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	<title>Comentários sobre: O TJ e as cotas raciais</title>
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	<description>Instituto Millenium - Democracia no Brasil, Economia de Mercado, Estado de Direito e Liberdade no Brasil.</description>
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		<title>Por: Luiz Gonzaga</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-42538</link>
		<dc:creator>Luiz Gonzaga</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2010 21:27:22 +0000</pubDate>
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		<description>O que o Brasil ganha e perde com o acordo nuclear iraniano?

Dois personagens acostumados ao jogo diplomático avaliam a questão.

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1594711-17665-384,00.html

Os embaixadores Luiz Felipe Lampreia e Sérgio Amaral avaliam até que ponto o Brasil ganhou e perdeu mediando o polêmico acordo nuclear com o Irã.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que o Brasil ganha e perde com o acordo nuclear iraniano?</p>
<p>Dois personagens acostumados ao jogo diplomático avaliam a questão.</p>
<p>http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1594711-17665-384,00.html</p>
<p>Os embaixadores Luiz Felipe Lampreia e Sérgio Amaral avaliam até que ponto o Brasil ganhou e perdeu mediando o polêmico acordo nuclear com o Irã.</p>
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		<title>Por: Cristiana  Castro</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-42464</link>
		<dc:creator>Cristiana  Castro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 02:44:19 +0000</pubDate>
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		<description>Cristina Camargo, meu comentário não passou de novo. Já contei uns 40. Esse aqui eu sei que vai passar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cristina Camargo, meu comentário não passou de novo. Já contei uns 40. Esse aqui eu sei que vai passar.</p>
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		<title>Por: Luiz Gonzaga</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-42452</link>
		<dc:creator>Luiz Gonzaga</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 May 2010 20:43:59 +0000</pubDate>
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		<description>As cotas raciais já se detonam pelo nome. Geneticamente está provado que só existe uma raça: a raça humana!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As cotas raciais já se detonam pelo nome. Geneticamente está provado que só existe uma raça: a raça humana!</p>
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		<title>Por: João Roberto Gomes dos Santos</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-40753</link>
		<dc:creator>João Roberto Gomes dos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:56:54 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com o que disse o Juliano, e acho que faltou a Cristina explicar o motivo da pouca representatividade dos negros em diversos setores da sociedade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o que disse o Juliano, e acho que faltou a Cristina explicar o motivo da pouca representatividade dos negros em diversos setores da sociedade.</p>
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		<title>Por: Cristiana  Castro</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-39776</link>
		<dc:creator>Cristiana  Castro</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 03:10:29 +0000</pubDate>
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		<description>Com relação ao art.9º § primeiro da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, gostaria de conhecer o posicionamento do autor, no que se refere ao texto: &quot; ninguém será discriminado,prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento... &quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com relação ao art.9º § primeiro da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, gostaria de conhecer o posicionamento do autor, no que se refere ao texto: &#8221; ninguém será discriminado,prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento&#8230; &#8220;.</p>
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		<title>Por: Cristina Camargo</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-1742</link>
		<dc:creator>Cristina Camargo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 14:15:57 +0000</pubDate>
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		<description>Juliano, leia a resposta do Raphael a você em outro texto em que você postou o mesmo comentário: http://www.imil.org.br/artigos/o-mito-da-caverna-e-as-cotas-raciais/#comment-1735</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Juliano, leia a resposta do Raphael a você em outro texto em que você postou o mesmo comentário: http://www.imil.org.br/artigos/o-mito-da-caverna-e-as-cotas-raciais/#comment-1735</p>
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		<title>Por: Juliano Rossini</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-1726</link>
		<dc:creator>Juliano Rossini</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 12:00:49 +0000</pubDate>
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		<description>NOTÍCIA EXIBIDA NO JORNAL NACIONAL

“A polícia de São Paulo abriu inquérito para investigar um caso de racismo e agressão. A vítima que deu queixa é um cidadão que levou a família ao supermercado e foi confundido com um bandido. Ele diz que foi espancado ao ser confundido com um ladrão.

