8 de abril de 2010
Autor: Claudio Mafra
Tiveram paciência de assistir ao vídeo? É chocante, mas lembrem-se que existe a chance de ser mentira. Estatísticas inventadas não são novidade.
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Em 2005 – Londres – passeata de protesto contra as charges sobre o profeta Maomé
Uma boa parte desses manifestantes, vistos nas fotos, provavelmente nasceu na Inglaterra, o que mostra a gravidade do problema. Eles não são assimilados, e nem querem ser. As charges, publicadas por jornais dinamarqueses, provocaram uma comoção em toda a Europa. Os países europeus estão acovardados, apavorados com o terrorismo e tambem com a população islâmica que aumenta exponencialmente em seu continente. São 53 milhões de muçulmanos no espaço que vai da costa Atlântica até os Montes Urais, no interior da Rússia. Dentro da União Européia são mais de 18 milhões. Após essas passeatas, alguns países europeus censuraram a imprensa e as charges foram proibidas. Até o Papa veio a público pedir desculpas por essas brincadeiras, e também pelas Cruzadas (!), o que mostra o nonsense a que já nos acostumamos. O resultado é que os muçulmanos ficam cada vez mais atrevidos.
Estamos vivendo uma situação de tanta “DEMOCRACIA” que é possivel começarmos a entender um pouco melhor o que deu origem aos regimes totalitários após a Primeira Guerra Mundial. Não que estejamos correndo o perigo de um retrocesso ao nivel do que se passou, mas podemos sentir com mais acuidade o que aconteceu naqueles dias, com a perda de paciência de povos que não viam seus problemas serem resolvidos em virtude da falta de energia de seus governantes. Assim, como exemplo do que está nos acontecendo: a droga tornou-se um problema extraordinário, reponsavel pela criminalidade estar nas alturas, refletindo-se na insegurança nas cidades, na corrupção desenfreada, e muita coisa mais (no Brasil, é comum as pessoas, a esse propósito, dizerem que seria melhor os militares voltarem). Acontece que essa guerra está sendo perdida porque os Estados Unidos ficaram com medo da reação mundial, e escolheram o caminho de tentar impedir a distribuição, ao invés de queimar as plantações com napalm. Toleramos a existência de grupos de traficantes armados como as FARCS, ao invés de bombardearmos sem piedade seus acampamentos. Estamos carregados do sentimento de culpa em relação aos criminosos comuns, o que nos foi impingido por uma educação semi-socialista. Suportamos ditaduras de minorias feito a dos muçulmanos na Eurábia, fazemos o julgamento dos serviços secretos de países ocidentais que lutam para manter nossa liberdade; não podemos abrir o computador do terrorista (“se consentirmos, logo vão querer abrir os nossos também”); aceitamos a convivência com bandidos armados feito o MST; ficamos inertes quando deveríamos proteger povos oprimidos. Só os criminosos podem ter armas; para nós, é proibido (as crianças vão pegar em cima do armário e matar o amiguinho!). As ONGs viraram praga. Quase todas são de esquerda, são corruptas, ficam berrando pelos “Direitos Humanos” e complicam a nossa vida. Alimentado por uma imprensa burra e esquizofrênica, o anti-americanismo persiste como uma fortaleza inexpugnável. A lista é interminável. Não pode ficar de fora o “políticamente correto” que é o DELÍRIO da democracia. Por trás de tudo, existe a pedra fundamental, a grande novidade que começou na guerra do Vietnã e foi progredindo até os dias de hoje: nas guerras justas, não se aceita mais a morte de civis, o chamado dano colateral. Disso se aproveitam muito bem os nossos inimigos.
E, mesmo depois de toda a carnificina do comunismo, o laguinho azul ainda não desapareceu da cabeça dos trouxas. Bandeiras com a foice e o martelo são agitadas à nossa volta. No entanto, se eu empunhar uma suástica, não vou conseguir dar dez passos sem ser preso. Por quê? Se o incauto leitor disser em uma reunião que Bush acertou em invadir o Iraque, e que hoje o país é muito melhor do que nos tempos do Saddam, está ferrado. Vai ficar sozinho no canto da sala.
Muito interessante as declarações vindas da Rússia. O presidente Medvedev, e o primeiro-ministro Putin falaram em “destruir” os responsáveis pelo ataque terrorista ao metrô de Moscou. “Eles serão arrancados do esgoto e trazidos à luz!” Um dia depois, mesmo com o mundo um tanto perplexo com essas declarações, Medvedev nem quis saber: “A lista de medidas para combater o terrorismo deve ser ampliada: deve não só ser efetiva, mas também dura, cruel e preventiva. Arrancamos as cabeças dos bandidos mais infames, mas parece que isso não bastou”. No episódio das torres, MUITÍSSIMO mais importante pela brutalidade e significado, Bush disse: “vamos trazer os criminosos à justiça, ou leva-la até os criminosos”.
