Marcos Troyjo fala sobre Governança Global no ENERI, em Florianópolis
22 de maio de 2012

Marcos Troyjo 140x105 Marcos Troyjo fala sobre Governança Global no ENERI, em Florianópolis Diretor do BRICLab na Universidade Columbia e especialista do Instituto Millenium, Marcos Troyjo faz palestra no Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais (ENERI), na UFSC, nesta quinta, 24 de maio, às 10h30.

Falta de coordenação macroeconômica, revitalização do individualismo por parte de diferentes países, ineficiência das instituições multilaterais. Estes serão alguns dos temas a serem tratados por Troyjo. Para o especialista,  ”nos últimos cinco anos, a utilização de políticas industriais que favorecem conteúdo nacional deixaram de ser um ‘recurso pontual’ de nações emergentes e passaram a ocupar o centro do debate de países desenvolvidos, de que são exemplo as campanhas presidenciais nos Estados Unidos e na França”.

Troyjo afirma que recentemente “políticas de fomento econômico tornaram-se crescentemente ‘individualistas’, o que sinaliza um ‘renascimento’ do Estado-Nação como principal ator da cena global”. O professor da Universidade Columbia assinala que, apesar das instabilidades globais, o Brasil tem grande chance de utilizar suas vantagens comparativas nos biocombustíveis, agronegócio e petróleo, para direcionar a economia a setores mais intensivos em tecnologia.

O ENERI 2012 tem como tema a ‘Agenda Internacional Brasileira’ e promove a interação entre as diversas esferas das Relações Internacionais através de palestras, debates, atividades culturais e boletins informativos. Trata-se do maior evento de estudantes de Relações Internacionais da América do Sul.

Além de Marcos Troyjo, participam também como palestrantes do ENERI Benjamin Cohen (Universidade da California), Stephen Krasner (Universidade de Stanford), Barry Gordon Buzan (London School of Economics) e José Eduardo Cardozo (Ministro da Justiça do Brasil).

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Eike Batista debate “O Brasil no novo cenário global”
21 de maio de 2012

O presidente do Grupo EBX, Eike Batista, falará sobre suas expectativas para o Brasil e sobre sua trajetória durante o “Ibmec Conference” nesta quarta-feira, 23 de maio, na Barra da Tijuca. O empresário, que atua principalmente nos setores de petróleo, logística, energia, mineração e indústria naval, é o 7º colocado no ranking dos homens mais ricos do mundo, promovido anualmente pela revista “Forbes”. Formado em engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha, Eike chegou a vender seguros de porta em porta para custear os estudos no exterior. A Autran Aureum, dedicada à compra e venda de ouro na Amazônia, foi a primeira empresa do bilionário, que a partir daí expandiria seus negócios para diversos setores tornando-se o homem mais rico do Brasil.

Em 2012, o ciclo de conferências do Ibmec já recebeu o diplomata Marcos Troyjo, o economista indiano Amartya Sen, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega e o antropólogo Roberto DaMatta. O objetivo do evento é discutir questões relevantes para o desenvolvimento do Brasil, após sua ascensão a categoria de nação emergente, junto com a China, a Índia, a Rússia e África do Sul. O economista Gustavo Franco e o diretor do Grupo Abril Roberto Civita encerram o evento, com palestras marcadas para os dias 30 de maio e 05 de junho, respectivamente.

Leia o post da palestra de Roberto DaMatta

Saiba mais sobre o evento acessando Ibmec Conference 2012

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“É um desestímulo aos que exercem corretamente suas funções”, diz Marco Villa sobre prêmio oferecido pela
PM do Rio

18 de maio de 2012

“Grande promoção do Batalhão de Choque. Na prisão de Canelão ou Neto 15 dias de folga + um fds em Ilha Grande”. Esse é o anúncio do prêmio oferecido pelo Batalhão de Choque (BPChoque) da Polícia Militar do Rio de Janeiro a seus agentes pelas prisões dos traficantes Amaro Pereira da Silva, o neto, e Inácio de Castro Silva, o Canelão, da favela da Rocinha.

O historiador e especialista do Instituto Millenium Marco Antonio Villa foi contundente sobre os efeitos negativos das regalias concedidas pelo funcionalismo público. “Isso é um desestímulo aqueles que exercem corretamente suas funções.”

Depois dessa medida, Villa diz esperar tudo do governo de Sérgio Cabral. “Isso é reflexo de um governo em que as pessoas fazem festa com guardanapo na cabeça em Paris com o dinheiro público.”