As dores diminuíram mas nesta quarta-feira Januário recebeu uma ma noticia do dentista: as agressões afetaram o maxilar. “A gengiva são umas placas fininhas. Ela descola”, disse a vítima, Januário Alves de Santana.

Há 2 semanas a família fazia compras no supermercado em Osasco na grande São Paulo ele estava no estacionamento porque a filha dormia no banco de trás. Quando um homem armado se aproximou. Era um segurança do Carrefour, mas segundo Januário ele não estava de uniforme e não se identificou. Os dois lutaram até que outros seguranças apareceram mas ao ele foi levado para uma sala e espancado.

“Ele disse: tá roubando carro aqui? E bateu. Eu falei: pelo amor de Deus, o carro é meu. Ele não queria saber não”, disse. Januário conta que as agressões só pararam com a chegada de um policial militar mas mesmo assim ele continuou a ser humilhado.

“Você tem cara de quem tem passagem. No mínimo umas três passagens você tem. Tua cara não nega, negão”, disse Januário.

A Polícia Militar disse, numa nota, que não compactua com nenhum tipo de discriminação e que instaurou um procedimento para averiguar o fato.

Em nota, o Grupo Carrefour diz que repudia qualquer forma de agressão ou desrespeito. Vai colaborar com a polícia e espera que os responsáveis sejam rigorosamente punidos.

Januário diz que foi vitima de racismo e pretende entrar na justiça. A mulher dele tem outra preocupação o futuro dos filhos.

“Pode acontecer com eles também porque eles são negros. E isso me dói. Acho que o negro não pode viver , não pode ter os seus bens conquistados pelo seu trabalho e seu suor, e isso me deixa muito ferida” disse a esposa de Januário, a funcionária pública Maria dos Remédios.

A direção do supermercado afastou da função o segurança responsável pela agressão. Ele é funcionário de uma empresa terceirizada.”

ESTE É APENAS UM CASO DIVLGADO EM ÂMBITO NACIONAL, MAS, DIARIMAENTE, EM TODAS AS CIDADES BRASILEIRAS OCORREM FATOS SEMELHANTES, ONDE “NEGRÔMETROS” COMO ESTES (SEGURANÇAS NEGROS) SÃO ACIONADOS ANTE AO MENOR SINAL DE ALARME (SUSPEIÇÃO).

