21 de julho de 2009
Autor: Alexandre Barros
O governo anunciará em breve a proibição de carros pequenos com motores de menos de 2.0 e serão obrigatórios transmissão automática, computadores de bordo e airbags sêxtuplos. Que tal lhe pareceria essa notícia? Fords Ka, Fiats Palio, Fords Fiesta sumiriam do mercado. Todos os carros custariam muito mais caro. Adeus ao sonho do carro 1.0, sem imposto. Seria uma crise nacional.
Mas não causa crise sermos obrigados a pagar a um médico formado numa faculdade, que estudou seis anos, para girar lentes na frente do nosso rosto e nos dizer que temos 2,5 graus de miopia. Ou pagar a um médico a taxa de carta de motorista, para nos mandar ler algumas letras na parede. Nem causa espanto que precisemos pagar a advogados, formados por cinco anos, para nos tirarem da cadeia, coisa que um estudante de Direito do primeiro ano sabe fazer, ou até mesmo quem nunca estudou Direito.
Escrevi, nos anos 70, um artigo chamado Em defesa dos advogados, publicado no Jornal da Tarde. Dias depois chegou pelo correio (a vida era assim antes daquele menino maluquinho e irresponsável, William Gates III, que abandonou a faculdade) cópia de carta do presidente da OAB de São Paulo protestando e explicando detalhadamente por que a regulamentação exercida pela OAB era fundamental para a defesa dos interesses dos possíveis clientes. Mas a carta não falava nada sobre a obrigação de pagar mais caro por advogados que estudaram cinco anos para prestar serviços corriqueiros sem complexidades ou consequências jurídicas maiores. A resposta: custa muito caro porque, quando pagamos a um advogado, temos de ressarci-lo pelos anos de estudos de Direito e pagar um naco das mensalidades da OAB, que é um sindicato que defende mais os interesses dos advogados que o dos clientes.
Desregulamentar a medicina? Certamente. Faço palestras em que proponho a desregulamentação da medicina. A reação das plateias é de horror. Mas como? É a nossa saúde que está em jogo!
Imediatamente depois da reação, mas ainda durante o pânico, peço que levantem a mão todas as pessoas que utilizaram (ou seus parentes próximos) tratamentos alternativos, como cromoterapia, florais de Bach, aromaterapia, cinesiologia, hidroterapia, iridologia, quiropracticia, etc. Sempre mais de metade das audiências levantou as mãos. Ou seja, as pessoas acreditam em terapias alternativas, usam-nas em substituição à medicina e muitas depositam a continuidade de sua vida nelas (como quem se trata de câncer com extratos de sementes de pêssegos). Mas, quando perguntadas, a maioria diz-se a favor da regulamentação da medicina.
Bem-vindos ao mundo das profissões regulamentadas. O Cialis, o maior concorrente do Viagra para disfunção erétil, custou ao laboratório que o inventou, desenvolveu e comercializa entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões antes da venda do primeiro comprimido. Foram centenas de cientistas, pesquisadores, bioquímicos e milhares de testes exigidos pela FDA (a Anvisa americana). Cada vez que compra uma caixa de Cialis, você paga por todos esses custos. Mas há um, inútil, que você paga e não se dá conta: o salário da farmacêutica responsável da filial da empresa que produz o Cialis no Brasil. Ela entra na produção do Cialis como Pilatos no Credo, sem ter nada que ver com os benefícios do remédio. Ela só está lá porque os farmacêuticos (como todos os outros profissionais regulamentados) conseguiram que o Congresso Nacional votasse uma lei obrigando todos os laboratórios a terem um(a) farmacêutico(a) responsável, e também cada farmácia a ter um(a) farmacêutico(a) para lhe vender a caixinha dos comprimidos mágicos (ou de qualquer outro remédio que você queira comprar).
José Zanine Caldas, famosíssimo arquiteto autodidata, desenhou e construiu algumas das mais caras e belas casas do Joá e da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Quem as comprava pagava por sua competência e seu bom gosto, mas um naco era para o engenheiro formado, cuja única função era assinar a planta. Zanine foi professor na Universidade de Brasília. Hoje não poderia, porque não tinha diploma.
Em resumo, não ganhamos nada com profissões regulamentadas. Só ganham os profissionais que fazem parte delas.
Sou contra as faculdades? Não (vivo, em parte, de ser professor). Mas acho que todos devem poder contratar, para qualquer serviço, o profissional em quem confiam, independentemente de ter ou não um diploma e/ou um registro profissional.
Quando regulamentam profissões, parlamentares caem na esparrela de acreditar que estão defendendo o público. Potoca. Estão apenas defendendo um mercado cativo para grupos politicamente organizados que buzinaram nos seus ouvidos que eles deviam regulamentar alguma profissão.
O problema não é só brasileiro. Todos os prédios que você vê ao vivo em Las Vegas, ou no seriado CSI, foram construídos por pessoas de bom caráter. Pedreiros, no Estado de Nevada, precisam apresentar um atestado de bom caráter, além de saber empilhar tijolos.
Uma lei de 1952 proibia comunistas de serem farmacêuticos no Texas e, no Estado de Washington, veterinários eram proibidos de tratar de vacas enfermas se não assinassem um juramento anticomunista.
Há no Congresso brasileiro 169 projetos de regulamentação de profissões. A cada um que for aprovado você pagará mais caro por aquele serviço, em troca de proteção zero. Regulamentações profissionais só protegem os prestadores de serviços e excluem concorrentes que poderiam prestar os mesmos serviços, só que mais barato.
Acabou de ler o artigo? Não tem nada que fazer? Entre no YouTube. E ouça o hino do farmacêutico.
Parabéns! A conta é toda sua, inclusive a do hino.
(O Estado de São Paulo, 21/07/2009)
Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Gostei da sua referência ao Zanine. Nós fomos muito amigos, e até sócios em uma fracassadíssima empresa de pesca. É verdade, ele dava aula de Maquete, era dos professores mais respeitados, (considerado um gênio por seus alunos) , e não tinha diploma. Certa vez, Lúcio Costa disse que lhe daria o grau de Master, ou, o mestrado.
claudio mafra
Sobre o artigo “Desregulamentar profissões. Todas!”
Governo proibir a fabricação deste ou daquele automóvel, que delírio! Que alusão foi essa? Faltou argumento?
Não vou ao oftalmologista para que ele gire lentes na frente do meu rosto, acho que você está precisando trocar de oftalmologista, de médico e de advogado – também não preciso que meu advogado me tire da cadeia – será que é porque eu não fico falando tanta besteira?
Atribuir a incompetência de alguns a toda uma classe é ser banal, seria como dizer que todos os “pê-aga-dês” escrevem e publicam qualquer bobagem sem nenhuma espécie de embasamento teórico. Não… são só alguns?
Concordo que alguns profissionais estão fora da realidade cobrando preços exorbitantes por serviços que nem sempre nos deixam satisfeitos, porém existem os caros e os baratos, bons e ruins em todas as áreas, tem inclusive os que escrevem.
Que tal seria fazer uma cirurgia no cérebro com um “profissional” que não tenha sido aprovado pelo conselho regional de medicina? Que tal comprar medicação pirateada nos camelôs, “tá afins”?
Afirmar que os custos para o desenvolvimento de medicamentos devem-se apenas ao custo dos profissionais regulamentados é igualmente ridículo e ignóbil, uma empresa emprega cerca de dez anos efetuando estudos para colocar um produto com certa margem de segurança no mercado, e espera obter grandes lucros com sua comercialização, e você ainda afirma que o preço é somente para pagar profissionais regulamentados, por favor! Então, seguindo sua teoria, seria certo afirmar que os remédios seriam praticamente gratuitos se não fossem profissionais regulamentados? Reduzir o farmacêutico a entrega da caixinha no balcão ou à exigência da ANVISA é igualmente bestial, informe-se um pouco mais sobre a profissão do farmacêutico.