Essa iniciativa faz parte do Festival de Besteira que Assola o País

O professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) afirma que a iniciativa entrará para os anais de 2012 como um das grandes besteiras que ocorreram no Brasil. ”Se o celebre humorista carioca Sérgio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta, ainda estivesse vivo ele diria que essa iniciativa faz parte do Festival de Besteira que Assola o País, o Febeapá.”

Irônico, o historiador afirma que o governo Sergio Cabral está revolucionando a gestão de pessoas e completou: “Pode ser que a próxima seja premiar com uma viagem a Paris, para o mesmo restaurante frequentado pelo governador, quem não faltar durante dois meses consecutivos no exercício de alguma função publica”.

E você,  concorda com a medida? Participe da nossa enquete

PM oferece viagem e 15 dias de folgas a quem prender dois traficantes da da Rocinha. Na sua opinião:

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Lei de Acesso à Informação: Executivo vai divulgar salários
18 de maio de 2012

A imprensa está acompanhando os próximos passos dos órgãos públicos a partir da aprovação da Lei de Acesso à Informação, que assegura ao cidadão o direito de conhecer e ter acesso a documentos públicos.

O complemento à lei foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União de quarta-feira, dia 16 e obirga que servidores públicos federais tenham seus salários divulgados. O jornal “O Globo” publicou matéria de capa informando que o Executivo “saiu na frente” e vai divulgar os rendimentos dos funcionários.

Entre os dispositivos para o cumprimento da legislação, que garante acesso a todas as informações de órgãos públicos, exceto aquelas protegidas por sigilo justificado, está o que obriga entidades privadas sem fins lucrativos, entre as quais as Organizações Não-Governamentais (ONGs), a publicarem  e deve informar  cópia de todos os contratos, convênios ou documentos relacionados ao recebimento de dinheiro público.

Fonte: O Globo

Saiba já onde ter acesso a dados públicos. Conheça a Página da Cidadania

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“No Brasil, o foco do privilégio continua sendo o Estado”, diz Roberto DaMatta
17 de maio de 2012

Com um olhar crítico, porém sempre bem humorado, o antropólogo Ph.D pela universidade de Harvard, colunista do jornal “ O Estado de São Paulo” e especialista do Imil, Roberto DaMatta  falou para os participantes do quinto dia de palestras do “Ibmec Conference”. O evento aconteceu na  quarta-feira, 16 de maio, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O  papel do Brasil no palco mundial foi o tema da palestra. Para DaMatta, a atual estabilidade financeira do Brasil, em conseqüência da implementação do Plano Real, precisa ser acompanhada do equilíbrio em outras áreas da sociedade como a segurança pública e a educação. “Eu também gostaria que outras áreas da sociedade brasileira tivessem esse tipo de estabilidade”, ressaltou.

Meritocracia

DaMatta critica ainda a ausência de uma cultura meritocrática no ensino e no funcionalismo público nacional e questiona a intrusão do Estado no jogo social. Para o autor de “A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil”, precisamos incorporar uma cultura baseada no mérito, como acontece nos EUA. “A ideia de que você pode viver em um mundo relativamente orientado e agendado em termo de meritocracia não existe no ensino universitário brasileiro. Se não fosse assim, eu não teria ido embora para Notre Dame.  A isonomia salarial  é um ponto sagrado do sistema universitário brasileiro.”

“A aparelhagem da administração pública não serve à sociedade, ao contrário, a sociedade sustenta um estado barroco”

A meritocracia também inexiste no funcionalismo público e DaMatta não ignora essa realidade. “Os funcionários são filhos do Estado, são apadrinhados por ele.”

Igualdade

Outra questão que mereceu destaque foi a da igualdade perante a lei. “Todos somos iguais perante a lei, mas algumas pessoas são mais iguais perante a lei do que outras. No Brasil, o foco do privilégio continua sendo o Estado e não a iniciativa privada.”

A onipresença do Estado brasileiro foi alvo de crítica de DaMatta. “A aparelhagem da administração pública não serve a sociedade, ao contrário, a sociedade sustenta um estado barroco. Não há como escapar do imposto. No Brasil sempre tem uma relação com o Estado, em geral e, lamentavelmente, uma relação espúria: o apadrinhamento, um superfaturamentozinho, sobretudo, na área de obras contra a seca e contra as chuvas…”

Liberalismo

O antropólogo acredita na necessidade de se repensar os aspectos do liberalismo como sistema cultural. “A liberdade individual, a igualdade e a solidariedade têm que ser conjugadas. Mas elas não são fáceis de serem conjugadas, tanto é que o mundo está em crise.”

