Mercosul, Israel e as eleições

26 de abril de 2010
Autor: Henrique Sartori

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Mais uma vez o Mercosul entra na discussão das próximas eleições.

Não poderia ser diferente, até mesmo porque o Brasil está neste bloco e ocupa um papel de destaque.

Este é um ponto que certamente entrará na discussão entre os candidatos ao planalto, como o ex-Governador de São Paulo, José Serra, já iniciou.

Contudo, desde 1991, ano do Tratado de Assunção, o Mercosul vem passando por uma montanha russa. Ora está por cima, ora por baixo, principalmente no que se refere à ótica ou orientação da política externa dos seus membros.

Vejo que o Mercosul não é um empecilho para o comércio internacional do Brasil, pelo contrário, representa uma oportunidade e em matéria de negócios, toda a oportunidade é bem vinda.

Concordo que falta agressividade, isso é possível mudar!

O Mercosul depende de seus membros (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e agora Venezuela) para se desenvolver, pois não possui força supranacional, como a União europeia, todavia, é possível caminhar no processo de institucionalização – o que tornaria o bloco mais forte e independente no trato com outros blocos e Estados.

De acordo com a balança comercial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento do Brasil, o montante exportado para o Mercosul no mês de março foi de US$ 1.757.823.242 que, mesmo longe dos US$ 3.330.641,499 exportados para a União Europeia ou dos US$ 2.310,612,537 exportados para a China, que hoje desbanca os EUA (US$ 1.545.311,206) se tornando o nosso principal comprador, mostra que exportar para nossos “hermanos” é interessante e mais do que importante para os negócios brasileiros (Dados MDIC 03.2010).

Contudo, também se cria uma alternativa estratégica, ao firmar o Acordo de Livre comércio com Israel (lembre-se das oportunidades). Este acordo é um exemplo do que se pode realizar no Mercosul.

É possível e é viável acreditar no Mercosul. Basta que os governantes de cada país-membro do bloco tenham uma postura propositiva e concreta. E, principalmente, que o Brasil não abra mão de sua liderança e que traga pra si a responsabilidade de mudar e fortalecer o bloco.

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Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

  1. Vou ser bem franca. Não entendi NADA. A viabilidade do Mercosul ( tão criticado ), agora depende de uma postura propositiva e postura propositiva é = acordo de livre comércio com Israel? É só um pergunta, ok?

    Cristiana Castro


    26-04-2010 19:33:07
  2. Olá Cristiana,
    Obrigado pelo comentário. Isso é bom!
    Vamos lá: A postura propositiva que menciono requer toda a ação que possa ser boa para o bloco. Não simplesmente ficar na retórica populista ou mesmo sem um objetivo traçado. O MERCOSUL deve ser tratado além da visão ideológica, mas sim como política perene e firme de seus membros. Deve existir um compromisso real e este compromisso deverá ter o aval do BR.
    O ALC com Israel é uma das ferramentas que todos ganham. O MERCOSUL deve buscar mais! Mais ALC, mais membros, mais institucionalidade.

    Muito obrigado e espero ter ajudado.
    Grato.

    Henrique Sartori


    26-04-2010 20:55:58
  3. Obrigada Henrique, ajudou sim, pq eu estava lendo como se o acordo com Israel fosse funcionar como uma ” legitimação” do bloco e só.

    Cristiana Castro


    27-04-2010 16:29:24

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