TALVEZ VCS DIGAM QUE NÃO SE TRATA DE RACISMO JÁ QUE OS AGRESSORES TAMBÉM SÃO NEGROS (OU HOMENS DE PELE ESCURA, COMO QUEIRAM)…É, TALVEZ VCS TENHAM RAZÃO…</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>NOTÍCIA EXIBIDA NO JORNAL NACIONAL</p>
<p>“A polícia de São Paulo abriu inquérito para investigar um caso de racismo e agressão. A vítima que deu queixa é um cidadão que levou a família ao supermercado e foi confundido com um bandido. Ele diz que foi espancado ao ser confundido com um ladrão.</p>
<p>As dores diminuíram mas nesta quarta-feira Januário recebeu uma ma noticia do dentista: as agressões afetaram o maxilar. “A gengiva são umas placas fininhas. Ela descola”, disse a vítima, Januário Alves de Santana.</p>
<p>Há 2 semanas a família fazia compras no supermercado em Osasco na grande São Paulo ele estava no estacionamento porque a filha dormia no banco de trás. Quando um homem armado se aproximou. Era um segurança do Carrefour, mas segundo Januário ele não estava de uniforme e não se identificou. Os dois lutaram até que outros seguranças apareceram mas ao ele foi levado para uma sala e espancado.</p>
<p>“Ele disse: tá roubando carro aqui? E bateu. Eu falei: pelo amor de Deus, o carro é meu. Ele não queria saber não”, disse. Januário conta que as agressões só pararam com a chegada de um policial militar mas mesmo assim ele continuou a ser humilhado.</p>
<p>“Você tem cara de quem tem passagem. No mínimo umas três passagens você tem. Tua cara não nega, negão”, disse Januário.</p>
<p>A Polícia Militar disse, numa nota, que não compactua com nenhum tipo de discriminação e que instaurou um procedimento para averiguar o fato.</p>
<p>Em nota, o Grupo Carrefour diz que repudia qualquer forma de agressão ou desrespeito. Vai colaborar com a polícia e espera que os responsáveis sejam rigorosamente punidos.</p>
<p>Januário diz que foi vitima de racismo e pretende entrar na justiça. A mulher dele tem outra preocupação o futuro dos filhos.</p>
<p>“Pode acontecer com eles também porque eles são negros. E isso me dói. Acho que o negro não pode viver , não pode ter os seus bens conquistados pelo seu trabalho e seu suor, e isso me deixa muito ferida” disse a esposa de Januário, a funcionária pública Maria dos Remédios.</p>
<p>A direção do supermercado afastou da função o segurança responsável pela agressão. Ele é funcionário de uma empresa terceirizada.”</p>
<p>ESTE É APENAS UM CASO DIVLGADO EM ÂMBITO NACIONAL, MAS, DIARIMAENTE, EM TODAS AS CIDADES BRASILEIRAS OCORREM FATOS SEMELHANTES, ONDE “NEGRÔMETROS” COMO ESTES (SEGURANÇAS NEGROS) SÃO ACIONADOS ANTE AO MENOR SINAL DE ALARME (SUSPEIÇÃO).</p>
<p>TALVEZ VCS DIGAM QUE NÃO SE TRATA DE RACISMO JÁ QUE OS AGRESSORES TAMBÉM SÃO NEGROS (OU HOMENS DE PELE ESCURA, COMO QUEIRAM)…É, TALVEZ VCS TENHAM RAZÃO…</p>
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		<title>Por: Cristina Camargo</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-1284</link>
		<dc:creator>Cristina Camargo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 14:25:59 +0000</pubDate>
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		<description>Juliano, juro que eu ainda estou na dúvida se este seu comentário é sério. Até agora só percebi que vem sendo insistentemente repetido em todos os artigos sobre cotas... espero que não se importe de ter essa resposta repetida da mesma forma, ok?

Mas vamos lá: tudo o que você escreveu se baseia numa divisão da sociedade em dois tipos: &quot;BRANCOS&quot; RICOS de um lado e NEGROS E INDÌGENAS POBRES do outro. Ou seja, pra você não existem &quot;BRANCOS&quot; POBRES, né? Agora por partes, na ordem que você colocou:

1) Falso. Esta é a falácia mais repetida, por ignorância ou preguiça de lembrar das aulas de biologia do ensino médio. Quem hoje é fenotipicamente &quot;branco&quot; pode ser genotipicamente negro, e vice-versa. Ou seja: os &quot;brancos&quot; de hoje podem ser descendentes de escravos negros, e os negros de hoje podem ser descendentes dos senhores de engenho, porque existe uma coisa chamada miscigenação. Todo mundo aqui tem um pé na África, caro Juliano. Ainda bem. Portanto esse papo de &quot;dívida social&quot; não cola. 

&quot;cuja riqueza passou-se de geração em geração até os dias atuais (razão por que os negros continuam na miséria: herdaram a miséria)&quot;

Que herança implacável, não? Que sina de imobilidade social! Coitados do Pelé e do Ministro Joaquim Barbosa, tão miseráveis (só pra citar dois exemplos..). 

