As reformas mais urgentes para o desenvolvimento do país, a tributária e previdenciária, são também as que representam maior desafio para o próximo governo. Dilma Rousseff se elege no país que possui uma das cargas de impostos mais altas do mundo, correspondendo a 33% do PIB. Tanto para as empresas quanto para o cidadão, as altas taxas são prejudiciais.
A expectativa de vida da população brasileira também aumenta e segundo pesquisa do IPEA, em breve o país pode passar por um colapso na Previdência, o que já acontece em países europeus como a França.
Para a revista “Veja”, Dilma deveria encaminhar as reformas que o governo Lula não conseguiu realizar logo nos primeiros cem dias do governo (leia aqui). ”A reforma tributária também impõe um alto custo político à sua implementação. Lula foi o quarto governante derrotado pela enorme resistência em reformar o sistema de impostos e contribuições estabelecido pela Constituição de 1988. O maior entrave é, de longe, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal fonte de receita dos estados. Receosos de perder arrecadação, os governadores fazem pressão contra as tentativas de simplificação ou redução das alíquotas. Assim, a reforma não avança e a complexa estrutura tributária brasileira continua sendo pesada, pouco transparente e injusta”.
O canal Globonews também preparou entrevistas especiais sobre a reforma previdenciária. Para o economista do Ipea, Paulo Tafner, em até cinco anos o país deve preparar mudanças no sistema previdenciário, tendo em vista as mudanças demográficas pelas quais o Brasil vai passar.
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