5 de março de 2010
Autor: Claudio Mafra
Os liberais americanos e os seus correspondentes brasileiros acham um escândalo a hipótese de Sarah Palin ser presidente dos Estados Unidos. Parece que não aprenderam nada com Reagan. Ele foi ridicularizado e coberto de insultos quando se elegeu governador da California. Imagine, um ator de terceira classe, um semi-analfabeto! Só podia mesmo ser republicano! Bem, ele foi reeleito e depois se tornou um notável presidente. Teve a lucidez extraordinária de rejeitar a detente, negar o empate e procurar a vitória contra a União Soviética. Acreditava na superioridade moral americana e foi dessa maneira que governou. No período dos mandatos de Nixon, Ford, até Carter, a negociação com os soviéticos era a palavra de ordem. O resultado é que os comunistas aumentaram seu arsenal atômico e ampliaram suas intervenções militares pelo mundo afora. Reagan afirmou publicamente que desejava a supremacia militar e a redução do poder global soviético. Amedrontada, a URSS tentou a acompanhar o ritmo de desenvolvimento tecnológico militar americano, viu que era impossível, baixou a crista e terminou entrando em colapso. Claro que os liberais americanos sempre procuraram minimizar o papel de Reagan e ampliar o de Gorbachev. Mas o que eles deixaram sem explicação é: “Por que, após quatro anos de vigência das políticas implacáveis e de enfrentamento de Reagan, a União Soviética não respondeu no mesmo padrão (…) designando um adequado primeiro-secretário linha-dura e beligerante, e sim um homem de negociação.” (Richard Pipes)
Logo que assumiu o poder, sua primeira medida foi restaurar o ritual militar e toda a pompa em torno da presidência, que haviam sido jogados no lixo pela demagogia barata e liberalismo extremado do pateta Jimmy Carter. Paletó e gravata se tornaram novamente obrigatórios; voltaram a ser hasteadas as bandeiras; tocadas as belas marchas de Philip Souza e o hino que saúda o presidente, o Hail to the Chief (Carter considerava esse hino uma vergonha). As cerimônias na Casa Branca e o respeito formal ao presidente, longe de serem anacronismo, simbolizam o orgulho e o amor do povo às instituições americanas. Difícil para os liberals entenderem. Claro, eles prefeririam ter nascido na Suécia.
Podemos imaginar se Reagan fosse presidente nos dias de hoje. Sem a União Soviética, e uma China que adotou a “modernização do comunismo”, certamente ele seria duríssimo com Chávez, Cuba, Iran, Síria, terroristas e amigos de terroristas. Com certeza iria usar a extraordinária supremacia militar americana. O mundo estaria muito melhor. Com toda a certeza não daria a a menor bola para a ONU e o Conselho de Segurança. Faria o que deveria ser feito e pronto. O “simplismo”, o “primarismo”, e a falta de “sofisticação” atribuidos a Reagan são justamente as acusações feitas contra Sarah Palin. Puxa vida, mas essa mulher é burríssima, mais burra do que o Lula.
Já que tocamos no problema, em um dos seus pouquíssimos bons momentos Clinton atacou Kosovo sem fazer nenhuma tentativa para obter a autorização do Conselho de Segurança para o emprego de “todos os meios necessários”, ou seja, a força. China e Rússia se opuseram à intervenção e, ao contrário do que assistimos com Bush, ninguém se incomodou com isso. A imprensa foi só elogios. Claro, por Clinton ser um liberal temos dois pesos e duas medidas. A Europa, que não queria enfrentar os sérvios, teve uma participação mínima nessa operação militar comandada pela OTAN.
Reagan era fundamentalista. Acreditava em Arca de Noé. Acreditava que a vida na Terra havia surgido há seis mil anos. Seria bom que os liberals nos explicassem como “tanta ignorância” não o impediu de fazer um governo brilhante. Repito: é nesse contexto que se encaixa teoricamente Sarah Palin.
.-.-.–.-.-.-.-.-.-.-.-.—-.–.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Três boas piadas de Reagan:
Quando ele levou um tiro e estava na maca, a caminho da cirurgia, disse para os médicos ao seu redor: “Espero que vocês sejam republicanos”.
Perguntado sobre o que faria com o déficit, que estava altíssimo, deu uma reposta lapidar para o momento econômico da época: “Ele já está bem crescidinho para cuidar de si mesmo”.
Quando houve falha de comunicação na Casa Branca e ele não foi informado de um fato importante: “Sim, realmente eu fiquei sem saber, mas já tomei providências para que isso não se repita. De agora em diante a ordem é para me acordar, mesmo que seja durante uma reunião do Conselho de Segurança”.
.-.-.–.-.-.-.-.-.-.-.-.—-.–.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
![]()
E a Agência Internacional de Energia Atômica começa a desconfiar que o Iran está fabricando a bomba atômica. Nossa! Que surpresa! E o mundo inteiro pensando que os malditos aitolás estavam enriquecendo o urânio apenas para fins pacíficos… As perguntas mais interessantes são: 1) O ataque às usinas vai ser de Israel com apoio americano ou de Israel somente? 2) Se for apenas de Israel qual vai ser a atitude de Obama? 3) O Iran vai conseguir atingir Israel com foguetes, causando baixas significativas na população civil? 4) A oposição iraniana vai “fechar”com o governo, ou vai ficar calada? 5) Os mísseis terra-ar russos que os iranianos compraram, os S-300, vão derrubar algum avião ou vai ser a habitual festa de incompetência do mundo árabe-persa? 6) Os chineses, os reis do blefe, além de condenar energicamente vão conseguir ir além disso? Fácil é saber o que vai fazer o Brasil de hoje: condenar veementemente o ataque, dizendo que nosso país tem a tradição de resolver as questões diplomaticamente. Lula, Amorim e companhia vão apresentar solidariedade à ditadura iraniana. E se o ataque vier no ano que vem, e Serra for presidente? Qual será a posição brasileira? Boca fechada?
Margaret Thatcher: “Devemos admitir que os meios diplomáticos e outros visando a reduzir a proliferação de armas nucleares produzem mínimo resultado.”
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Por último, as palavras de Clinton no dia 26 de janeiro de 1998, diante das câmeras de televisão e do mundo, no salão Roosevelt, na Casa Branca, com Hillary ao seu lado: “Eu quero dizer uma coisa para o povo americano. Eu quero que vocês me ouçam. Eu vou dizer outra vez. Eu nunca tive relações sexuais com essa mulher – Miss Lewinsky”. Tornou-se o maior mentiroso da História Universal, já que foi visto e ouvido por centenas de milhões de pessoas.
(Publicado em Reflexões Radicais)
Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Nossa, achei o teu comentário.
Fraco, velho, sem conhecimento da realidade..
Todo caso espere que melhore no próximo.
F.A
Matiolo
Moacir cesar matiolo
Você consegue ver todas essas virtudes num sujeito como Reagan sem enxergar nenhuma das mazelas da sua política econômica liberal? Obviamente seu texto é parcial, superficial e sem valor. Se fosse conversa de bar, tudo bem.
Maros