&quot;Em relação aos indígenas, o país tenta se redimir da morte de milhões de nativos, mortos por não se submeterem à essa mesma escravidão e por serem os legítimos proprietários das terras tupiniquins, que os brancos amealharam antes mesmo de porem os pés aqui;&quot;

Juliano, ignorância histórica à parte (continuo achando que esse comentário é uma brincadeira...), só para sua informação: eu sou neta de índios. Sim, estou falando sério. Isso quer dizer que, em nome de uma suposta &quot;dívida&quot; que você - descendente dos colonizadores - tem para comigo - a descendente dos indígenas massacrados - eu posso invadir a sua casa e pegar tudo o que você tem? Afinal, eu sou a legítima proprietária destas terras tupiniquins e você me deve algo... É por aí?

2) Nesse item você só foi feliz na primeira frase. Na segunda, cometeu o grave erro de esquecer que os &quot;brancos&quot; pobres TAMBÉM acabam excluídos da universidade devido à baixa qualidade do ensino público. 

3) Falso. O termo &quot;elite branca&quot; já é suficiente para aniquilar seu comentário. Não são necessárias cotas para a promoção da diversidade de pensamento no ambiente acadêmico. Se formos pensar por este lado, levando em conta o ambiente acadêmico de hoje, seria o caso de implantarmos cotas para NÃO-MARXISTAS...

A elite não está nem aí, Juliano, porque a ELITE - seja ela branca, roxa, verde, rosa... - pode pagar universidades particulares e estudar no exterior. Ela não será afetada pela implantação de cotas raciais nas universidades públicas.

4) Falso. Como se os fenotipicamente negros não tivessem hoje modelos bem-sucedidos nos quais se espelhar e, principalmente, exemplos de pessoas que venceram o preconceito sem se apoiar em privilégios impostos por lei. E de novo você apela para o absurdo do &quot;trauma heriditário&quot;... Poupe-me, Juliano.

5) Absurda comparação com o debate das cotas com o período escravocrata. Menos, Juliano, menos. E sua segunda afirmação anula a primeira. Um racismo &quot;fraco&quot; é um racismo latente. Como se preconceito pudesse ser mensurado de forma que fosse possível chegar a tal tipo de resultado...

6) Racismo, além de condenável, é um termo infeliz e inadequado, visto que raças não existem. Tudo o que a implantação de cotas raciais NÃO irá proporcionar é esse &quot;convívio fraterno, respeitoso e harmonioso de todas as raças (SIC) em todos os ambientes&quot;.

7) Esqueceu do &quot;brancômetro pobrômetro&quot;, Juliano... ¬¬ 

8 ) Quem diria: cotas milagrosas criadoras de ídolos. Essa é inédita.

9) Não frequento o carnaval de Salvador. Aliás, detesto carnaval. Portanto, essa não posso responder. Pra mim, pipocas são aquelas coisas que a gente faz na panela e no microondas...

