Falamos muito sobre índices, mensuração de resultados, avaliações educacionais e no entanto, muitas das vezes, não somos capazes de ler estes dados além de sua objetividade.
O post “Igualitarismo nivelador” no blog do Rodrigo Gurgel é muito lúcido à respeito:
Os números foram divulgados ontem pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo: 82,5% dos alunos da 8ª série do ensino fundamental apresentam desempenho medíocre em língua portuguesa. Se essa é a realidade do ensino paulista, o que deve ocorrer, por exemplo, no estado mais querido de Nelson Rodrigues, o Piauí?
Ironia à parte, enquanto a escola seguir considerando as diferenças individuais não pela óptica do reconhecimento diferencial dos méritos, mas segundo a idéia marxista que advoga um igualitarismo nivelador, os índices continuarão piorando. A escola da progressão continuada é a escola do amorfismo. A ideologia que hoje norteia a educação no Brasil tenta esconder a verdade, mas não premiar o esforço, o empenho e, portanto, o mérito individual, serve apenas para criar cidadãos passivos e ignorantes.
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Cara Anita,
Se houvesse de fato o tal “igualitarismo nivelador” em todas as políticas públicas, eu e vc não teríamos passado pelo dissabor que passamos, perante o sistema público de saúde. Vc com o pai desassistido, e eu, com um tio morto.
Pense bem o que vc defende…acho que vc está no lugar errado e, mais que isso, com pessoas erradas.
Pense nisso, depois de recordar o pesadelo vivido com seu pai.