Las reparaciones
janeiro 24th, 2010 by Yoani SánchezfecharAutor: Yoani Sánchez
Nome: Yoani SánchezAcerca: Yoani Sánchez estudou durante dois cursos no Instituto Pedagógico a especialidade de Espanhol-Literatura. No ano de 1995, mudou-se para a Faculdade de Artes e Letras – com um filho nascido em agosto deste mesmo ano e terminou, depois de cinco cursos, a especialidade de Filologia Hispanica.
Se especializou em literatura latinoamericana contemporanea e apresentou uma incendiária tese intitulada “Palavras sob pressão. Um estudo sobre a literatura da ditadura na america latina”. Ao terminar a universidade compreendeu duas coisas: a primeira, que o mundo da intelectualidade e da alta cultura a repugnava e a mais dolorosa, que já não queria ser linguista.
Em setembro de 2000 foi trabalhar numa obscura oficina da Editorial Gente Nueva, enquanto chegava a certeza – compartilhado pela maioria dos cubanos – de que com o salário ganho legalmente não poderia manter sua família. De maneira que, sem concluir meu serviço social, pediu baixa e dedicou-se ao trabalho melhor remunerado de professora de espanhol – freelancer – para alguns turistas alemães que visitavam La Habana. Era a etapa (prolongada até os dias de hoje) em que os engenheiros preferiam dirigir um taxi, os maestros faziam o impossível para trabalhar no arquivo de um hotel e nos balcões de uma loja poderias ser atendido por uma neurocirurgiã ou um físico nuclear.
Em 2002 o desencanto e a asfixia econômica a levaram a emigrar para a Suiça, de onde regressou – por motivos familiares e contra a opinião de amigos e conhecidos – no verão de 2004.
Nesses anos descubriu a profissão que a acompanha até hoje: a informática. Se deu conta que o código binário era mais transparente que a rebuscada intelectualidade e que se nunca havia ido bem no Latim, ao menos poderia empreender com as compridas cadeias da linguagem html. Em 2004 fundou com um grupo de cubanos – todos radicados na Ilha – a revista de reflexão e debate Consenso. Três anos depois continua trabalhando como web master, articulista e editora do portal Desde Cuba.
Em abril de 2007 se enredou na aventura de ter um Blog chamado “Generación Y” que definiu como “um exercício de covardia”, pois a permite dizer neste espaço o que está vedado em sua ação cívica.
Vive em La Habana, com o jornalista Reinaldo Escobar – com quem divide a vida há quase quinze anos.Ver os posts do autor (156)

La vida doméstica impone ingratas obligaciones. El grifo del fregadero gotea, la lámpara de la sala no enciende, el llavín de la puerta tiene dificultades y un mal día, ¡horror! se rompe el refrigerador. Aterrados comprobamos que el congelador comienza a gotear y que ha cesado el típico zumbido de la máquina. Una tragedia de esa envergadura vivió un conocido nuestro la semana pasada.
Temprano en la mañana telefoneó a la Unidad de Reparaciones Domésticas más cercana, pero no respondían o sonaba el tono de ocupado. Decidió ir hasta allí y en la recepción una muchacha pulía meticulosamente sus uñas. Apesadumbrado le contó la historia de su electrodoméstico y describió los síntomas. Incluso estuvo a punto de aventurar un diagnóstico, pero en ese momento ella lo interrumpió anunciándole que seguramente se trata del timer y en el almacén no tenían esa pieza de repuesto. Le aclaró que el taller tenía una lista de espera que se prolongaba a un par de meses. Como hombre inteligente, con experiencia de la vida, el necesitado cliente le formuló la pregunta correcta en el tono adecuado: “¿Y eso no puede resolverse de otra forma? La mujer dejó su labor de manicure y llamó a gritos a un mecánico.
Después de acordar el precio, todos quedaron satisfechos. Al mediodía, el refrigerador había vuelto a funcionar y el técnico regresaba a su casa con el equivalente a casi dos meses de su salario. Esa noche, mi conocido, que es barman en un hotel cinco estrellas, llevó a su trabajo varias botellas de ron compradas en el mercado negro. Con ellas despachó los primeros mojitos y las gustadas piñas coladas que los turistas bebieron. No sospechaban ellos que estaban ayudando así a rellenar el agujero dejado por la reparación del refrigerador, el enorme socavón que había sufrido el presupuesto del barman.
(Publicado em “Generación Y”)
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