10) Ok, esta foi engraçada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Juliano, juro que eu ainda estou na dúvida se este seu comentário é sério. Até agora só percebi que vem sendo insistentemente repetido em todos os artigos sobre cotas&#8230; espero que não se importe de ter essa resposta repetida da mesma forma, ok?</p>
<p>Mas vamos lá: tudo o que você escreveu se baseia numa divisão da sociedade em dois tipos: &#8220;BRANCOS&#8221; RICOS de um lado e NEGROS E INDÌGENAS POBRES do outro. Ou seja, pra você não existem &#8220;BRANCOS&#8221; POBRES, né? Agora por partes, na ordem que você colocou:</p>
<p>1) Falso. Esta é a falácia mais repetida, por ignorância ou preguiça de lembrar das aulas de biologia do ensino médio. Quem hoje é fenotipicamente &#8220;branco&#8221; pode ser genotipicamente negro, e vice-versa. Ou seja: os &#8220;brancos&#8221; de hoje podem ser descendentes de escravos negros, e os negros de hoje podem ser descendentes dos senhores de engenho, porque existe uma coisa chamada miscigenação. Todo mundo aqui tem um pé na África, caro Juliano. Ainda bem. Portanto esse papo de &#8220;dívida social&#8221; não cola. </p>
<p>&#8220;cuja riqueza passou-se de geração em geração até os dias atuais (razão por que os negros continuam na miséria: herdaram a miséria)&#8221;</p>
<p>Que herança implacável, não? Que sina de imobilidade social! Coitados do Pelé e do Ministro Joaquim Barbosa, tão miseráveis (só pra citar dois exemplos..). </p>
<p>&#8220;Em relação aos indígenas, o país tenta se redimir da morte de milhões de nativos, mortos por não se submeterem à essa mesma escravidão e por serem os legítimos proprietários das terras tupiniquins, que os brancos amealharam antes mesmo de porem os pés aqui;&#8221;</p>
<p>Juliano, ignorância histórica à parte (continuo achando que esse comentário é uma brincadeira&#8230;), só para sua informação: eu sou neta de índios. Sim, estou falando sério. Isso quer dizer que, em nome de uma suposta &#8220;dívida&#8221; que você &#8211; descendente dos colonizadores &#8211; tem para comigo &#8211; a descendente dos indígenas massacrados &#8211; eu posso invadir a sua casa e pegar tudo o que você tem? Afinal, eu sou a legítima proprietária destas terras tupiniquins e você me deve algo&#8230; É por aí?</p>
<p>2) Nesse item você só foi feliz na primeira frase. Na segunda, cometeu o grave erro de esquecer que os &#8220;brancos&#8221; pobres TAMBÉM acabam excluídos da universidade devido à baixa qualidade do ensino público. </p>
<p>3) Falso. O termo &#8220;elite branca&#8221; já é suficiente para aniquilar seu comentário. Não são necessárias cotas para a promoção da diversidade de pensamento no ambiente acadêmico. Se formos pensar por este lado, levando em conta o ambiente acadêmico de hoje, seria o caso de implantarmos cotas para NÃO-MARXISTAS&#8230;</p>
<p>A elite não está nem aí, Juliano, porque a ELITE &#8211; seja ela branca, roxa, verde, rosa&#8230; &#8211; pode pagar universidades particulares e estudar no exterior. Ela não será afetada pela implantação de cotas raciais nas universidades públicas.</p>
<p>4) Falso. Como se os fenotipicamente negros não tivessem hoje modelos bem-sucedidos nos quais se espelhar e, principalmente, exemplos de pessoas que venceram o preconceito sem se apoiar em privilégios impostos por lei. E de novo você apela para o absurdo do &#8220;trauma heriditário&#8221;&#8230; Poupe-me, Juliano.</p>
<p>5) Absurda comparação com o debate das cotas com o período escravocrata. Menos, Juliano, menos. E sua segunda afirmação anula a primeira. Um racismo &#8220;fraco&#8221; é um racismo latente. Como se preconceito pudesse ser mensurado de forma que fosse possível chegar a tal tipo de resultado&#8230;</p>
<p>6) Racismo, além de condenável, é um termo infeliz e inadequado, visto que raças não existem. Tudo o que a implantação de cotas raciais NÃO irá proporcionar é esse &#8220;convívio fraterno, respeitoso e harmonioso de todas as raças (SIC) em todos os ambientes&#8221;.</p>
<p>7) Esqueceu do &#8220;brancômetro pobrômetro&#8221;, Juliano&#8230; ¬¬ </p>
<p>8 ) Quem diria: cotas milagrosas criadoras de ídolos. Essa é inédita.</p>
<p>9) Não frequento o carnaval de Salvador. Aliás, detesto carnaval. Portanto, essa não posso responder. Pra mim, pipocas são aquelas coisas que a gente faz na panela e no microondas&#8230;</p>
<p>10) Ok, esta foi engraçada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Juliano Rossini</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-1244</link>
		<dc:creator>Juliano Rossini</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 22:42:03 +0000</pubDate>
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		<description>DEZ MOTIVOS PARA SER A FAVOR DAS COTAS RACIAIS:

