Considerações sobre o vídeo Collateral Murder – “Abuso militar dos EUA” – Uma experiência pessoal em Bagdá

27 de maio de 2010
Autor: Claudio Mafra

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O vídeo foi  editado, isto é, foi cortado e montado segundo o objetivo da WikiLeaks-Reuters. Na introdução é feita uma observação intrigante: “Algumas das pessoas PARECEM estar armadas, mas o comportamento de quase todos aparenta ser relax, descansado”. Quando vemos o vídeo não parece, É VISIVEL que duas pessoas estão armadas, e entendemos o que a WikiLeaks-Reuters quer sugerir: que, por estarem relax, não deveriam ser atacadas. Conclusão: só devemos enfrentar as  forças dos inimigos quando elas estão nos vendo e ficam nervosas. Continuando, o vídeo diz que “inicialmente os militares americanos disseram que todos os mortos eram combatentes “anti-Iraque”, ou “insurgentes”. Esse “inicialmente” pressupõe que vai estourar uma imensa revelação que foi escondida. Nada disso. Os militares apenas retificam, e dois, entre os doze mortos, são jornalistas. A WikiLeaks-Reuters está nos levando a acreditar que os militares inicialmente estavam mentindo. Mas, seria possivel esconder que dois jornalistas morreram, dois jornalistas da Reuters, a maior agência de notícias do mundo? Claro que não. A descoberta é que deve ter sido uma surpresa para os que investigaram. Por que eles estavam ao lado de insurgentes? Também não consegui entender porque a WikiLeaks-Reuters quis chamar a nossa atenção com a frase de outro reporter: “Saeed sempre me dizia que não hesitaria em perder sua vida para nos proteger. Tristemente, ele estava certo”. Ela não faz o menor sentido, nada tem a ver com o que aconteceu. Nós vemos Saeed correndo, tentando salvar a sua vida, e é abatido no segundo round de tiros, quando estava sendo carregado para a van. Outra interpretação, absurda – mas já que estão fazendo pouco caso da nossa inteligência – é “perder a sua vida para nos proteger”. Seria um Saeed insurgente, lutando contras as ” forças de ocupação”. “Perder a vida” para proteger alguém foram as três pessoas que se sacrificaram para socorrer Saeed.

O vídeo se torna chocante pelo fato de que as pessoas estão vestidas como nós, estão despreocupadas conversando, parece que têm algum objetivo, mas se encontram completamente indefesas, e são atingidas sem nem saber de onde partiram as balas. No entanto, o que se passou é mais complexo. Estamos acostumados com cinema, não com a realidade da guerra.

Os helicópteros estão muito longe, provavelmente a mais de dois quilômetros de distância. É falsa a impressão que temos de que eles estão próximos. São máquinas que fazem um grande barulho, e chamariam a atenção das pessoas que vemos no vídeo. A calma do grupo que está na rua é exatamente por isso. As pessoas não estão conscientes do perigo. Os helicópteros parecem pontos no céu, totalmente inofensivos, e elas somente ouvem um barulho distante. Como regra, os Apaches não voam próximos aos combatentes para não serem atingidos por tiros e, principalmente, pela arma chamada RPG. Ela dispara um pequeno missil, e é usada contra carros de combate, contra helicópteros e contra tropas em terra. É um pesadelo para os pilotos (veja fotos abaixo do texto). As ruas estão desertas por ser uma zona de conflito. Os helicópteros estão em patrulha, ou foram avisados de que havia insurgentes na área, ou estavam dando cobertura para os carros Humvees que se deslocavam alí por perto. Os dois repórteres caminham junto com outras pessoas, sendo que uma delas carrega o que eu achei que fosse um AK 47, o fuzil russo, e uma outra carrega um RPG, ou uma metralhadora, é muito dificil dizer. A precaução dos helicópteros antes de abrir fogo faz com que muitos deixem o local. Por exemplo, vai embora uma motoneta com dois rapazes. Eu contei 18 pessoas no grupo inicial. Elas estão em um bando e parecem jovens, exatamente como os insurgentes. Os pilotos sabem que os homens das firmas de segurança privada usam coletes à prova de bala e não portam AKs 47 – muito menos RPGs. (Desde a  guerra do Vietnam o AK 47 é um fuzil suspeito). Dos helicópteros os pilotos identificam as armas como sendo exatamente fuzís e RPGs. Nas primeiras vezes em que assisti ao vídeo tive a nitida impressão de que se tratava realmente de um RPG, mas, depois, aos poucos, como eu disse, achei mais provável ser uma metralhadora. Quanto ao fuzil, que eu penso estar muito visivel, não foi encontrado, e sim outra arma. Devemos nos lembrar que a metade das pessoas deixou o local antes dos tiros. Quem carregava o fuzil pode ter ido embora. A WikiLeaks se preocupa em colocar setas indicativas nos repórteres, mas não chama a atenção para as armas.