Do mesmo modo pode-se também afirmar que toda a indústria da construção deve que ser banida, teve um prédio da uma construtora que caiu e matou diversas pessoas, deixemos de construir prédios, as pessoas que construam suas próprias casas. Garantir que a casa do arquiteto autodidata era linda e de bom gosto, ótimo, que era segura pra morar…
Vemos todos os dias o resultado do trabalho de “profissionais de confiança” e de “profissionais desregulamentados” nos obituários dos jornais, pessoas deformadas por cirurgias plásticas mal executadas, mães mortas ou estéreis em clínicas clandestinas de aborto, e tantas outras atrocidades.
Deixe-me ver se entendi: Claro que você não é contra as faculdades, o que você faz não é delito, delito é o que os outros fazem. Pergunta… Foi algum trauma ou seu advogado lhe tirou uma grana preta?
Seguindo o seu ponto de vista, me responda: Quem irá se sujeitar a uma sala de aula durante cinco anos pra aprender uma profissão, se o seu “concorrente” faz isso desde o ensino primário? As faculdades de nada servem mesmo, só a que você dá aulas.
Sugiro que todas as profissões sejam desregulamentadas, que todos os órgãos reguladores (Anatel, Anael, etc.) sejam extintos, que a Lei de Diretrizes e Bases seja revogada, que todos os títulos de graduados, pós-graduados, mestres, doutores, “pê-aga-dê” sejam cassados, que todos os diplomas sejam abolidos. Que a Anomia se instaure e os “pê-aga-dês” calem suas bocas.
Adriano
Perfeita a argumentação. Só trouxas acreditam em diplomas, que podem ser comprados em qualquer esquina e nunca nos livraram dos péssimos profissionais que existem em qualquer área.
Narcélio Filho
Perfeito. O comentário do Sr. Adriano Anônimo distorce a questão ao ironizar o argumento do artigo com a sugestão de cassar títulos e diplomas. Profissionais de alto nível e altamente diplomados não são prejudicados. Ninguém que pode comprar um supercarro esportivo compra um 1.0 só porque há essa possibilidade.
O leitor pergunta: “Quem irá se sujeitar a uma sala de aula durante cinco anos pra aprender uma profissão, se o seu ‘concorrente’ faz isso desde o ensino primário?” A resposta é simples: quem quer que queira destacar-se em sua profissão por méritos próprios, e não por meio de reserva de mercado.
Sou advogado e louvo a posição do Sr. Alexandre Barros. Meus pêsames para quem se preocupa com a desregulamentação por medo da concorrência.
João Accioly
É verdade, entao vamos derrubar a exigencia dos concursos, e do ensino medio para entrar na universidade (se o cara achar necessario , ja que não precisa mais, basta comprar uns livros).
marcello
Gostaria mesmo de debater a questão de maneira séria, mas tenho a sensação de que é mais uma questão de vaidade do que uma idéia a ser discutida. Emite-se uma opinião sobre determinado assunto e PONTO! Não se pode dela discordar sem que haja escárnio, faísca, o alvo da discussão então se desvia, discute-se os argumentos e não a questão.
Gostaria de salientar aos caros colegas, que assim como eu postaram seus comentários, que um DEBATE se dá entre dois pontos DIVERGENTES de uma mesma questão, e uma boa solução, propõe o melhor dos dois pontos, sem ater-se a quem disse isso ou aquilo, quem teve a idéia, o contrário disso é VAIDADE!
Entendo a finalidade da regulamentação das profissões, como sendo o estabelecimento de condições mínimas para o exercício daquela, e sem os quais se podem colocar em risco a população.
Discordo veementemente da afirmação que fez o Sr. Alexandre Barros: “Em resumo, não ganhamos nada com profissões regulamentadas. Só ganham os profissionais que fazem parte delas.” Ganhamos sim!
A regulamentação das profissões não determina o preço dos serviços prestados, estabelece condições mínimas para o exercício desta ou daquela profissão e ainda nos protege de alguma forma. Convenhamos, a livre concorrência não tem se demonstrado como a melhor forma de seleção entre bons e maus prestadores de serviço e em alguns casos, sequer como balizador de preços; e por fim, a regulamentação das profissões nada tem haver com concorrência, como faz crer nosso colega o Sr. João Accioly; eu ainda acredito em formação acadêmica de qualidade e nos órgãos regulamentadores das profissões, até que se institua algo melhor; sugira-se!
Um abraço a todos!
Adriano (Anônimo) Peris
Não posso deixar de expressar toda minha preoculpação e indiguinação com uma publicação dessa. Isso me causa muita descrença no ser humano, pois analisando o que o Sr. disse fiquei com algumas dúvidas… uma delas por exemplo: Se o Dr Alexandre Barros é favor da desregulamentação das profissões, teóricamente não valoriza os títulos que comprova a graduação das profissões. Porque será que em todas as pesquisas que fiz para saber quem é o Sr., estão mencionados todos os títulos que tem? (Mestrados, Doutorados PHD’s… ) se não valoriza os diplomas que atestam anos de estudos, não deveria utiliza-los para dar CREDIBILIDADE ao que diz. Se não mensionar que é um “Cientista Politico e suas formaturas” não terá credibilidade nenhuma. Outra dúvida: Se eu sentar em um banco de uma praça e começar a falar sobre politica com uma pessoa que nuca foi a uma faculdade e não não tem Doutorado e viveu sempre em uma cidadezinha de interior, mal sabe ler e escrever, a análise que ela fizer terá o mesmo valor que uma análise feito pelo Sr? Hoje está mais dificil de praticar atos ilícitos, em nosso caso a empurroterapia e vendas de medicamentos sem receituários. Graças a nós farmacêuticos que devido anos que passamos estudando na universidade e constantes especializações que fazemos.
O Sr foi muito infeliz nesta matéria.
Alessandro
Não posso deixar de expressar toda minha preoculpação e indiguinação com uma publicação dessa. Isso me causa muita descrença no ser humano, pois analisando o que o Sr. disse fiquei com algumas dúvidas… uma delas por exemplo: Se o Dr Alexandre Barros é favor da desregulamentação das profissões, teóricamente não valoriza os títulos que comprova a graduação das profissões. Porque será que em todas as pesquisas que fiz para saber quem é o Sr., estão mencionados todos os títulos que tem? (Mestrados, Doutorados PHD’s… ) se não valoriza os diplomas que atestam anos de estudos, não deveria utiliza-los para dar CREDIBILIDADE ao que diz. Se não mensionar que é um “Cientista Politico e suas formaturas” não terá credibilidade nenhuma. Outra dúvida: Se eu sentar em um banco de uma praça e começar a falar sobre politica com uma pessoa que nuca foi a uma faculdade e não não tem Doutorado e viveu sempre em uma cidadezinha de interior, mal sabe ler e escrever, a análise que ela fizer terá o mesmo valor que uma análise feito pelo Sr? Hoje está mais dificil de praticar atos ilícitos, em nosso caso a empurroterapia e vendas de medicamentos sem receituários. Graças a nós farmacêuticos que devido anos que passamos estudando na universidade e constantes especializações que fazemos.
O Sr foi muito infeliz nesta matéria.
AJF
Assim como a Claudia Seidl, tenho certeza que o senhor não tem nenhum conhecimento sobre a profissão farmacêutica. Acho que o senhor não está dando valor a uma profissão que é nova no mercado, uma profissão que tem enorme campo de trabalho, e é um profissional que tem um conhecimento muito amplo sobre os medicamentos, não apenas sobre o “Cialis”.
O senhor deveria ir conhecer uma fábrica de medicamentos, um hospital ou até mesmo os laboratórios, quem sabe ler mais sobre a profissão e ver como o trabalho não é facil, é cheio de problemas, de responsabilidades assim como qualquer outra profissão.
O farmacêutico, não é um inútil, sobre a farmacêutica RESPONSÁVEL que o senhor falou que é uma intúil, ela é responsável pelo medicamento, ela é responsável por qualquer problema legal que venha a acontecer com o medicamento.