O Estadão publicou os comentários de um professor russo aposentado, Tamerlan Khaloyev: “Nos tempos soviéticos, não havia atentados suicidas. Stalin dava um jeito neles”. Hummm…. O que será que Stalin fazia? Provavelmente, a mesma coisa que Saddam Hussein com os xiitas, naqueles tempos de paz sepulcral no Iraque. Que coisa será essa? E o Estadão continua: “Khaloyev virou-se saudoso para o montinho de terra no centro da praça que durante décadas abrigou uma enorme estátua de Feliks Dzerchinski, o fundador da polícia secreta bolchevista. Em 1991, uma multidão anti-comunista exultante derrubou o monumento. Se ele ainda estivesse vivo, disse Khaloyev, “nada disso estaria ocorrendo”. Exatamente. Dessa forma nascem os regimes totalitários, quando as democracias se tornam imobilizadas, exasperantes, sem respostas aos problemas mais importantes.
Em tempos de guerra, temos que ser mais duros e nos conformar com perdas em nossas liberdades civis. Sempre foi assim em países que tiveram juízo. Os que já leram, me desculpem, mas vou repetir as palavras de Churchill em 3 de setembro de 1939, dois dias após Hitler invadir a Polônia e começar a 2a Guerra Mundial: “Talvez possa parecer um paradoxo que uma guerra, conduzida em nome da liberdade e do direito, tenha de exigir, como parte necessária do processo, a desistência por algum tempo de muitos dos nossos direitos e liberdades de tanto valor. Nestes últimos dias, a Câmara dos Comuns votou dezenas de leis que passam para o Executivo o poder sobre as nossas mais valiosas liberdades tradicionais. Estamos seguros de que estas liberdades estarão em mãos que não irão delas abusar, que não irão usá-las para interesses de classe ou de partido, que irão cultivá-las e protegê-las e esperamos o dia, aguardando seguros e confiantes, em que as liberdades e os direitos nos serão restaurados e o dia em que seremos capazes de partilhá-los com os povos para os quais estas bençãos são desconhecidas”. Após o atentado às torres, o presidente Bush editou medidas extraordinárias para o Estado se defender, e mais tarde o Congresso as aprovou. Ficou conhecido como Ato Patriota. Na época os liberais fizeram um escândalo, protestaram, e blá, blá, blá. O presidente Obama pediu em fevereiro de 2010 a prorrogação do Ato, com MEDIDAS ADICIONAIS DE DEFESA, mas a maioria democrata recusou as novas medidas, permitindo apenas a prorrogação.
E a China deu a entender que vai aprovar as sanções contra o Irã, mas é bom não confiar. O que um chinês fala não se escreve. Apenas UM dos problemas com o Irã é que durante a guerra contra o Iraque (1980-1988), que terminou com a sua quase derrota, o país torrou seus armamentos, ficou desarmado. Como observou um especialista: “Armas de destruição em massa podem ser a única via para o Irã se tornar uma potência militar sem destruir sua economia. Enquanto um programa de armas nucleares pode custar alguns bilhões de dólares, reconstituir suas forças convencionais custaria dezenas de bilhões”. E as vantagens políticas e militares da bomba atômica são obviamente muito superiores.
(Publicado em “Reflexões Radicais”)
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação busca estimular o debate e apresentar diferentes opiniões sobre temas contemporâneos, nacionais e internacionais.
Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Uiiii, anda bem que o Millenium avisou que textos assinados não traduzem a opinião do Instituto. Se, Regina Duarte, lesse isso ia ficar sem dormir, por dez anos. Sério, cara, isso deu medo. O vídeo é aterrador, parece tratar os muçulmanos como praga. Isso não foi legal. Se isso faz parte da democracia, eu não sei. Mas, euzinha, não divulgaria um texto desses nem que tivesse dependurada no pau-de- arara.
Cristiana Castro
Bem, Cristiana, você está confundindo Democracia com “Políticamente correto”. O vídeo não é “políticamente correto”. Exibir o vídeo faz parte da democracia.
claudio mafra
Este texto é a amostra quase que perfeita que democracia para você só presta quanto tu está “por cima da carne seca”.
Fora isso, começa a “fazer concessões” para caçar aqueles que pensam diferente de você.
tristeza.
Bruno
Era isso mesmo que eu queria dizer, Claudio, obrigada.
Cristiana Castro
Quando o Estado Israelense (Estado Judeu, nem pensar!) vai assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares?
Quando vão dar aos palestinos o direito líquido e certo a uma Pátria?
Não é uma temeridade para o mundo árabe esses radicais sionistas possuírem bombas atômicas?
E não é lógico nem sensato esses sionistas terroristas e fanáticos justificarem as barbáries que praticam atualmente num suposto holocausto pretérito.
Em Dresden morreram muito mais alemães do que morreram judeus durante toda a guerra.
E pensar que um maldito brasileiro – Osvaldo Aranha – participou daquele teatro de 1948 como Secretário-Geral da ONU.
Malditos sejam os sionistas!
Salam Ayek
Índio da Costa
Considerando a possibilidade dessas estatísticas serem sérias, realmente é necessário fazer algo para reverter esse quadro alarmante, não?
A situação das mulheres, sob países islâmicos, vai de algum direito a direito nenhum. Quem não quiser terminar numa burca que se mexa!
Míriam Martinho
Miriam, eu não posso garantir que o vídeo apresente as estatísticas com absoluta exatidão, mas que os muçulmanos estão crescendo mais do que proporcionalmente ás populações dos países onde eles se encontram não há a menor sombra de duvida
claudio mafra