1. Com as cotas, o país tenta pagar, em suaves prestações, uma enorme dívida social gerada pelos 300 anos de escravidão dos ancestrais da raça negra. Se os brancos de hoje têm uma vida próspera, devem, em grande medida, aos lucros auferidos do trabalho escravo dos antepassados negros, pois o trabalho escravo beneficiava não só os senhores de engenho, mas todos os agentes econômicos de então (banqueiros, comerciantes, industriais, prestadores de serviço, etc), cuja riqueza passou-se de geração em geração até os dias atuais (razão por que os negros continuam na miséria: herdaram a miséria). Em relação aos indígenas, o país tenta se redimir da morte de milhões de nativos, mortos por não se submeterem à essa mesma escravidão e por serem os legítimos proprietários das terras tupiniquins, que os brancos amealharam antes mesmo de porem os pés aqui;
2. O tema agiliza a discussão sobre a solução definitiva do problema: investimento no ensino público. Há séculos se houve falar nisso, mas não se implementa nada, condenando gerações e gerações de negros e indígenas à exclusão universitária;
3. Os cotistas introduzirão novas formas de pensar no ambiente acadêmico, diversificando a produção do conhecimento na formulação de novas perspectivas de solução dos velhos ou novos problemas. Atualmente, só há a visão majoritária da elite branca;
4. Futuramente, os cotistas ocuparão cargos-chave na sociedade, de grande projeção sócio-econômica (médicos, advogados, administradores, juízes, desembargadores, políticos, empresários, cientistas, etc), servindo de exemplos bem-sucedidos aos demais negros, carentes de “espelhos” e traumatizados por sua hereditária condição precária e marginalizada;
5. Num primeiro momento, o racismo brasileiro, que é latente, se aflorará, facilitando seu combate mais efetivamente, o que, num segundo momento, o enfraquecerá. Quando da abolição da escravatura, os brancos tinham esse mesmo receio, de que os negros, livres, poderiam querer se vingar deles. Nada disso aconteceu;
6. A verdadeira miscigenação não está na aparência da cor híbrida, gerada geneticamente, mas no convívio fraterno, respeitoso e harmonioso de todas as raças em todos os ambientes (Ora, se alguém admite que há racismo, então tem que admitir que há raças. Se não admite, hipócrita é);
7. Os shopping centers e o comércio em geral não necessitarão de utilizar “negrômetros” nem “indiômetros” em suas lojas, vez que os negros e indíos do futuro serão considerados “clientes” e não “indigentes”;
8. Os negros e índios terão ídolos em todos os campos da vida brasileira, não só nas artes ou nos esportes;
9. Não haverá “pipocas” no carnaval de Salvador, pois não se verá mais cordão de isolamento, dada a mistura de dentro e fora dos cordões;
10. O Brasil será próspero como nunca antes na história deste país.