Seja qual for o tratamento medicamentoso que o paciente esteja fazendo, devemos lembrar que a vida deste paciente não está só apenas nas mãos de médicos, enfermeiros, e os “comprimidos mágicos”, mas está também relacionado a qualidade deste medicamento, que é o papel desta farmacêutica “inútil” e de muitos outros no mundo.
Fábio Arruda
…”Mas há um, inútil, que você paga e não se dá conta: o salário da farmacêutica responsável da filial da empresa que produz o Cialis no Brasil.”…
Lamentável! Extrema ignorância e arrogância! Sequer conhece as atribuições do profissional e o julga inútil… mas faz sentido, os ignorantes julgam o desconhecido como inexistente, desprezível, dispensável.
Ah se fosse verdade que os desafios da indústria farmacêutica findassem com o lançamento de um novo produto! E a validação? Controle e Garantia da Qualidade? Produção… Ahhhhh, ele nem imagina por onde começa…
Ele também não sabe que existem BALCONISTAS para vender as caixinhas de Cialis… Farmacêuticos até vendem, mas tem taaaaantas outras atribuições numa drogaria.
Para o mundo ser perfeito, as doenças poderiam se resumir a 2,5 graus de miopia.
…”Regulamentações profissionais só protegem os prestadores de serviços e excluem concorrentes que poderiam prestar os mesmos serviços, só que mais barato.”…
Pirateamento de profissões???? Eu não acredito que li isso…
Assim como o Adriano, também entendo a finalidade da regulamentação das profissões, como sendo o estabelecimento de condições mínimas para o exercício daquela, e sem os quais se podem colocar em risco a população.
Liliane
Após ler o artigo, senti que também devia expressar minha opinião. Sou farmacêutica, e não preciso nem dizer o quão contrária sou a seus comentários. Mas enfim, todos são livres a falarem o que querem e o que pensam neste país. Eu não vou citar aqui todas as maravilhas da profissão farmacêutica, o quão difícil é, o quanto trabalhamos etc., etc., por que o Sr. Já deve ter recebido uma enxurrada de e-mails contando detalhadamente a rotina do profissional. Também não estou escrevendo este comentário almejando que você mude sua opinião por que, sinceramente, também sei que não importa o quanto seja falado, você não vai mudar de idéia e vai continuar pensando as mesmas coisas que pensa agora. Estou escrevendo este comentário para minha própria satisfação, por que não posso simplesmente ficar quieta com tamanha falta de senso. Fazendo uso das palavras de uma ilustre pessoa do passado: “posso não concordar com tudo que dizes, mas defenderei até a morte o direito de você dize-las”. Concordo plenamente. Mas existe um limite entre LIBERDADE DE EXPRESSÃO e RESPEITO. Para mim, preconceito é opinião sem conhecimento. E não adianta o quanto você acha que conhece do mundo farmacêutico. Você nunca esteve do lado de cá para saber e entender a profissão. Permitir que qualquer pessoa, que não seja devidamente qualificada, seja responsável por uma farmácia ou por uma indústria farmacêutica é um atentado á saúde pública e é o mesmo que você aceitar ser operado por um médico sem diploma. Aliás, pense bem… Você aceitaria??? Deixaria seus filhos em mãos de profissionais não qualificados? Concordo que um diploma não é significado de competência, Concordo mesmo. Mas, não generalize. Um profissional cursar uma universidade e obter um diploma é o mínimo que podemos esperar, e é a única garantia que podemos ter de que trata de um bom profissional. Não sou contraria a seu direito de expressar sua opinião e, aliás, nem me importo com ela. Para mim Alexandre, você pode pensar o que bem entender de farmacêuticos, médicos, engenheiros e afins. Apenas, TENHA RESPEITO AO EXPRESSAR SUAS OPINIÕES. Faça CRÍTICAS CONSTRUTIVAS e não jogue M* no ventilador como fez com esta coluna. Sei que você com certeza já tinha calculado o tamanho da reação ao escrever este artigo, e você sabia a polêmica que isto iria gerar. Aliás, esta deveria ser sua intenção, não é mesmo?!
Katiucia
Cretino!!!
Não fale da profissão que não sabe!!!
Infeliz!!!
Infeliz!!!
Infeliz!!!
Farmaceuticos@farmaceuticos.com.br
Sr. “Cientista Politico”.
O sr. deveria ser preso por tais afirmações. Acredito que o Sr. não tem um mínimo de conhecimento sobre as profissões as quais o sr criticou. Por que se soubesse não ira fala tanta besteira de tanta “asneira” como Sr falou.
Só tenho uma coisa para lhe dizer: “Vá consultar um psiquiatra – vai fazer bem p/ vc”.
Um forte abraço “Por trás”.
tancs
Você sabe o que é ser um FARMACÊUTICO, seu … de quinta categoria…..
Ou o medicamento que você toma, você aha que é uma simples mistura de receita de bolo, que não precisa de controle algum?
Espero, MESMO, que você NUNCA precise de um farmaceutico na sua vida, e muito menos dos medicamentos que é responsabilidade EXCLUSIVA DA CLASSE FARMACÊUTICA.
lilian
SANTA IGNORÂNCIA!!!!!!!!!!
Sou farmacêutica, li a matéria e fiquei muito decepcionada. Um PHD!!! ´
Minha opinião é que quando não conhecemos sobre um assunto o ideal é nos informarmos ou ficarmos quietos para não passar vergonha.
Foi vergonhosa essa matéria, um Dr., PHD tão desinformado, e ainda tem coragem de publicar uma coisa dessa!
Francamente, o Sr acha que o medicamento vem de onde??? Quais ensaios realizados antes da fabricação do mesmo? Quem são os profissionais envolvidos??? Qual a função do farmacêutico na pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos??? Aposto que o Sr não sabe…. Mas, antes de escrever besteira deveria se informar melhor! O Sr. acha que uma pessoa que tem o segundo grau consegue fazer um medicamento, descobrir novas moléculas ativas e potencializar os seus efeitos, diminuir os efeitos colaterais de um outro já existente, tudo isso com a Química Básica de Segundo Grau??? E outra o Sr., conseguiria fazer isso??? Acho que não, né!!! Precisaria estudar um pouquinho de Química, bioquímica, Química Farmacêutica, Físico-Química, e outras tantas matérias que temos…
Acima só comentei da pesquisa e desenvolvimento de fármacos, mas numa indústria existem outras áreas, já citadas por outros colegas, que são essenciais a presença de um farmacêutico.
Trabalhei numa farmácia onde os moradores do bairro chamavam o dono da farmácia de farmacêutico, sabe o que acontecia? Ele já estava lá a vinte anos, chegavam pessoas lá com tosse e ele dava antibiótico, o mais caro dependendo da pessoa. Em algumas drogarias paga-se comissão aos funcionários, e estes querem vender mais para ganhar mais. Com isso a população se entope de medicamentos, vem a resistência a antibióticos, aliás o Sr. sabe o que é isso? Vamos precisar de farmacêuticos e outros profissionais especializados e atualizados para desenvolver novos antibióticos… Ou o Sr faz??? É PHD!!!!
Acho que o Sr é que não tem mais o que fazer!!! Fica procurando hino dos farmacêuticos no yotube ao invés de ler coisas interessantes.
Flavia Ribeiro
Estou realmente indignada com a sua ignorância, me admira muito um “comentarista, colunista, sei lá o que?” ter uma opnião tão péssima e promover uma desvalorização tremenda dos profissionais. Eu como farmacêutica não aceito ser chamada de inútil, voce tem noção do quanto um farmacêutico estuda? Tem noção do valor, e do que seria da medicina se nós não existissímos para descobrir novos fármacos…espero que a sua família nunca dependa de medicamentos…porque perante a sua opnião, eles não são importantes. Acho que merecemos no mínimo desculpas!!!
Danielle Aviz
Senhor PHD, fique sabendo que são os FARMACÊUTICOS, quem descobrem a cura para as doenças e não um pajé. O que acha da população mundial voltar a sofrer com a hanseníase, ou nossas crianças sofrerem com a paralisia infantil…Tudo isso hoje controlado graças ao conhecimento, estudos e pesquisas de um FARMACÊUTICO.
