenheiros preferiam dirigir um taxi, os maestros faziam o impossível para trabalhar no arquivo de um hotel e nos balcões de uma loja poderias ser atendido por uma neurocirurgiã ou um físico nuclear.
Em 2002 o desencanto e a asfixia econômica a levaram a emigrar para a Suiça, de onde regressou – por motivos familiares e contra a opinião de amigos e conhecidos – no verão de 2004.
Nesses anos descubriu a profissão que a acompanha até hoje: a informática. Se deu conta que o código binário era mais transparente que a rebuscada intelectualidade e que se nunca havia ido bem no Latim, ao menos poderia empreender com as compridas cadeias da linguagem html. Em 2004 fundou com um grupo de cubanos – todos radicados na Ilha – a revista de reflexão e debate Consenso. Três anos depois continua trabalhando como web master, articulista e editora do portal Desde Cuba.
Em abril de 2007 se enredou na aventura de ter um Blog chamado “Generación Y” que definiu como “um exercício de covardia”, pois a permite dizer neste espaço o que está vedado em sua ação cívica.
Vive em La Habana, com o jornalista Reinaldo Escobar – com quem divide a vida há quase quinze anos.Ver os posts do autor (156)

La nueva libreta de racionamiento nos sorprendió a finales de diciembre,justo cuando se acrecentaban los rumores fúnebres alrededor de este cuadernillo de páginas cuadriculadas. Llegó, como cada año, rodeada de ansiedad y de fastidio, sumiéndonos en ese conflicto de evitación-aproximación que genera lo subvencionado. En sus pequeñas hojas percibo la ausencia de muchos productos que una vez conformaron la cuota mensual, hoy reducida apenas a un repertorio monótono con insuficientes valores nutritivos e importes en ascenso.
Por primera vez, en nuestra casa todos estamos ubicados en el mismo grupo etario de los cinco que ha definido el Ministerio del Comercio Interior. Justamente en la casilla de 14 a 64 años aparece mi hijo junto a Reinaldo y a mí, pues al menos tres generaciones de cubanos hemos visto a los bodegueros apuntar lo que podemos llevarnos a la boca. Atrapados en la minusvalía material, millones de compatriotas están colgados de los precios asistidos para sobrevivir. El racionamiento es trampolín y caída segura, dependencia con la que todos quieren terminar, pero de la que casi nadie se puede salir.
Miro mi nombre escrito junto al de Teo y me asusta que su prole también reciba leche sólo hasta los siete años, le asignen un jabón de lavar cada dos meses o una pasta insípida para lavarse los dientes. Me estremece imaginar que de aquí a treinta años, aún se deba acreditar -con un certificado médico- la existencia de una úlcera para tener derecho a unas onzas de carne o a una bolsa de yogurt de soya. Con sus cantidades mínimas y su calidad dudosa, el mercado racionado nos ha inculcado también una malsana gratitud y un complejo de culpa que no podemos heredarle a los que vengan. Si llega otro diciembre y nos entregan una nueva libreta, no será porque hayamos sorteado los recortes económicos, sino porque hemos descendido un escalón más en nuestra autonomía ciudadana.
(Publicado em Generación Y)
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