Os impostos e os súditos de BrasÃlia
Cristina CamargoArtigo de Rodrigo Constantino sobre o Dia da Liberdade de Impostos, publicado hoje em O Globo:
Os impostos e os súditos de BrasÃlia
Finalmente chegou ao Rio, Belo Horizonte e São Paulo a excelente iniciativa já existente em Porto Alegre, de celebrar o Dia da Liberdade de Impostos. O objetivo do evento, organizado pelo Instituto Millenium, OrdemLivre.org e Mises Institute Brasil, é conscientizar a população sobre os impostos embutidos em todos os produtos e serviços. Muitos brasileiros nem sequer sabem quanto pagam de impostos, pois estes acabam escondidos nos preços finais. Para pagar os tributos existentes, o brasileiro tem que trabalhar 145 dias por ano, ou seja, somente a partir do final de maio é que estamos começando a trabalhar para nós mesmos, e não para pagar impostos, taxas e contribuições.
E isso apenas para a carga tributária direta, pois na verdade existem muitos outros custos ocultos, como toda a regulação burocrática, os preços maiores por conta do protecionismo comercial, o desvio de energia produtiva e recursos para fazer lobby em BrasÃlia, enfim, todo o custo de oportunidade existente por causa do aparato burocrático do governo. Fora o fato de que os impostos são escandinavos, mas os serviços são africanos. Ou seja, o brasileiro de classe média ainda acaba pagando tudo dobrado, pois precisa arcar com a segurança privada do condomÃnio, com plano de saúde particular pela empresa, com colégio particular dos filhos etc.
Os pesados impostos, que por si só já representam um abuso, ainda são a fundo perdido para bancar as regalias dos polÃticos, sustentar o MST, artistas engajados, ONGs socialistas e por aà vai. A máfia russa cobrava cerca de 30% sobre o faturamento para garantir a segurança do “cliente”. A máfia polÃtica brasileira cobra quase 40% de imposto e deixa o cidadão ao “Deus dará”.
Roberto Campos escreveu: “Continuamos a ser a colônia, um paÃs não de cidadãos, mas de súditos, passivamente submetidos à s ‘autoridades’ - a grande diferença, no fundo, é que antigamente a ‘autoridade’ era Lisboa. Hoje, é BrasÃlia”. Está mais do que na hora da população acordar para este lamentável fato. A “república sindicalista” brasileira custa muito mais caro do que muita monarquia de paÃs rico. Roberto Campos disse: “É francamente de causar indignação ver nédios representantes da burocracia oficial declamando que pagar impostos é ‘cidadania’. Cidadania é exatamente o contrário: é controlar os gastos do governo”.
Chega de tanto imposto! Afinal, somos cidadãos ou súditos de BrasÃlia?
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Ninguém pode criticar o Instituto Millenium por falta de honestidade. Os defensores do “Estado MÃnimo” decidiram agora que o melhor mesmo é “Estado Zero” com “Imposto Zero”. IncrÃvel como vocês aprenderam tão pouco com essa crise!!!
Giuliana, por favor, onde voce leu que o Instituto Millenium defende ou defendeu o que voce chamou de “Estado Zero” com “Imposto Zero”?
O Instituto Millenium nunca defendeu um “Estado Zero” - deve estar havendo algum equivoco.
A campanha foi educativa e serviu para deixar claro quanto eh pago de impostos sobre um produto emblematico com a gasolina. A populacao em geral nao compreende que os impostos estao embutidos nos precos dos produtos e que sao pagos por todos, de todas as classes sociais.