Um pouco de história…
Hubert Humphrey, 38° Vice-presidente dos Estados Unidos, Carlos Drumond de Andrade além de escrito era Farmacêutico, a Coca Cola, o fósforo e a Pepsi foram inventados por FARMACÊUTICOS!!!
Você ainda acha que o FARMACÊUTICO é inútil??
Flávio
Pensei que você fosse mais inteligente com este monte de diploma.
Afinal, para que você fez o Ph.D.?
Paula
É impressionante como pessoas que teoricamente deveriam ser esclarecidas, conseguem escrever tamanha asneira sobre um assunto como esse. Sou farmacêutica, mas minha indignação aqui é em nome de todos os profissionais que passaram anos estudando em uma universidade não para “ter um diploma”, e sim porque é extremamente necessário! Ou quem sabe de repente ele gostaria de fazer uma cirurgia no coração com um “concorrente que poderia prestar os mesmos serviços, só que mais barato” que nunca entrou numa faculdade de medicina, e nunca viu um coração? Ou talvez fazer uso de um analgésico, quando na verdade deveria tomar um medicamento para infecção por exemplo, só que na falta do farmacêutico na farmácia, o cliente pediu o medicamento errado e o balconista (que apesar de saber bastante, na maioria dos casos), não tem a formação necessária para saber diferenciar um do outro. Ou até tomar a “caixinha dos comprimidos mágicos (ou de qualquer outro remédio que você queira comprar)” feito por alguém que montou um laboratório nos fundos de casa sem nenhum controle de qualidade. Quando chama a farmacêutica da indústria de inútil, ele esquece que essa profissional está lá, não para colher os louros do Cialis, e sim para garantir que o Cialis fabricado no Brasil tenha qualidade para ser consumido. Certamente ele não tem conhecimento algum sobre a importância dos profissionais que ele citou, principalmente do farmacêutico, que aliás, sem ele, o tal Cialis nem teria sido inventado, nem qualquer outro medicamento!
E é mais lamentável ainda que tenha gente que concorde com ele.
Profissional indignada
Acho que as pessoas que estão criticando o artigo confundem dois conceitos bem distintos. Um deles é o cara ser golpista e fraudar os outros… dizer que é médico e sair fazendo cirurgia, ou dizer que é especialista em remédios e sair dando receitas.
Mas outra coisa é uma pessoa ser completamente transparente com a outra e dizer exatamente quais são suas qualificações, e dai se o cliente quiser aceitar o tratamento ele não está sendo fraudado e sim aceitando o risco de utilizar um serviço inferior por um preço inferior.
Existem gráus de experiência em qualquer profissão que obviamente são proporcionais ao valor do serviço cobrado.
Eu pessoalmente as vezes peço para um amigo ou parente me recomendar um remédio e/ou tratamento, sei que eles não tem diploma mas as vezes aceito as recomendações e já basta.
Para casos mais severos, vou ao médico e todos médicos atualmente tem diploma. Isso pra mim não faz diferença pois sou rico e se houvesse médicos sem diploma eu não utilizaria o serviço deles. Porém dizer que ninguém com qualificações abaixo de X podem exercer a profissão (sem exercer fraude e honestamente) é prejudicar os mais pobres, pois limita as opções deles.
Ninguém é obrigado a usar o serviço de um médico menos treinado..
Isso é que nem dizer que devemos proibir monitores CRT baratos (aqueles com tela tipo de tv arredondada) e só permitir os mais modernos LCD’s, pois estes prejudicam menos os olhos… ou que somente carros com freios ABS e air-bag devem ser vendidos, e carros sem estas opções de segurança estão proibidos…
Qual seria o resultado destas medidas? o sujeito com renda baixa não vai ter acesso a computadores nem automoveis..
Houve uma época na humanidade em que não existia a instituição “faculdade”. O ensino moderno foi inventado bem recentemente, depois do renascimento. Nestes tempos antigos, ainda existiam médicos, engenheiros e arquitetos. Eram geralmente as pessoas ricas, nobres, com tempo para se dedicar aos livros e ao estudo e a qualificação. Existiam tutores, escolas técnicas, etc. muito antes de se inventarem algo chamado “credenciamento do MEC” ou antes de um burocráta ter que carimbar um canudo para que você possa ajudar os outros (SEM EXERCER FRAUDE E HONESTAMENTE)
Albert Ling
Se a presenca de um farmaceutico em uma drogaria eh tao absolutamente essencial, por que a necessidade de uma lei obrigando-a?
Fabio Ostermann
o senhor seria capaz de desenvolver uma vacina contra o virus h1n1?o senhor entende alguma coisa de epidemiologia e doenças cusadoras de epidemias?BEM acho que nao,tb acho que o sr deveria se padecer de uma doença epidemiologica,necessitando do trabalho desses profissionais,só assim o sr.os valorizaria.O sr.deve ter comprado seus titulos.
trabalho na enfermagem e sou aluno do 4 semestre de farmacia.Já cuidei de muitos pacientes com disturbios mentais como o sr.nao tenha vergonha procure ajuda.
Adelio
Ridículo, sem comentários!!!!!
oftalmologista
Acho que maioria dos comentários negativos em relação ao artigo não entenderam o que foi escrito.
O Alexandre Barros nunca disse que não valoriza, ou que acha desnecessário, farmacêuticos ou médicos ou qualquer profissão.
Ele apenas disse que regulamentação da profissão ou o subsídio governamental por meio legal à profissões é desnecessário, e prejudicial aos clientes.
Leiam bem antes de criticar!
Anthony
E mais uma coisa:
Sou estudante de arquitetura e acho um absurdo nos manterem 7 anos (que é a média de tempo que os alunos levam para se formar nessa faculdade, em praticamente qualquer lugar do mundo, apesar de ser 5 anos em média) nos ensinando bobagens e fazendo a gente perder tempo.
Achei ótimo o exemplo do Zanine, e nunca me esqueco também de Frank Lloyd Wright (considerado o maior arquiteto de todos os tempos, por alguns), Tadao Ando (vencedor do prêmio Pritzker) e John Pawson, que também não se formaram.
Me pergunto: um pedaço de papel na parede é mesmo uma prova fiel do seu talento na profissão? Ou talvez uma grande coletânea de todos os cursos que alguém já fez ou até mesmo um histórico de resultados não fosse mais útil?
Sem contar que tem muito profissional FORMADO que ERRA. O papel não é prova nenhuma.
Anthony
Acabo de receber via email o texto “Desregulamentar profissões. Todas!” publicada na edição do dia 21 de julho de 2009, pelo jornal Estadão e de autoria de um tal de Alexandre Barros. Bom, primeiramente o título pareceu-me interessante e inteligente, a polêmica e impacto que causa chamou minha atenção, então, iniciei a leitura, esperançosa de que encontraria argumentos inteligentes para justificar a tal alegação do título.
Bom… iniciando a leitura… o primeiro argumento baseia-se na exposição de uma crise gerada no mercado automobilístico por conta de exigência estatais em relação a potência e segurança dos automóveis… Ótimo argumento! Fiquei esperando o contraponto que seria feito para chegar ao tema principal (“Desregulamentar profissões. Todas!”, vocês lembram?). Qual não foi minha surpresa ao verificar o parco conteúdo que viria a seguir.
O autor, não sei se por puro desconhecimento técnico, ignorância, ou propositadamente, se fiando na ignorância de seus leitores, inicia citando um exame oftalmológico simples e insinuando que este profissional não seria tão necessário. Não sou oftalmologista, mas sei que esta especialidade médica não se resume a isso, será que foi de propósito que nosso caro Alexandre não citou problemas como estrabismo, miopia grave, glaucoma, entre tantos outros, para os quais é necessário muito mais que girar lentes na frente do nosso rosto. Espero sinceramente que em sua família ninguém precise de intervenções cirúrgicas para miopia, mas caso precise quem sabe o sr. sinta-se mais confortável passando uma garrafada nos olhos da pobre criatura, ou até consultando o vendedor de óculos da ótica mais próxima a sua residência?