Apesar de ser a favor do individualismo, o antropólogo defendeu a valorização do autruísmo em detrimento do egoísmo nos comportamentos individuais. “Quanto mais eu me comunico com os outros, mais eu tenho consciência dos limites do meu comportamento. Eu existo, sou importante, mas não existo sem os outros.” Nesse ponto, DaMatta lembrou a famosa teoria do inventor do existencialismo francês Jean- Paul Sartre: “O inferno são os outros”.

Globalização e meio ambiente

O autor de “Fé em Deus e pé na tábua” falou sobre as conseqüências positivas e negativas da redução das noções de tempo e espaço, resultantes dos avanços tecnológicos na comunicação, nos transportes e na ciência de forma geral.

“Além de sermos obrigados a enxergar muito bem as partes do mundo, a gente esta vendo pela primeira vez na história da humanidade a totalidade do mundo. Essa visão do todo existe porque a gente vive um isolamento ilusório, você se isola e se conecta.”

O antropólogo chamou a atenção para o aumento da pressão exercida sobre o meio ambiente, a produção cada vez maior de lixo e para e a escassez dos recursos naturais. Para ilustrar a atual situação do planeta, ele citou uma manchete do jornal  “O Globo”, que dizia que seria necessário uma terra e meia para suportar o peso do consumo.

“A gente esta sentindo os efeitos de um planeta que começa a reclamar de um determinado estilo de exploração. A Terra está sendo assassinada por causa da ilusão da onipotência tecnológica, que permitiu que a gente fosse a Lua, que a gente curasse a tuberculose, mas ao mesmo tempo criou um monte de conflitos. No século XIX, quando o capitalismo industrial tomou a forma que ele tem hoje, a idéia era a de que os recursos naturais eram inesgotáveis.”

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Funcionário do governo diz que Dilma vai cortar impostos na área de energia
16 de maio de 2012

Como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise, a presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade.

A informação foi repassada à agencia “Reuters”, que divulga que Dilma Rousseff deve anunciar os planos nas próximas semanas. A fonte da agência comentou que: “O foco é tanto simplificar os impostos quanto reduzi-los”.

O site de notícias “Terra” afirma que o Brasil tem o terceiro mais alto custo de energia do mundo, e por isso Rousseff está tentando aliviar a situação tanto dos consumidores quanto de empresas em setores como o siderúrgico e o petroquímico.

“O Brasil está à beira de uma recessão desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes”, diz o texto do site.

O Instituto Millenium consultou o ex-ministro Mailson da Nóbrega, sobre a questão tributária no governo Dilma. Nóbrega  disse não acreditar que a presidente Dilma Rousseff tenha condições de implementar uma grande reforma tributária no país e de que ela esteja em curso: “Dado que a opinião pública ainda não se conectou à questão da reforma tributária, não vejo a presidente Dilma com condições de liderança para empreender essa gigantesca tarefa, por mais que seja o seu desejo de reduzir a carga tributária. Primeiro é preciso criar o movimento de opinião publica, que criará as condições para o surgimento da liderança que mobilize governadores e prefeitos em prol do que seria uma revolução”.

 

 

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Roberta Fragoso Kaufmann: “Pouco a pouco o próprio estado brasileiro implementa o ódio entre as cores”
14 de maio de 2012

Seguindo uma tendência de generalização de adoção das cotas raciais na esfera pública, o prefeito Eduardo Paes sancionou no último domingo, 13 de maio – dia em que se comemora a Abolição da Escravatura – a lei que prevê a reserva de 20% das vagas oferecidas em concurso públicos do município do Rio de Janeiro a candidatos negros e índios. A iniciativa acontece um ano após o estabelecimento das cotas nos concursos a nível estadual.

A lei de reserva de vagas, de autoria do vereador João Mendes de Jesus (PRB), só será valida para os próximos concursos para cargos efetivos do Poder Executivo e das entidades da administração indireta do município, não abrangendo os concursos realizados antes da promulgação de lei.