Em seguida, em uma sequência que se chama “dar chance ao azar”, o reporter se agacha em um canto da rua e, devagar, faz surgir a lente de sua câmera do outro lado. Ele aponta a câmera cautelosamente para a frente, como se tivesse algum alvo. A lente é muito grande, trata-se de uma zoom poderosa. Ele parece estar testando a câmera, ou focalizando alguma coisa que não sabemos o que é (em um texto que coloquei abaixo é dito que em sua câmera foi encontrada a foto. Ele fotografou os carros Humvees que estavam indo para o local). Para os pilotos os seus movimentos são comprometedores. Em determinado momento ele gira a câmera e a aponta para o alto, diretamente para o helicóptero ao longe. É apenas um segundo, a lente brilha, tornando-se um pequeno ponto branco. É preciso muita atenção para detectar esse momento crucial. O leitor pode acompanhar o movimento da câmera e, no exato momento em que o cilindro sumir, deve congelar a imagem: a lente estará de frente para o helicóptero. O reporter percebeu a olho nu o Apache e apontou a câmera para vê-lo mais de perto. Foi muito ingênuo. Não sabia que de longe o piloto também o observava, exatamente com a imagem que temos no vídeo. Esse foi um dos momentos decisivos para a tomada de decisão que se seguiu. O piloto que viu a zoom ser dirigida contra ele imediatamente a confunde com um RPG. Então os helicópteros passam a ter certeza de que são, no mínimo, três armas com o grupo. A aeronave custa por volta de 28 milhões de dólares, e o RPG, uma ninharia. O piloto, além da própria vida, tem responsabilidade em não deixar que seu helicóptero seja abatido ou danificado.

Os pilotos, que haviam perdido a melhor oportunidade de ataque enquanto estavam justamente identificando o grupo, voltam a ter ótima condição de tiro quando o helicóptero se dirige para a direita. As pessoas que não foram embora nesse intervalo ficam expostas e condenadas. É o momento em que o reporter fala pelo celular. O helicóptero atira com suas metralhadoras. Entre o som dos tiros e as pessoas caindo nós percebemos que existe um intervalo de mais ou menos três segundos. Essas balas devem ter a velocidade de aproximadamente 1.000 km por hora. O helicóptero estaria nesse momento a mais ou menos 1km de distância. Em determinado momento ele parece que atira com um de seus dois canhões. É quando parece haver uma explosão na terra. Eu imagino que os pilotos acertaram em nove pessoas, mas eles falam em oito. Em seguida, acompanham a tragédia de um ferido. Ele se arrasta pelo chão. É dada a ordem de não atirar – a não ser que ele pegasse uma arma. Os pilotos esperam. Chegam duas pessoas vindas a pé, e uma van, de onde salta o chofer. Elas conversam sobre o que fazer e, apressadamente, como se fosse possivel, como se por milagre tivessem chance, recolhem o ferido. Nesse momento os pilotos tem quatro inimigos no solo e esperam pela ordem de atirar. Concedida a permissão os dois helicópteros atiram, um do lado esquerdo, outro do lado direito, e matam os quatro. Dentro da van, duas crianças são feridas.

De que maneira devemos interpretar um grupo que se desloca em uma zona de conflito com duas pessoas portando armas exclusivas dos inimigos, e uma câmera que de longe guarda enorme semelhança com um RPG sendo apontada para o helicóptero?  Se não são seguranças, e sabemos que não podem ser, o que mais nos resta? Os repórteres estavam caminhando COM insurgentes. O que é que as crianças estavam fazendo nesse cenário? Pelo vídeo não sabemos, mas através de uma investigação seria muito facil. É claro que os pilotos não teriam atirado se elas estivessem visiveis. Não existe essa possibilidade. A van foi imprudentemente resgatar o que restava do grupo. Não houve nenhuma tentativa de um lenço branco, acenos, nada. O comportamento era como se estivessem salvando um dos seus, um combatente.