Segue-se, então, outra besteira… “Desregulamentar a medicina? Certamente.” A comparação entre medicina e terapias alternativas que o autor faz, sinto muitíssimo, serve apenas para pessoas, como ele, pouquíssimo preparadas. Não quero aqui desmerecer terapias tão consolidadas como os florais, que para sua informação Sr. Alexandre podem ser de Bach, Californianos, Amazonenses… essa segunda denominação que vem depois do termo floral indica sua origem, então, não existem apenas os florais de Bach, aprendeu? Ou ainda a cromoterapia, acupuntura, iridologia e tantas outras. Agora, considero uma atitude irresponsável tentar induzir as pessoas com argumentos pseudo-inteligentes a acharem que estas terapias podem e devem substituir a prática médica em todos os casos, inclusive o câncer. Mais uma vez Sr. Alexandre espero que o sr. nunca sofra um acidente e fique poli traumatizado (todo quebradinho, com hemorragia intera e tudo mais), mas se este infortúnio vier a ocorrer, espero sinceramente que neste caso o levem para um serviço médico de urgência, onde profissionais que estudaram para isso realizem cirurgia, administrem anestésicos, analgésicos e antibióticos. Claro sempre podemos procurar uma pessoa, que é muito legal, competente e tal e que pode lhe dar um floral, ou avaliar sua íris enquanto o sr. perde sangue e convulsiona.
Agora vamos ao câncer, doencinha boba, é apenas a terceira causa de morte no Brasil, sua prevalência aumenta cada vez mais, mas podemos ficar tranqüilos! Temos pessoas legais, de bom coração, e ótimas no que fazem, elas podem nos ajudar. Que tal chamarmos uma esteticista para tratar câncer de pele? Nada contra as esteticistas, eu adoro todos os creminhos que existem nesta nossa sociedade de consumo, mas como já dizia a velha máxima: – Cada macaco no seu galho.
Avaliando melhor a questão do câncer, realmente acho desnecessário gastar bilhões com pesquisa, principalmente a farmacêutica… Para quê aprimorar as técnicas diagnósticas? Podemos ir a um vidente, ele será mais barato e menos invasivo. Para quê um farmacêutico? Manipular quimioterápicos? Besteira, um chazinho é mais barato, mais gostoso, não tem reação adversa e resolve do mesmo jeito, e por último a melhor vantagem: NÃO PRECISAMOS PAGAR UMA PESSOA QUE ESTUDOU CINCO ANOS PARA ISSO! Não é uma bela vantagem?
Sim, ia me esquecendo o Farmacêutico, o profissional do mal…. tenham medo dele, ele não precisa estudar para vender medicamento na caixinha, isso é besteira! Mas creio que o sr. Alexandre fez uma pequena confusão neste ponto do texto. Ele, sem querer, confundiu a indústria farmacêutica com os profissionais farmacêuticos. Outra máxima do grande gozador Alexandre: não precisamos de farmacêuticos na produção de medicamentos, sem contar o interesse pelo preço do Cialis, estranho não? Espero que o Sr. Alexandre possa ter a oportunidade de ir a uma fábrica, falar com a Farmacêutica (aqui me pergunto, porque farmacêutica e não farmacêutico, será que está atrelando um gênero específico a profissão farmacêutica, quer dizer que médico é homem, e farmacêutico, enfermeiro, fisioterapeuta é sempre mulher? Olha, cuidado com a discriminação por gênero) observar o processo de industrialização, o laboratório de controle de qualidade, os procedimentos operacionais, as boas práticas de fabricação. Depois de tudo isso Sr. Alexandre, vais agradecer a FARMACÊUTICA da fábrica de Cialis pelo seu medicamento favorito não vir com teor acima do recomendado e lhe causar um infarto, ou pior, vir com teor abaixo do recomendado e não funcionar, causando-lhe, talvez um certo constrangimento.
Não tenho, aqui, pretensão de fazê-lo mudar de opinião, de que não ganhamos nada com as profissões regulamentadas, apenas os profissionais que fazem parte delas. Contudo, acho que usar de um meio de comunicação para desinformar as pessoas é quase um crime, sei que existe liberdade de expressão, o Sr. tem o direito de falar besteira onde quiser, mas neste caso usar de argumentos para confundir as pessoas é demais. Em seu texto fica claro para qualquer profissional de saúde que o Sr. é leigo neste assunto, não tem a mínima idéia do que está falando. Então aqui vai um conselho: leia mais, estude mais acerca dos temas que o Sr. quer debater.
Por último, ao final do artigo ao ler que o Sr. é cientista político lembrei-me de quando, certa vez, nós os detestáveis profissionais regulamentados, fomos por meio de uma denúncia, interditar uma Instituição de Longa Permanecia para Idosos (ou se quiser asilo) por conta de maus tratos para com os idosos. Uma das idosas, que estava subnutrida e amarrada era filha de uma cientista política, que ao saber da nossa ação compareceu ao local. Muito irritada, julgou-nos apenas pela ótica dos seus conhecimentos, gritava sobre seus direitos civis, sobre sua liberdade de escolher o tratamento que sua mãe recebia entre outras afirmações bastante inteligentes. Não permitiu a retirada de sua mãe que a esta altura era tão somente um farrapo humano, nós a levamos assim mesmo para tratamento de urgência, com perigosos médicos regulamentados. Após a retirada de todos os idosos chamamos seus responsáveis legais para uma reunião, esclarecemos tudo e acordamos o que seria feito. A tal cientista política não apareceu e, além disso, nos processou. Com este exemplo não quero dizer que todos os cientistas políticos são cruéis, pessoas más ou coisa parecida. O que observo é que, pelos menos a sra. de que falei anteriormente e o sr. Alexandre, se julgam tão inteligentes, tão donos da verdade que do alto de toda a sua sapiência não acham necessário parar primeiro, entender melhor os assuntos dos quais pretendem emitir opinião, e só depois falar.
Sabrina Joany Felizardo Neves. Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Pernambuco e Professora Assistente da Universidade Federal de Alagoas.
Sim, não sou Phd, mas sou da área da saúde e pelo menos domino os assuntos tratados neste meu texto.
Sabrina Neves
Caro Srº Alexandre Barros, cientista político, é pró-reitor do Centro Universitário UniEuro (Brasília), perfeitos São seus argumento mas de que vale argumentar se houver atitudes, Você poderia começar ragando seus titulos e diplomas.
Marcio Almeida
Prezado Sr Alexandre Barros,
A respeito de sua ignorância (Se refere à falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado assunto) sobre a profissão regulamentada como farmácia, temo ter que perdoar seu artigo ultrajante. Entretanto, considerando que tal falta de conhecimento foi vinculada em jornal de grande circulação, cabe algum tipo de comentário por minha parte como profissional farmacêutica. Solicito que o Sr. como cientista político comente apenas assuntos no qual tem domínio, pois fica realmente vergonhoso para um indivíduo que se diz tão estudado falar tantas besteiras em um único artigo…E como em um único e-mail não posso ensinar as atribuições do profissional farmacêutico, deixo aqui apenas a informação mais preciosa: ESTUDE! Procure se envolver com o tema, talvez visitar a indústria farmacêutica para verificar o trabalho da Sra. farmacêutica responsável técnica do CIALIS, assim como das centenas de farmacêuticos que trabalham nessa mesma indústria, cuidando para que o produto final saia dentro das especificações e o Sr. tenha o efeito desejado em sua residência. Envolve tantos departamentos (Desenvolvimento técnico, assuntos regulatórios, garantia da qualidade, controle de qualidade, produção, validação…), mas claro, seria inútil meu esforço em fazer entendê-lo. No mais, espero que realmente o Sr. passe a estudar mais os assuntos que serão tratados em seus artigos. Ao estadão, peço que verifique o teor dos artigos antes de publicar e reveja a qualificação dos escritores.