A procuradora do Distrito Federal (DF) e especialista do Instituto Millenium, Roberta Fragoso Kaufmann, afirma que a iniciativa da prefeitura carioca é ilegal. “Esse caso é totalmente inconstitucional do ponto de vista formal, porque nenhum projeto de lei para concurso público pode ter iniciativa de um vereador.”

Pouco a pouco o próprio estado brasileiro implementa o ódio entre as cores

Sobre a dificuldade de militar contra política de cotas no Brasil, a advogada diz: “Vivemos o massacre do politicamente correto, em que ninguém tem nem sequer coragem de se insurgir. O terrorismo é tão grande, que quem se insurge é imediatamente tachado como racista, reacionário, de extrema-direita, conservador, neonazista.”

Kaufmann alertou para a possibilidade do pagamento de indenizações para os descendentes de escravos. “Consta também na pauta de pleitos da “secretaria do racismo institucionalizado” a ideia da indenização de cada descendente de escravos, com se fosse possível identificá-los.”

Inconformada com o processo de racialização engendrado pelo governo brasileiro, a procuradora desabafa: “Estamos caminhando para uma polarização de cores no momento em que se sabe que raças não existem. Ao invés de pensarmos o Brasil como uma referência no mundo em termos de um país que possui uma única identidade nacional, do qual participam todas as etnias (os índios, os brancos, os negros), pouco a pouco o próprio estado brasileiro implementa o ódio entre as cores no Brasil.”

A especialista apontou exemplos do fracasso das cotas raciais. “Nós observamos que no mundo todos os países que implementaram isso(cotas) tiveram conflitos civis gravíssimos como foi o caso dos EUA, de Ruanda e da África do Sul.”

Kaufmann é pessimista quanto aos frutos da generalização da política de reserva de vagas. “Vejo tudo isso com muito pesar. Após a trágica decisão do Supremo Tribunal Federal, que acatou a política de cotas raciais por unanimidade, infelizmente, a tendência será o alastramento da política de cotas para outros setores sociais como o mercado de trabalho, concursos públicos, universidades e, também, o atendimento diferenciado no Sistema Único de Saúde (SUS).”

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Resolução do TCU para Lei de Acesso à Informação não é transparente
14 de maio de 2012

Repórter do jornal “O Estado do S. Paulo”, Fernando Gallo comentou a publicação de uma resolução do Tribunal de Contas da União (TCU) que regulamenta o funcionamento da Lei de Acesso à Informação. Segundo o jornalista, o órgão é o primeiro órgão federal a fazê-lo.

No entanto, Fernando chamou a atenção para uma decisão específica, constante do relatório da ministra Ana Arraes, relatora da minuta da resolução, que contraria a Consultoria Jurídica do próprio tribunal. O jornalista explicou a decisão: “As equipes técnicas do TCU realizam inspeções e auditorias para verificar se o dinheiro saído dos cofres da União está sendo gasto adequadamente. Os relatórios das unidades técnicas, quando prontos, são levados, por sorteio, a algum dos ministros do TCU. O ministro, então, profere uma decisão acatando total ou parcialmente as análises técnicas ou rejeitando-as. O que o departamento jurídico do TCU propôs foi que a resolução previsse que o cidadão pode ter acesso aos processos já na etapa em que ele sai da unidade técnica. O que a ministra Ana Arraes sugeriu, e o pleno do TCU acatou, foi que o acesso só será permitido depois da decisão dos ministros.”

O argumento do órgão se baseia no inciso 3º do 7º artigo da Lei de Acesso à Informação: “o direito de acesso aos documentos ou às informações neles contidas utilizados como fundamento da tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo”.

Para o jornalista, a resolução do TCU optou por menos transparência. Fernando afirmou: “sabe-se, de longa data, que o preenchimento dos cargos de ministro do TCU é político, e que não é raro que duras recomendações das unidades técnicas sejam amenizadas pelos ministros-relatores”.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Acesse a Página da Cidadania e visite sites que fornecem informação sobre órgãos públicos em “Transparência”

 

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Ibmec Conference: ex-ministro Maílson da Nóbrega diz que “o risco é o Brasil crescer pouco”
10 de maio de 2012

O ex-ministro da Fazenda e colunista da “Veja”, Maílson da Nóbrega, falou sobre as perspectivas da economia brasileira para estudantes e professores que participaram do quarto dia de palestras do “Ibmec Conference”, na última quarta-feira, 9 de maio, na Barra da Tijuca.

