Rombo do Panamericano

10 de novembro de 2010
Autor: Julio Hegedus Netto

pequeno normal grande

O comunicado, depois do pregão de terça-feira (dia 9), esperado por todos, veio do Banco PanAmericano. A princípio se pensava que viria do BACEN. Neste, foi informada a presença de “inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade, e que o aporte do Grupo SS, principal acionista controlador, visa restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional do banco.Os ajustes não implicarão alteração no capital social ou perda patrimonial, já que serão integralmente cobertos pelo aporte.” Este rombo já era de conhecimento do BACEN há um mês. No entanto, os quadros do banco vinham manipulando seus dados contábeis, visando inflar o resultado final. Em função disto, muitas instituições financeiras chegaram a indicar este papel nas suas carteiras de outubro. Lembremos que este aporte de recursos foi originário do Fundo Garantidor de Crédito (FGC-BACEN). Tudo bem, o aporte foi considerável, inclusive, acima do valor de mercado. No entanto, o principal capital de um banco, sua credibilidade, foi duramente atingida, e isto não se recupera com aporte de recursos…Como dizem, para reconquistar a confiança, um processo gradual e longo é necessário; para perdê-la, basta um ato desastrado…No  IBovespa, em leilão, papel do banco caia 41%…

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Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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