Att.,
Viviane Paiva
Farmacêutica Industrial
Viviane Paiva
Nooooosssaa, Cristina Camargo, quanta gente aqui se manifestando neste artigo! e eu me achando, pensando que era o único a comentar neste site…
Realmente, vc tinha razão, eu não estava só…peço desculpas…
Mas uma coisa me espantou aqui: vc autorizou a exibição de posts ofensivos e desrespeitosos ao PhD Alexandre Barros…então, por que cargas d’água vc censura os meus? só porque eu não tenho diploma universitário? só porque eu não pertenço ao universo acadêmico, portanto não sou da elite? Isto é preconceito sócio-educacional! Além do mais, tenho o próprio PhD Alexandre Barros a meu favor, já que ele não valoriza diplomas…hehehe
Ah sei, os “dotores” aqui sabem ofender sem baixaria, é isso? então, tá!
Outro fato digno de nota: o PhD e belo João Accioly, esboçou um ataque contra o primeiro dos comentaristas, achando que o humilhava pelos títulos que ele, João Accioly, possui (pensando que o comentarista fosse buscar no Google referências sobre ele e, ao descobrir seus títulos acadêmicos, o dito comentarista se furtaria a replicá-lo)…coitado, depois que o belo João Accioly viu a enxurrada de posts contrários ao articulista (por extensão, a ele próprio), emitidos por “gente da alta”, recolheu-se em sua insignificância dialética, não rebatendo nenhum outro comentarista, dentre estes, alguns doutores…sequer ousou afrontá-los por meio de escárnio de suas aparências estéticas, como fez comigo, em outro artigo…legal isso!
libere aí, Cristina Camargo!
Gerson Alves de Souza
Gerson, pelo jeito o João te deixou traumatizado, não é mesmo?
Quanto aos tais “posts ofensivos”, você mesmo já respondeu.
Cristina Camargo
Já emiti minha opinião acerca do texto do Sr. Alexandre Barros, mas como curiosa que sou resolvi olhar seu currículo lattes. Qual não foi minha surpresa ao ver que este senhor é Membro do Conselho de Administração do Laboratório Farmacêutico Teuto-Brasileiro e foi consultor do Laboratório Farmacêutico Pfizer do Brasil S/A. Pergunto a vocês isso é mera coincidência? A quem interessaria reduzir custos com recursos humanos sem a exigência da contratação de farmacêuticos? Parace intrigante não é?
Outra coisa, para os Phd’s e doutores de plantão que se acham muito importantes, a publicação científica deste senhor é lamentável, seu último artigo em revista científica é de 1990. Parece que o mesmo deixou um pouco a ciência de lado e se rendeu as câmeras, pois nunca vi nenhum pesquisador colocar no seu curriculo lattes que é entrevistado pela globo, record, cnn… Alías seus artigos atuais são todos em jornais de notícias e revistas, nos quais tem a liberdade de emitir sua tosca opinião sem precisar ter trabalho com método, investigação fundamentada, revisão de literatura bem feita, e outras coisinhas mais necessárias a quem publica algo sério, científico não?
Sabrina Neves
Caro Gerson e demais insurgentes,
Desculpe. Não posso responder tão frequentemente aos posts porque ao invés de reclamar dos que constróem seu próprio patrimônio, e exigir do governo que faça o que eu não poderia fazer diretamente, ou seja, roubar-lhes o produto de seu trabalho, tenho que exercer minha profissão e ficar mais rico às minhas próprias custas. (Pois é, além de belo eu sou saudável financeiramente, por méritos próprios e sem ter levado um tostão do governo – muito pelo contrário. Espero que isto não o incomode).
Outra razão é que parece um tanto difícil discutir com quem não lê o que está escrito ou, pior, não entende o que leu. Não faria para mim a menor diferença você ter ou não diploma universitário, ou um PhD, se seus argumentos fossem sólidos. Como é possível ver em diversos posts sobre este artigo, o curso universitário não significa necessariamente capacitação intelectual. Ao contrário, o recém-endoutorado (ou doutorando) parece esquecer-se de quando não tinha diploma e passa a considerar quem não o tem como inferior.
A questão não é se os diplomas são bons ou não. A questão é se deveria haver leis que os exigissem – o que significa proibir quem não os tem de exercer a profissão que queiram. Se como você diz você não tem diploma universitário, não porque isso deveria impedi-lo de exercer qualquer profissão. Particularmente, eu não o contrataria para alguma posição que requeresse capacidades de raciocínio abstrato, mas jamais defenderia uma lei que impedisse, digamos, a Carta Capital, a Caros Amigos ou a Tribuna da Imprensa de contratá-lo como comentarista político só porque você não tem diploma de jornalista.
Finalmente, não possuo os títulos que você gentilmente (mas não sei porque) me atribui, e apesar de estar em processo de adquiri-los, jamais os usarei como argumento para defender minhas posições. Minhas ideias são tão certas ou erradas hoje quanto eram antes de eu concluir meu curso universitário, tirando questões técnicas que poderiam ter sido aprendidas independetemente de qualquer establishment acadêmico. Tenho certeza que muitas de suas preocupações são legítimas, como a pobreza das pessoas, falta de saúde, e que o pensamento de que essa não é uma situação cuja manutenção seja desejável não é menos válido porque você tem ou não diplomas. É a respeito das causas dessa situação que discordo de você, e especialmente a respeito dos meios de transformá-la, e em nenhum desses pontos os títulos que tenho ou que estou em processo de ter me foram determinantes para chegar às minhas conclusões.
Finalmente, aos farmacêuticos ofendidos, tenho certeza de que a formação do farmacêutico é complexa e enriquecedora, e evidentemente a eles é devido muito do conforto e da qualidade de vida que temos hoje em dia. Não é ao governo que devemos agradecer pelos avanços da farmacologia, mas aos que integram essa área da ciência. Não é uma lei que faz a profissão ser nobre; muito antes de existir essa lei, as profissões para as quais uma formação completa de farmacêutico era necessária só poderiam ser preenchidas por quem tivesse tal qualificação.
João Accioly
Cara amiga e carrasca Cristina Camargo, estou traumatizado por não ter ganho na mega-sena acumulada, o que me trasnformaria no homem mais lindo do mundo e, por extensão, o mais desejado pelas mulheres…hehehe…minha carranca só me assusta quando olho para a carteira…
Caríssimo acadêmico, belo, rico e sensível João Accioly,
A supor sua profissão de advogado como certa, tenho a absoluta certeza que a origem de sua riqueza não é, ou pode não ser, das mais impolutas, justas ou honestas, como vc quer fazer crer, a despeito de sua suposta capacidade técnica, por si só, insuficiente ao sucesso propalado, intensamente dependente de seu fácil acesso e trânsito, em decorrência de sua origem social, nos meandros do alto judiciário brasileiro, onde se colhem os maiores triunfos financeiros de sua categoria, onde virou provérbio, a famosa sentença, de que, tendo-se bons advogados (leia-se pagando bem), tem-se justiça (leia-se sentenças favoráveis), cujos resultados práticos buscam atender à demanda cada mais elevada de sofisticados clientes de olhos azuis ou verdes, em decorrência do recente recrudescimento de ações da Polícia Federal. Ao contrário de mim, que sou militar do EB, aprovado em concurso público, são justamente seus potenciais clientes que roubam diuturnamente os cofres públicos (desde 1500), os quais costumam (ou costumavam) aparecer algemados na TV, o que deduz-se, em última análise, ser a origem de seus dividendos, a locupletação de tais indivíduos a partir do erário.