Segundo o consultor, a estabilidade macroeconômica, fruto do câmbio flutuante, das metas de inflação e dos superávits primários no setor público, é um fator determinante para manter a economia brasileira resistente diante do cenário hostil desencadeado pela crise financeira na Europa e nos EUA.

Respondendo a uma das questões fundamentais da economia, que é: “O que leva um empresário a investir?”, Nóbrega citou o Prêmio Nobel de Economia de 1993, o economista estadunidense Douglass North, que afirmou que os investimentos são fruto de um ambiente de negócios ideal, garantido pela presença de instituições fundamentais fortes.O ex-ministro explicou que uma das razões para o atual sucesso do Brasil é, exatamente, a existência de instituições fundamentais estáveis como democracia, judiciário independente, imprensa livre e banco central autônomo.

“Mesmo que as indústrias façam tudo certo internamente, fora de suas porteiras o cenário é hostil”

Riscos

No cenário atual, o agravamento da recessão europeia e a desaceleração da economia chinesa, que juntas levariam a uma drástica redução das exportações nacionais, são as principais ameaças para o Brasil, segundo o ex-ministro.

Nóbrega lembra que o mercado europeu é responsável por 20% das vendas externas da indústria brasileira. Ele é otimista em relação à situação chinesa “a tendência é que a China continue crescendo 8% ao ano”, prevê.

Embora admita que a economia brasileira dispõe de uma irrevogável plataforma para o crescimento, Maílson reconhece que o país não vive em um cenário perfeito e que há riscos de esgotamento dessa conjuntura caso não sejam feitas reformas importantes como a Reforma Tributária e a Reforma Trabalhista, essenciais para a redução do “custo Brasil”.

“Mesmo que as indústrias façam tudo certo internamente, fora de suas porteiras o cenário é hostil”, lamenta. Ele também chama a atenção para a ameaça de baixo crescimento e alta da inflação no longo prazo. “O risco é o Brasil crescer pouco”, alerta.

Tendências para 2012
Apesar de discordar dos números do governo, que prevê um crescimento 4,5%, o ex-ministro fez projeções otimistas para o Brasil. Em 2012, Nóbrega espera que o desemprego registre índices baixos, que os juros continuem em queda e que o câmbio permaneça volátil.

Segundo ele, a inflação não convergirá para a meta. O agronegócio e a mineração irão alavancar o superávit primário. O Produto Interno Bruto deve ficar na casa de 3,2%, a inflação em 5,1% (IPCA), os juros girando em torno de 8,25% e a taxa de câmbio em 1,80%.

Ainda assim,  o autor de “Muito além do feijão com arroz”  vê com otimismo a posição econômica do país e explica que criamos uma série de condições que devem reforçar nossa posição de destaque no cenário internacional. Para Nóbrega,  o Brasil “cruzou o Rubicão” no caminho do desenvolvimento, somos um país que  “deu certo”, disse.

O consultor econômico também lembra que pela primeira vez em sua história o Brasil possui resevas internacionais maiores que sua dívida, assumindo a posição de credor no mercado internacional. “O mundo deve mais ao Brasil do que o Brasil deve ao mundo”, ressaltou. E chama a atenção para a satisfatória classificação do Brasil feita pelas principais agências de rating: “O país possui a condição de Grau de Investimento”.

 

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Imil na sala de aula: Marcos Troyjo fala sobre Diplomacia corporativa à UFGD
10 de maio de 2012

IMG 5947 e1336655503977 Imil na sala de aula: Marcos Troyjo fala sobre Diplomacia corporativa à UFGD

Marcos Troyjo

O Instituto Millenium levou na última terça-feira, 8 de maio, o projeto “Imil na salade aula” de volta à Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul. O evento foi ministrado pelo cientista político, economista, diplomata e especialista do Imil, Marcos Troyjo.

Com a palestra “Diplomacia corporativa em um ambiente globalizado”, que aconteceu durante a semana acadêmica dos alunos do curso de Relações Internacionais, os universitários refletiram sobre a falta de recursos humanos especializados em relações internacionais e o crescimento sustentado da economia brasileira.

“É fundamental que o país tenha profissionais especializados, no âmbito do setor privado, para a promoção comercial no exterior e a atração de investimento estrangeiro direto. São os chamados diplomatas comerciais, que cuidam da expansão e defesa dos objetivos de nossas empresas e da sociedade civil”, disse Troyjo.

Os estudantes que participaram da palestra gratuita terão as resenhas publicadas aqui, no site do Instituto Millenium.

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