9 de abril de 2010
Autor: José Celso de Macedo Soares
O tema já foi analisado por especialistas, mas chegaram às minhas mãos alguns dados que gostaria de trazer aos leitores. Começo pela economia:
Taxa do crescimento do PIB –2003/2008: Mundo : 29,3%; Emergentes: 51,5%; América Latina e Caribe: 31,9%; Brasil: 28,95%. As informações relativas a 2009 ainda não estão disponíveis.
O período abrange o governo Lula desde que tomou posse em 2003. Pelos dados vê-se a jactância do Senhor Lula da Silva quando diz que nunca dantes houve governo igual ao dele. Analisem os leitores os números.
Mas, o mais importante aspecto a considerar é a evolução da escolaridade, no Brasil, no período. Dados publicados no “Valor Econômico” mostram o seguinte: a porcentagem de jovens que, no Brasil, aos 25 anos de idade, tinha concluído apenas alguma serie do ensino fundamental era de 60% em 1998. Declinou para 30% em 2008. Somente 55% de nossos jovens entre 25 e 29 anos de idade completam, pelo menos, o ensino médio. Nos EUA, essa porcentagem, atualmente, é de 90%. Com relação ao ensino superior, 30% da população americana acima de 25 anos de idade tem curso superior, enquanto no Brasil esse índice é de 10%. Apesar destas estatísticas o Senhor Lula da Silva disse, recentemente, que fez uma “revolução na educação”. Talvez ele não saiba o que seja isto.
O recente relatório “Educação para todos” da Unesco, coloca o Brasil na 88ª posição na classificação de desenvolvimento educacional, atrás de países mais pobres do continente, como Paraguai, Equador e Bolívia. A repetência média na América Latina é de pouco mais de 4%, enquanto no Brasil é de 19%.
Em termos salariais vale apenas citar alguns números. Quem completa o curso superior no Brasil recebe, em média quatro vezes mais do que quem parou de estudar no ensino fundamental. A diferença salarial entre quem completa o ensino médio e quem tem somente o ensino fundamental e de 59%.
Os números estão ai e não quero cansar os leitores com outras estatísticas que mostram o desastre do governo Lula em matéria de avanço de escolaridade.
A parte benéfica do Bolsa Família é a que obriga a frequência dos menores nas escolas para fazerem jus ao beneficio. Mas, isto já tinha sido estabelecido no Bolsa Escola, programa criado pelo governo Fernando Henrique, muito mais benéfico que o Bolsa Família, que não indica uma saída para quem recebe os benefícios.
Não adianta falar em crescimento econômico se não colocarmos como máxima prioridade os investimentos em educação, o que significa pensar não apenas nos alunos, mas também nos professores, fazendo do magistério uma carreira atrativa, não só quanto a salários, mas também quanto às condições de aparelhamento das escolas, completas com bom material didático à disposição dos alunos, assim como boas bibliotecas para consulta em cada escola.
Só para citar um exemplo: quando estudava engenharia na Universidade de Michigan (EUA), a biblioteca central tinha três milhões de volumes, e cada faculdade tinha sua biblioteca especializada à disposição dos alunos. Em recente pesquisa mundial, das vinte melhores universidades públicas mundiais, quatorze estão nos Estados Unidos. Isto explica a supremacia mundial desse país.
Depois destas considerações, é sempre bom lembrar a citação de Derek Bok, professor americano: “Se você acha educação cara, tente ignorância”.
Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Adorei o artigo infelismente não é todas as pessoas que tem acesso a esse tipo de informação, e acaba se deixando levar por propagandas mentirosas!!!
Rubéns Leal
Amei o artigo,sou totalmente contra o Lulismo,que quer manter a população(A classe menos favorecida) na ignorância e pobreza.
Néia de Souza