Talvez por eu não possuir diploma acadêmico é que eu nunca vi e nem ouvi falar em raciocínio concreto, em oposição ao seu “raciocínio abstrato”. Contudo, fico lhe devendo este tipo de raciocínio. Porém, bem sei o quanto vc o utiliza frequentemente e em grau elevadíssimo, quando necessita defender juridicamente o indefensável, que, suponho, seja seu ofício…
Por incrível que possa parecer, concordo contigo quanto à desregulamentação das profissões. No entanto, discordo da forma como foi tratada no artigo do PhD Alexandre Barros, bastante simplória, pricipalmente vindo de quem subscreveu o texto. Engraçado que a minha carrasca Cristina Camargo, em outro tópico, questionou-me a forma de finaciamento de meu 3G CLARO, em face de minhas ideias contrárias ao monetarismo. Aproveito para questionar-lhe tb a respeito de como lida com essa questão: ser contrário à regulamentação das profissões e exercer a profissão mais regulamentada de todas: advocacia (supondo ser este, seu ofício, repito). E reitero outro questionamento: como integrante da elite sócio-econômica e acadêmica do Brasil, indifirente que é à exigência do diploma universitário, como vc analisa a conduta de Lula da Silva no exercício do cargo-mor do país, sendo ele um semi-analfabeto, como eu, em meio a tantas críticas preconceituosas dos que defendem o sagrado diploma?
Não há dúvidas de que eu, em sendo um ditoso milionário envolto em problemas com a justiça, não hesitaria um só segundo em contratar seus mais prestimosos serviços, bem como, a pagar, por fora, o que fosse necessário, para obter êxito nos tribunais superiores, como faz religiosamente nosso digníssimo e “brilhante” empreendedor capitalista Daniel Dantas…a menos que vc se recusasse a me defender.
As causas dos problemas sociais no Brasil têm origem nessa corrupção generalizada, inescrupulosa e atávica que acomete o país permanentemente, aliada ao paternalismo estatal para com as elites econômicas, que, invariavelmente, são beneficiadas pelas políticas públicas direcionadas aos seus interesses (incentivos agrícolas sazonais, incentivos fiscais setoriais, licitações de obras públicas, perdões de dívidas empresariais, etc). Quando o governo Lula opta em estender ao povo parte dessas benesses, mesmo sem deixar de atender os privilégios dessa elite, torna-se populista e esbanjador, o que considero inverídico, egoísta e injusto. Talvez seja isso que nos diferencia, afora o díspar desenvolvimento dos nossos telencéfalos e a existência de nossos polegares opositores.
Paz e bem!
Espero que este post seja liberado pela amiga e carrasca Cristina Camargo, que tem, ela sim, me traumatizado com sua censura.
Gerson Alves de Souza
Quando o STF resolveu retirar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão – argumentando que “escrever é uma arte”, simplificando, claro, a atividade -, fiquei indignada e pensei: “Ora, por que, então, para outras profissões é preciso diploma?”
Parece que o Sr. Alexandre me “ouviu” e resolveu apoiar nossos “digníssimos” ministros e nivelar por baixo.
Não creio que o artigo seja um ataque direto apenas a farmacêuticos e oftalmologistas, mas a todos, inclusive cientistas sociais, como o próprio autor. Ao ler o artigo, encarei-o como uma PIADA DE MAU GOSTO e uma provocação gratuita. E nada mais!!
Por isso, pergunto: por acaso o Sr. Alexandre Barros não cobra por suas palestras, artigos e quetais, de acordo com os títulos que faz questão de destacar ao lado de seu nome?
Vives de quê, meu senhor?
Laila - Jornalista
Ridículo!!!
É um idiota mesmo..
Farmacêutica
Cientista político…hahahaha!!!!
Que utilidade tem o senhor não?
É tão importante que precisa de polêmica para ser notado.
Vagner
Queria ver se ele tivesse que fazer uma cirurgia no coração e deixasse o açougueiro da esquina o operar, já que este tb sabe cortar carne.
Fabiana
Isso otário. Desregulamentar todas as profissoes vai ser algo perto de um sonho. Médicos falsos, arquitetos autoditadas fazendo calculos incríveis e construindo prédios que caem. Incrível mesmo esses PHDS da vida. Depois de se encherem de títulos saem falando asneiras, escondidos no manto da PHDISSE. Quanta asneira… sabe, para o senhor eu desejo mesmo que more num prédio torto, seja atendido por um médico tosco e carniceiro entre outras tantas agruras… ah , e nao é so o que lhe desejo. Desejo que essa lei seja aprovada para que o senhor perca esse título de PHD ( afinal pra que é mesmo que precisamos do seu título?? ) e de professor, junto com os seus rendimentos que devem ser bem acima de qualquer professor comum.(Tbém nao sei por que)
Marcio
O “pós-doutor” Alexandre Barros não sabe do que fala e se acha no direito de desrespeitar uma das profissões mais antigas da humanidade. Inútil é o senhor que precisa se informar mais antes de escrever qualquer besteira que lhe vem à cabeça. Deveria envergonhar-se e no mínimo pedir desculpas à classe farmacêutica.
Caroline
O autor do tópico está simplesmente argumentando que não se deve obrigar o consumidor a comprar um produto mais caro/superior por meio da força, e da proibição dos prestadores de serviço de baixo nível do mercado.
Pensar o contrário é de certa forma elitista, pois desconsidera que há pessoas que não tem a escolha de ter um médico formado, então a escolha fica sendo entre nenhum tratamento e tratamento com alguém treino formal (mas talvez algum treinamento prático…)
Se não houver fraude no processo, e ambas partes tiverem acesso a informação (bancos de dados com ratings de médicos podem ajudar, que nem a pontuacao de um livro na Amazon ou de um filme no IMDB) sempre haverá beneficio de ambas as partes numa transação comercial, pois as pessoas tem escalas de valor diferentes, e uma troca voluntária necessáriamente implica que ambos sairam beneficiados.
Entendo que os profissionais “protegidos” pela lei venham defender seu ganha pão… mas se abrirem a mente e pensarem em todos benefícios sociais que uma desregulamentação traria, em redução do desemprego e melhoria dos serviços/produtividade, acho que vale a pena ter um pouco de solidariedade e cidadania e deixar o egoísmo de lado.. O autor deste tópico está defendendo os interesses do POVO.
Albert Ling
Bem que eu tentei me segurar mas não consegui…
Senhor dingníssimo PHD sei lá do que, aposto que, se não mudou de opinião, pelo menos se arrependeu de escrever tamanha asneira.
Prosissões devem sim serem regulamentadas para que só assim os órgãos competentes consigam controlar os profissionais.
Sinceramente eu não sei onde você estava com a cabeça quando você escreveu esse monte de besteiras. O segundo comentário que vc recebeu do Adriano acho que já esclareceu muitas coisas a respeito da repercução de sua coluna. Mas acho que vc deveria pensar um pouco antes de escrever qualquer coisa já que querendo ou não vc é um formador de opinião, talvez por essas e outras que estamos onde estamos…. pessoas como vc formam a opinião de leigos que te acham culto, ou um pseudo-intelectual. Não questiono aqui a sua competência, mas sim sua falta de informação e de critérios.
É meu amigo acho que vc perdeu uma grande chance de ficar de boca calada, minha querida mão sempre me disse que temos uma boca e dois ouvidos, justamente para falarmos menos e escutarmos mais.
Aliás qual é a sua profissão? Ufa ainda bem que os jornalistas aceitam qualquer um no seu meio….
Saudações FARMACÊUTICAS!!! Uma profissão que merece o respeito necessário já que é uma das mais antigas e importantes profissões do nosso meio.
Felipe Fernandes Moraes
Felipe Fernandes Moraes
bom artigo ! Pena que ainda tem leitor que confunde diploma com reserva de mercado. O fato de se ter diploma náo significa necessariamente que haja necessidade de se regulamentar as profissóes.
daniel magalhaes
O artigo é bom e provocador. Infelizmente os que exercem as profissões citadas nos exemplos, incorretamente se acharam desvalorizados pelo texto. Ora, a obrigatoriedade do diploma reserva mercado também aos que estudaram mas que não são, obrigatoriamente, bons profissionais, certo? Ou alguém acredita que só bons profissionais saem dos bancos de nossas faculdades? Logo são estes que desvalorizam sua profissão, não o autor do texto.