Em entrevista na CNN, um reporter do NYTimes, que passou oito meses acompanhando as tropas americanas, disse que esse foi particularmente um dia de intensos combates em Bagdá, e que estava convencido de que foram observadas as regras de engajamento. Note-se: entrevista de um reporter do NYTimes, na CNN.

Podemos acreditar que os repórteres iraquianos queriam uma ótima matéria e, de alguma forma, se ligaram aos insurgentes. Seu sentimento político caminhava junto com essa ligação. Por que eles seriam diferentes da maioria dos jornalistas? A simbiose foi tão grande que eles são levados a percorrer as ruas com insurgentes armados. Foram insensatos, arriscaram suas vidas, e as perderam da pior forma possivel: ao lado de terroristas. A Reuters é conhecida pelo seu antiamericanismo, ou por ser a favor dos liberais e Democratas nos Estados Unidos, o que é mais ou menos parecido.

O inquérito feito pelas autoridades militares determinou que foi um legítimo engajamento de combate. Por que não? O que mostra o vídeo que possa desmentir essa afirmação? Nada. E embora não tenha sido o caso, os soldados que lutam no Iraque tem por princípio o fato de que tudo parece o que não deve ser, a surpresa é a regra, e não a exceção. É uma guerrilha, com armadilhas e bombas inesperadas. Não é um combate com um exército regular, um combate com muitas regras. E aquelas pessoas estarem indefesas não quer dizer que não devam ser eliminadas. Esse é o ponto básico da questão, e nos assusta. Para os pilotos o que conta é estarem armadas. Um tiro bem dado pode determinar a queda do helicóptero. E não é possivel eles pedirem uma rendição. O que nos impressiona, repito, é que a imagem coloca as pessoas enganosamente muito perto dos pilotos. Elas, de fato, estão muito distantes. É feito o leitor olhando pelo binóculo e brincando de falar com alguém distante. Assistindo ao vídeo ficamos aflitos. Acompanhamos seus últimos momentos de vida.  Embora não faça nenhum sentido, gostaríamos que se rendessem, ou escapassem porque o piloto NÃO vai pegar um megafone e gritar para que se rendam. Além do completo nonsense, o som não chegaria até o grupo, abafado que seria pelo ruído dos motores e das hélices. A única chance para aquelas pessoas teria sido, percebendo o helicóptero, levantarem os braços. É chocante vê-las andando normalmente e serem dizimadas. E os risos que ouvimos me parecem mais de histeria do que de alegria. Deve ser dificil atirar a sangue-frio (sobretudo sem ser visto), matando um grupo enorme.

É preciso ser muito inteligente para pilotar um aparelho sofisticado como o Apache, e ninguém é bobo de sair atirando em inocentes. Costumamos subestimar os que seguem as carreiras militares porque a linguagem, e interesses, são diferentes dos nossos. E existem regras para os jornalistas no Iraque e no Afeganistão. Elas não foram obedecidas (nunca são). Os pilotos não tinham escolha pelo que vemos no vídeo. Deveriam ficar mais tempo adiando o ataque, deixando que mais insurgentes fossem embora, deveriam correr o risco de um tiro, ou de um missil do RPG disparado pelos que estão na rua, ou por alguém escondido em uma das casas? E se perdessem a chance de matar o inimigo? Isso tem que ser dito com todas as letras. Eles estão lá para aprisionarem ou matarem inimigos. E quando descobrem que atiraram em crianças, um diz para o outro: “É culpa deles por trazerem crianças para o campo de batalha”. Precisam matar para que não sejam mortos, naquele momento, ou no futuro, um compromisso consigo mesmo e com seus companheiros. As pessoas no Brasil não estão acostumadas a pensar em termos práticos do que seja uma guerra. Nós não temos a mínima cultura da guerra, como americanos ou europeus. Sei que a denúncia veio dos EUA, é típica dos american liberals, daqueles que sempre estão contra os Estados Unidos, mas nós somos os menos preparados para essa espécie de julgamento. Só conhecemos tiroteiro entre policiais e bandidos de morro. E também, ao contrário dos pilotos, não estivemos no hospital em Bagdad vendo seus companheiros sem braços, sem pernas, com as tripas de fora, ou mortos por pessoas exatamente feito aquelas que eles observavam do alto. Não temos vizinhos que perderam filhos em guerras. E, para quem não sabe, o socorro aéreo é uma das maiores esperanças dos que estão em solo combatendo. Isso pesa na cabeça do piloto, ele deve usar as armas que dispõe para ajudar os soldados em terra. Quando atira nos insurgentes, o que pensa é: “Menos 12  para enfrentar os companheiros lá embaixo”. Se os pilotos não tivessem atirado seria melhor alegarem insanidade mental e pedirem seu desligamento das Forças armadas americanas. De fato, seriam levados para a corte marcial. Estavam ali exatamente para, comprovando a existência de armas nas mãos de civis, em uma zona de conflito, abrirem fogo. Não havia no cenário nenhum velho, nenhuma mulher, nenhuma criança.

