A morte do mérito?
Cristina CamargoTudo indica que o percentual cada vez maior de vagas destinadas a cotistas fará surgir, em breve, uma nova “minoria” no país: a dos que ingressam na universidade federal pelo próprio mérito. Novo projeto de lei deverá chegar ao Senado nesta semana propondo a reserva de 10% das vagas nas escolas públicas a deficientes físicos. Segundo matéria no Estado de SP de hoje, “somados aos 50% de cotas nos critérios sociais e raciais de outro projeto já em discussão chega-se a 60% das vagas para cotistas, o que está na raiz das discussões no Congresso e na sociedade.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é contrário aos 60%. “Isso é um vexame, a morte do mérito. Sugiro um máximo de 30% e somente social, destinados aos mais pobres, sem definição de raça.”
A boa notícia é que não existe unanimidade sobre tal decisão:
“O coordenador nacional do Movimento Negro Socialista, José Carlos Miranda, não vê vantagem em sua implementação. “As cotas não resolvem o problema de acesso dos negros pobres à universidade pública. Ao contrário, criam mais divisão.”
De minha parte, concordo com a afirmação de Demétrio Magnoli no Fórum da Liberdade: “O que resolve a questão da inclusão social é ensino público de qualidade, e não cotas.”
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