Além do mais em lugar nenhum foi sugerido que pessoas MINTAM, fazendo-se passar por médicos. Até porque se não houver a necessidade de diploma elas não vão precisar fazer isso. Elas fazem isso hoje. Mas seria muito adequado que eu pudesse escolher fazer acumpuntura, por exemplo, com o profissional de minha escolha, em vez de ter obrigatoriamente que pagar por um médico. Eu posso querer fazer educação física com uma pessoa de confiança, se não quiser pagar pelo trabalho mais qualificado de um profissional da área.
Os farmacêuticos, se acreditam tanto na utilidade e importância de sua profissão, deveriam achar a obrigatoriedade irrelevante. Eu sou engenheiro aeronáutico. Por mim qualquer um pode querer trabalhar com aeronáutica. Só que provavelmente nenhuma empresa vai contratar quem não seja qualificado, sem que seja necessário uma lei para me garantir a vaga. A obrigatoriedade do diploma, da presença do profissional, joga uma sombra de desconfiança: se é tão importante, porque precisa ser forçado?
Luciano
Ainda: o diploma é muito importante e o autor não fez referência ao contrário. É tão importante que a sua obrigatoriedade deveria ser irrelevante. Porque fechar as portas para autodidatas que conseguem aprender por outras formas aquilo que se ensina nas escolas. Porque não valorizar mais os técnicos? No Canadá o exame de visão básico não é feito por um médico. Da mesma forma grande parte do trabalho dos dentistas é feito por técnicos. Porque preciso pagar para um dentista se quero fazer uma limpeza nos dentes? É claro que para um tratamento de canal eu vou procurar um, quer exista uma lei, quer não.
Luciano
Concordo plenamente com oque o senhor Luciano escreveu , sou farmacêutico e engenheiro químico e fico estarrecido as vezes com as legislações , porque eu que fiz uma faculdade de engenharia nao posso supervisionar uma pequena construção , ah porque o crea diz que só engenheiro civil pode fazer isso, acho que o autor usou palvras duras que não eram necessárias para exemplificar oque ele queria dizer, farmacêutico não é inútil, e em uma farmácia , acredite a menor preocupação do farmacêutico é ficar atrás de um balcão , ao qual chamamos isso de assistenência farmacêutica ou então evitar que os pacientes morram devido as bobagens que os médico fazem, o colega Luciano citou o Canadá, poxa estive fazendo um curso na Inglaterra e fui visitar a Alemanha berço da industria químico farmacêutica, lá um técnico em edificações pod eperfeitamente supervisionar pequenas construções sem a necessidade de pagar milhões como aqui a um arquiteto e engenheiro , por isso acho que devemos pensar seriamente e acabar com o corporativismo e acima de tudo essa burrocrácia das profissões um abraço a todos
Rafael
Não vou comentar nem o que escreveu esse sr Alexandre Barros, só imagino o quão está facil um homem ignorante como este conseguir esses títulos que ele diz ter impressionante mesmo. será que ele pagou por todos esses diplomas? Ápós´pensar muito creio que ele com todos esses anos de estudo não conseguiu ganhar dinheiro, então tenta-se promover com essas ridicularidades que nem merecem meu comentário. Engraçado pois sou médico tenho 38 anos e estou muito rico graças a deus e meus estudos. como deve ser dificil um cidadão como este pobre ter que esperar um jovem médico ou advogado por duas horas e ver ele chegando e saindo no seu carrão importado, morando em um condominio de luxo. cuide da sua vida e procure um modo de sobreviver dignamente.
HENRIQUE MEDICO
Pergunto, merece importância o “artigo” em que o autor compara a saúde com carro motor 1.0? É cada um que me aparece..
Marina Medeiros
Concordo com o comentário de Rafael. Creio que o artigo toca num tema importante, que deve ser debatido com franqueza. Dito isso, o argumento é de uma extrema infelicidade (com pitadas de ironia e desrespeito profissional que justificam as reações acaloradas e desvalorizam o debate. Não adianta dizer simplesmente que os outros “não entenderam” o texto.)
O comentário de Marina Medeiros resume bem o problema, que ponho de outra forma: “Imaginem se os fabricantes de automóveis não fossem mais obrigados a contratar engenheiros e fazer testes de segurança com vistas a baratear seus carros…” percebe-se logo o silogismo do contraponto omitido.
Onofre Santiago
Perdão pela última sentença: juntei duas frases, mas falhei na edição. Leia-se: “Percebe-se logo o absurdo do contraponto omitido.”
Onofre Santiago
Infelizmente acho que o Adriano logo abaixo não compreendeu nada do texto…pena, é assim que continuamos sem sair do lugar…
Caio
Eu não concordo integralmente com o artigo do sr. Alexandre Barros, porém isso não me dá o direito de insulta-lo, como muitos que se dizem profissionais aqui nesse
fórum fizeram, e acho inútil essa forma de se construir argumentos e de pensar.
Se as pessoas se ofendem tanto com uma idéia utópica de “desregulamentar” todas as profissões é porque têm mais fé em seus certificados do que no “saber fazer” e escondem sua incompetência atrás de sindicatos e conselhos regionais.(Tente processar um médico, por exemplo!)
E para aqueles que não têm capacidade de abstração suficiente para entender artigos, recomendo que leiam mais livros, ao invés de insultarem pessoas.
Samuel
Os comentários do Luciano e do Rafael são muito bons! concordo plenamente!
No Canadá existem os Tecnólogos de Saúde que exercem funções relacionadas a saúde e que não precisam ser realizadas por médicos, mas esses profissionais também são regulamentados…lógico que falamos do Canadá, os profissionais de lá não precisam se esconder atrás de corporativismo.
Sou universitário, faço curso de Analise de Sistemas, e penso que essa tal regulamentação é mais uma reserva de mercado desnecessária, infelizmente!
Samuel
Sinceramente, eu não deixaria de comprar em uma farmácia na falta do farmacêutico.
Se eu fizesse questão de uma farmácia com farmacêutico eu procuraria uma.
É uma pena que o emprego deles é garantido pela força, pois a lei é a administração da força na sociedade.
A posição deveria ser garantida pelo mérito.
O mesmo ocorre com os cobradores de ônibus.
Se os ônibus não tivessem cobradores (como no resto do mundo) para mim seria até melhor. Mas temos uma lei que obriga a presença do trocador de moedas. Precisamos custear R$ 1.000 (salário mínimo mais encargos) só para alguém ficar o dia todo sentado contando moedinhas e ajudando a girar uma catraca. Medíocre!
Eduardo Foss
A profissão do momento é a pedagogia, as maiores empresas dos países desenvolvidos estão investindo em profissionais que possam criar um ambiente de aprendizagem nas empresas – esse profissional é o pedagogo – a moda agora é universidade corporativa e ambiente de aprendizagem organizacional. Os profissionais aprendem a aprender no seu ambiente de trabalho e em todos os ambientes.
Fonte: Organização mundial dos economistas.
profissional
Como avaliar sem receber formação para realizar diagnóstico? Como tratar se não aprendeu a diagnosticar? Será que o conhecimento “empiríco” de mundo associado a responsabilidade civil e penal perante ao ato serão suficientes para garantir um tratamento adequado? O erro já é praticado com grande frequência. Seria aceitável permitir com que seja realizado em larga escala? A universidade não seleciona, profissionais já saem mal preparados desta tornando-a uma “indústria de alunos” (até o faxineiro da esquina tem diploma de farmacêutico, rsss, só não encontra-se atuando em sua área pq o mercado encontra-se saturado ou lhe ressarce mal em relação a profissão atual).
americo
Gostaria que todos me respondessem o seguinte: quem é que pede diploma ao médico ao iniciar uma consulta? Quem é que pede diploma ao médico quando este vai realizar uma cirurgia? Quem é que pede diploma a alguém quando precisa de algum serviço? Quem é que pede diploma do construtor da casa que quer comprar? Aguardo respostas.
Eduardo
Acho que o autor é um frustrado..
alves
Ninguém vai em busca de um papel pendurado na parede (Diploma), mas sim do conhecimento que o profissional possui e a sua função social..A propósito, sou farmacêutica!!!
alves