Os insurgentes que estão indefesos, carregando o ferido, serão os mesmos que mais tarde estarão tentando matar soldados americanos, ou civis iraquianos. Isso é guerra. É dever dos que estão no helicóptero eliminá-los. Seria diferente com exércitos regulares, fardados, que possuem outras regras. (para se ter uma pálida ideia de algumas poucas leis de guerra, em outra situação, pode-se ver o artigo que publiquei – ”A Guerra de Guerrilhas e a ocupação da França pelos alemães”) Outro ponto que considero importante: São três os homens que socorrem Saeed. Parece que dois vieram a pé, e o útimo dirigindo a van. Um deles passa a impressão de que viu um dos helicópteros, não tenho certeza, e me parece que outro olha para a rua em frente, como se pensasse que os tiros vieram do solo. No caso de haverem percebido que tinha sido o helicóptero poderiam ter erguido os braços, tentando exprimir de alguma maneira que se tratava de um não combatente, que era um engano. Existe um extenso vocabulário em mímica do qual fazemos uso diariamente. Os pilotos teriam hesitado, procurariam algum tipo de confirmação se essas duas pessoas tivessem manifestado desejo de se comunicar. Não, eles se comportam exatamente como se fossem insurgentes, o que desejam é colocar o ferido na van e sumir do local o mais rápido que puderem.

Vou recontar uma experiência pessoal. Eu estava dentro de um táxi, em Bagdá, ainda distante da Zona Verde que é a área mais segura da cidade. Passaram por mim alguns carros de combate americanos. A minha câmera estava com uma zoom Nikon, grande, profissional, lente acoplada em um anel, e mais um imenso protetor. O tamanho da lente fica por volta de 50 centímetros, junto com o corpo da câmera. Eu tinha muito interesse nessa fotos porque estávamos em uma avenida chamada de “as seis milhas mais perigosas do mundo”. Eu poderia fotografar os carros em qualquer lugar da cidade, eles existem às centenas, mas alí era especial. Afastei-me do parabrisa pressionando o banco do táxi e comecei a fotografar. O chofer tentou impedir, gritou, mas estava com tanto medo que não conseguiu baixar a câmera, eu ainda o empurrei e disparei umas dez vezes. Em segundos estava ao lado do táxi, junto da minha janela, um grande caminhão blindado, que tinha vindo por trás, e um soldado louco de raiva me insultava. Eu não havia visto esse caminhão, na retaguarda do comboio. E tambem não percebi que um soldado estava na torre de um dos carros de combate (não sei se ele morreu de um ataque do coração). Só consegui vê-lo quando cheguei no hotel e coloquei a imagem no computador. Para os soldados, eu estar dentro de um táxi com uma RPG teria sido mais um truque de um insurgente. Apenas isso, nada de diferente. Se eles tivessem obliterado o táxi a culpa seria toda minha. Os jornais diriam: “Repórter brasileiro morto no Iraque apenas porque portava uma câmera”. Seria uma meia-verdade, uma história desonesta, e enganaria as pessoas. Se os soldados americanos tivessem acabado comigo, estariam cobertos de razão. O que a WikiLeaks-Reuters fez com esse vídeo foi nos contar uma mentira, enquanto nos dá todos os elementos para rejeitá-la.

Repórteres que se arriscam sabem o preço que podem pagar. E, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, que saiu em defesa dos seus subordinados, provavelmente é um homem decente, e por outro lado não precisaria vir a campo para contar lorotas. Se tivesse dúvidas ou falaria, ou poderia deixar tudo por conta dos próprios militares, sem se envolver. O que é que ele perderia com isso? Gates era Secretário de Defesa de Bush e foi confirmado no cargo por Obama. Existe argumento melhor do que esse? Seria bom se tívessemos o relatório completo dos militares americanos. Ele falaria sobre as armas que foram encontradas ao lados dos corpos, e muito mais. Se houve uma grande investigação talvez pudéssemos saber a história dos mortos, e muitos mistérios seriam solucionados. Ou talvez o vídeo e as armas tenham sido o suficiente e os investigadores pararam por aí mesmo. Afinal, prevalece a verdade suprema: as tropas agiram como deveriam e ponto final. Não consegui encontrar o documento americano e, se algum leitor esperto for mais bem sucedido, agradeceria que me enviasse para ser publicado. O pequeno trecho que está abaixo, em inglês, é insuficiente.

