Por uma escola que promova os valores do Millenium

5 de agosto de 2009
Autor: Miguel Nagib

pequeno normal grande

Estado de direito, liberdades individuais, democracia representativa, propriedade privada, responsabilidade individual, meritocracia e igualdade perante a lei: os valores que inspiraram a criação do Instituto Millenium – que completa este ano o seu quarto aniversário – pouco ou nada significam no dia-a-dia das escolas brasileiras. Pior: tornaram-se objeto de desconfiança e desdém.

Estado de direito? Superestrutura jurídica criada para satisfazer os interesses da classe dominante.

Liberdades individuais? Na sociedade capitalista, só servem para facilitar a exploração dos trabalhadores.

Democracia representativa? Estado burguês.

Propriedade privada? Roubo, ameaça ao bem comum.

Responsabilidade individual? Fácil falar nisso quando se pertence à classe dominante…

Meritocracia? Engodo ideológico destinado a justificar os privilégios dos ricos e bem-sucedidos.

Igualdade perante a lei? Fetiche liberal; o que importa é a igualdade material.

É mais ou menos isto o que atualmente se aprende nas escolas brasileiras sobre os valores estruturantes das modernas democracias ocidentais. Calunia-se o mundo real – obviamente imperfeito como tudo o que é produto de mãos humanas – para vender a jovens imaturos, inexperientes e presunçosos a idéia de que “outro mundo é possível”.

E não se pense que a doutrinação esquerdista se limita ao ensino superior; a merenda antiliberal é servida em porções generosas desde o ensino fundamental.

Querem um exemplo? Num livro didático de português, para alunos do 5º ano – crianças, portanto, na faixa dos 10 anos de idade –, há um capítulo intitulado “O gosto amargo da desigualdade”, que começa com o seguinte convite à reflexão: “Você alguma vez já se sentiu injustiçado? Seu amigo com duas bicicletas, uma delas novinha, e você nem bicicleta tem… Sua amiga com uma coleção inteirinha da Barbie, e você que não ganha um brinquedo novo há muito tempo… Se vai reclamar com a mãe, lá vem ela dizendo: ‘Não reclama de barriga cheia, tem gente pior do que você!’. Será que há justiça no mundo em que vivemos?” O que vem em seguida é de embrulhar o estômago. Clique aqui para ler.

Outra aberração: a cartilha socialista de Mário Schmidt (“Nova História Crítica”) para alunos do ensino fundamental. Em artigo publicado no Globo (18.09.2007), que reproduzimos no EscolasemPartido.org (clique aqui para ler), o jornalista Ali Kamel selecionou alguns trechos desse monumento de subliteratura didática:

Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”

Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores. ”

Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.

Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando forme. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (…) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas… Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinham (sic) inveja da classe média dos países desenvolvidos (…) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (…) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (…) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”

Na sala de aula, onde reina absoluto o professor militante, a situação é muito pior. Querem ver? Assistam ao vídeo do Prof. Carlão no Youtube.

Com esses doutrinadores, não admira que tenhamos hoje tanta dificuldade para encontrar um jovem brasileiro, na faixa dos 15 aos 25 anos, com capacidade e coragem de defender os valores promovidos pelo Millenium. O quadro é realmente desolador.

Na esperança de atenuar o problema, o EscolasemPartido.org está promovendo uma campanha nacional, objetivando a afixação nas salas de aula do ensino fundamental e do ensino médio de um cartaz com o seguinte conteúdo (para saber mais sobre a Campanha do Cartaz Antidoutrinação, clique aqui):

1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-ideológica, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.

Espera-se que a presença do cartaz nas salas de aula, informando os alunos do direito que eles têm de não ser doutrinados por seus professores, contribua para conter a instrumentalização do ensino para fins político-ideológicos e partidários.

Mas só isto não basta. É necessário que as instituições de ensino se esforcem para assegurar a diversidade de perspectivas ideológicas em seus respectivos corpos docentes. A diversidade de perspectivas enriquece o aprendizado, impedindo que o estudante subestime a complexidade do mundo.

Por isso é tão importante o trabalho de divulgação realizado pelo Instituto Millenium. É preciso mostrar aos estudantes, vítimas indefesas da doutrinação ideológica, e seus professores de boa-fé o verdadeiro significado dos valores da tradição liberal e os benefícios civilizacionais, tangíveis e intangíveis, que deles se originam.

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Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

  1. esteja todos na paz do senhor tenho uma palestra que vai relatar sobre a nova enovaçao da educaçao publica mim dar luz como iniciarei essa palestar

    elizandra paixao


    09-03-2010 08:20:31
  2. quais os principais ponto cientifico na mundança educacional

    elizandra paixao


    09-03-2010 08:28:40

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