10 de julho de 2009
Autor: José Celso de Macedo Soares
Eckermann, secretário do grande filosofo alemão Goethe, escreveu interessante livro “Conversações com Goethe”, do qual extrai o seguinte dialogo:“Veja, Goethe, que sorte teve Frederico. (Referia-se a Frederico, o grande, da Prússia) Que grande ministério conseguiu formar. Todos são grandes homens”. Ao que retrucou Goethe: “Sorte não, Frederico é um grande homem e só pode cercar-se de grandes homens” Porque, continuou Goethe: “Os homens procuram seus iguais”.
Relendo esta passagem não pude deixar de lembrar do senhor Lula e seus amigos:. José Dirceu, o chefe da quadrilha do “mensalão”, segundo o Procurador Geral da República; Jader Barbalho, preso por falcatruas na Sudam; Sarney e seus “esquecimentos” e “empreguismo” no Senado; Jucá, seu líder no Senado, coberto de processos, e por aí vai a longa lista.
Suas amizades com os populistas da América Latina, Chávez, Morales e Correa, que não têm outro objetivo senão perpetuar-se no mandato, mostra seu próprio projeto de governo.
A verdade é que o projeto do PT foi sempre o de perpetuar-se no poder, uma vez o conquistando. Lula não foge à regra. Nunca sabe de nada que possa lhe envolver nas tramoias de seu partido. Não queria o 3º mandato? Acredite quem quiser. Grande cidadão do mundo? As nações desenvolvidas sabem insuflar o ego dos subdesenvolvidos para obter vantagens. Tenho experiência disto. Participei da várias negociações internacionais no campo da navegação internacional. O que me dizem dos 77 dias que passou fora de Brasília nos seis primeiros meses deste ano? Em regime presidencialista o Presidente da República é o chefe da administração federal. Como controlar seus 37 ministérios estando ausente? É por isto que – só falando da infraestrutura – as estradas estão esburacadas, os portos sucateados, os rios sem dragagens. O “PAC – Programa de Aceleração do Crescimento” está empacado. No ritmo atual das obras, o grande projeto da “Transposição das Águas do São Francisco”, gerador de empregos e de progresso para grande parte do sofrido Nordeste, segundo dados publicados, levará 15 anos para ser concluído. E, a maioria das obras de infraestrutura vão no mesmo ritmo. Falta de dinheiro? É possível. É preciso dinheiro para empregar os “companheiros”. Estou exagerando? É só verificar o aumento do custo da maquina governamental federal no governo Lula.
Parece que estou fugindo do tema principal. Mas, o grande teste de um chefe de qualquer organização é saber escolher seus auxiliares. Só assim conseguirá realizar com sucesso suas tarefas. Mas, para isto – saber escolher – ele precisa ter competência e, mais do que isto, estar preparado para discernir entre a variedade de escolhas, quem tem capacidade ou não. Aí, então, que entra a afirmação de Goethe: os homens procuram seus iguais. Um Presidente como o Senhor Lula da Silva, praticamente sem instrução, sem nenhuma formação cultural, formado nas entranhas dos retrógrados sindicatos de empregados do Brasil – defensores desta obsoleta legislação trabalhista brasileira – só pode procurar para seus auxiliares principais indivíduos da mesma laia. E, proteger como estamos vendo agora, um seu igual: o Senador Sarney.
O Senhor Lula da Silva foi democrática e honestamente eleito Presidente da República e tem demonstrado respeito às instituições democráticas do país. Se a maioria do povo brasileiro o elegeu e o reelegeu é porque concordava com estes procedimentos. Cabe, entretanto, àqueles que não foram seus eleitores, como nós, expressarem seu descontentamento. Termino com mais esta pérola do autor de Fausto: “O talento educa-se na calma; o caráter, no tumulto da vida”.
Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Almirante:
Não tenho muito tempo, muito menos paciência para ler, – além do que já ouvimos diáriamente – a montanha de artigos sobre os nossos menores e maiores governantes, mas, na área politica do País, os temas: “Os homens procuram seus iguais” e “Ética e Moral”, são um prato cheio entre tantos outros lastimáveis.
Quem sabe o Grande Chefe resolve procurar o Frederico!
Um abraço
Antonio Martins
Antonio Martins