A única ressalva é o carnaval e o futebol que vão perder brilho e magnitude.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>DEZ MOTIVOS PARA SER A FAVOR DAS COTAS RACIAIS:</p>
<p>1. Com as cotas, o país tenta pagar, em suaves prestações, uma enorme dívida social gerada pelos 300 anos de escravidão dos ancestrais da raça negra. Se os brancos de hoje têm uma vida próspera, devem, em grande medida, aos lucros auferidos do trabalho escravo dos antepassados negros, pois o trabalho escravo beneficiava não só os senhores de engenho, mas todos os agentes econômicos de então (banqueiros, comerciantes, industriais, prestadores de serviço, etc), cuja riqueza passou-se de geração em geração até os dias atuais (razão por que os negros continuam na miséria: herdaram a miséria). Em relação aos indígenas, o país tenta se redimir da morte de milhões de nativos, mortos por não se submeterem à essa mesma escravidão e por serem os legítimos proprietários das terras tupiniquins, que os brancos amealharam antes mesmo de porem os pés aqui;<br />
2. O tema agiliza a discussão sobre a solução definitiva do problema: investimento no ensino público. Há séculos se houve falar nisso, mas não se implementa nada, condenando gerações e gerações de negros e indígenas à exclusão universitária;<br />
3. Os cotistas introduzirão novas formas de pensar no ambiente acadêmico, diversificando a produção do conhecimento na formulação de novas perspectivas de solução dos velhos ou novos problemas. Atualmente, só há a visão majoritária da elite branca;<br />
4. Futuramente, os cotistas ocuparão cargos-chave na sociedade, de grande projeção sócio-econômica (médicos, advogados, administradores, juízes, desembargadores, políticos, empresários, cientistas, etc), servindo de exemplos bem-sucedidos aos demais negros, carentes de “espelhos” e traumatizados por sua hereditária condição precária e marginalizada;<br />
5. Num primeiro momento, o racismo brasileiro, que é latente, se aflorará, facilitando seu combate mais efetivamente, o que, num segundo momento, o enfraquecerá. Quando da abolição da escravatura, os brancos tinham esse mesmo receio, de que os negros, livres, poderiam querer se vingar deles. Nada disso aconteceu;<br />
6. A verdadeira miscigenação não está na aparência da cor híbrida, gerada geneticamente, mas no convívio fraterno, respeitoso e harmonioso de todas as raças em todos os ambientes (Ora, se alguém admite que há racismo, então tem que admitir que há raças. Se não admite, hipócrita é);<br />
7. Os shopping centers e o comércio em geral não necessitarão de utilizar “negrômetros” nem “indiômetros” em suas lojas, vez que os negros e indíos do futuro serão considerados “clientes” e não “indigentes”;<br />
8. Os negros e índios terão ídolos em todos os campos da vida brasileira, não só nas artes ou nos esportes;<br />
9. Não haverá “pipocas” no carnaval de Salvador, pois não se verá mais cordão de isolamento, dada a mistura de dentro e fora dos cordões;<br />
10. O Brasil será próspero como nunca antes na história deste país.</p>
<p>A única ressalva é o carnaval e o futebol que vão perder brilho e magnitude.</p>
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		<title>Por: tainá</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/o-tj-e-as-cotas-raciais/comment-page-1/#comment-235</link>
		<dc:creator>tainá</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 16:59:19 +0000</pubDate>
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		<description>Que modo babaca ver as coisas. Concordo com o ponto da renda, é pertinente. Não sou completamente favorável ao sistema de cotas, porque simplesmente altera parte do grupo que ingressa nas universidades, estando longe de atender todos aqueles que concluem o Ensino Médio e gostariam de cursar o Ensino Superior, ou seja, o sistema é uma insuficiente democratização do ensino na medida que não há aumento no número de vagas. Mas ser contra argumentando tratamento desigual e fomentação do racismo é demonstrar a visão distorcida da realidade. O racismo e a desigualdade social não passarão a existir por causa das cotas, eles já existem e são registrados historicamente. O racismo aberto e declarado não acabou com a escravidão. Hoje, negros ganham menos, têm infinitamente menor acesso à educação, à saúde, a tudo... Sai da universidade e vá para as ruas conhecer o mundo real, os livros que os burgueses escreveram não condizem com a realidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que modo babaca ver as coisas. Concordo com o ponto da renda, é pertinente. Não sou completamente favorável ao sistema de cotas, porque simplesmente altera parte do grupo que ingressa nas universidades, estando longe de atender todos aqueles que concluem o Ensino Médio e gostariam de cursar o Ensino Superior, ou seja, o sistema é uma insuficiente democratização do ensino na medida que não há aumento no número de vagas. Mas ser contra argumentando tratamento desigual e fomentação do racismo é demonstrar a visão distorcida da realidade. O racismo e a desigualdade social não passarão a existir por causa das cotas, eles já existem e são registrados historicamente. O racismo aberto e declarado não acabou com a escravidão. Hoje, negros ganham menos, têm infinitamente menor acesso à educação, à saúde, a tudo&#8230; Sai da universidade e vá para as ruas conhecer o mundo real, os livros que os burgueses escreveram não condizem com a realidade.</p>
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