Abaixo: duas fotos do RPG, três dos carros de combate que fotografei, e um vídeo curtíssimo de um RPG operado por chechenos, quando derrubam helicóptero russo. Também coloquei um artigo em inglês sobre o episódio de Bagdá, e mais dois vídeos curtinhos, um mostrando o RPG-7, e o outro um fuzil AK-47.

 Considerações sobre o vídeo Collateral Murder   Abuso militar dos EUA – Uma experiência pessoal em Bagdá

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Investigation shows RPGs and RPG rounds found at “Collateral Murder” site

The Weekly Standard explains the story.

Excerpt:

Wikileaks, the website devoted to publishing classified documents on the Internet, made a splash today with a video claiming to show that the U.S. military “murdered” a Reuters cameraman and other Iraqi “civilians” in Baghdad on July 12, 2007. But a careful watching of the video shows that the U.S. helicopter gun crews that attacked a group of armed men in the then Mahdi Army stronghold of New Baghdad was anything but “Collateral Murder,” as Wikileaks describes the incident.

The Weekly Standard article states, “several of the men are clearly armed with assault rifles; one appears to have an RPG”.

Now consider this post from the Jawa Report, which talks about the after action investigation of the events, and has a clip showing a man holding a long object that looks like an RPG. If you look as the frames from the video, it looks more like an RPG than an AK-47 assault rifle, since there is no curved magazine, but instead a short, stubby grip and a round warhead on the end of it.

Here’s the smoking gun frame:

 Considerações sobre o vídeo Collateral Murder   Abuso militar dos EUA – Uma experiência pessoal em Bagdá
That looks like an RPG-7 warhead not a curved AK-47 assault rifle magazine.

In my judgment, it looks like a Russian RPG-7 or a Chinese Type 69. An RPG is an unguided rocket-propelled grenade that can destroy a Humvee (Hummer) and kill everyone in it with one shot.

An RPG-7/Type 69 looks like this:

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And an AK-47 looks like this:

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And what’s more, the investigation report (cited by Jawa) says that RPGs and live RPG rounds were found next to the bodies.

The investigation report states:

We remained above the engagement site while Bushmaster sent ground forces to the site. Bushmaster arrived and reported 11 x AIF KIA and found RPGs and RPG rounds at the site. We also witnessed a loaded RPG lying 2-3 blocks south of the engagement site. Bushmaster reported that the first child was wounded and pulled from the van. We were unable to determine that there were children in the vehicle and never saw any children prior to or during the engagement. After viewing the gun tape, were able to determine that both wounded children came from the van. Bushmaster immediately MEDEVAC’d both girls to FOB Loyalty for medical care.

Bushmaster is the call-sign for the ground force that was being covered by the helicopter. The ground force was composed of Humvees. Humvees that would likely be destroyed by an AT RPG round. (And probably by an HE round, too.) At the Jawa Report post, you can see a photo taken from the dead journalist’s camera of the Humvees rounding the corner and coming into line of sight to the RPG-armed terrorists.

I’m sorry, but this is war. This. Is. War. Bad things happen in wars. The world is not a perfect place.

Journalists like those who were killed should not be embedding with terrorists and then expecting to be immune to collateral damage. Our American military forces are the most honorable and moral soldiers in the world. They do their best to follow the rules of engagement. In this case, they acted appropriately. I am thankful and proud of their self-sacrificial service to protect my liberty and the liberty of the Iraqi people. Shame on those in the leftist media who question their judgment. Shame! Shame!

(Publicado em “Reflexões Raadicais”)

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Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

  1. Eu poderia até concordar contigo em relação a atitude dos militares devido as circunstâncias. Mas quando imagino que toda a guerra no Iraque se deve a motivos banais ou melhor só por petróleo para os americanos,é repulsivo saber que inocentes estão sendo mortos para satisfazer os EUA.

    George


    07-12-2010 16:33:36

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