<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>
<channel>
	<title>Comentários sobre: A (i)lógica política brasileira</title>
	<atom:link href="http://www.imil.org.br/artigos/a-ilogica-politica-brasileira/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.imil.org.br/artigos/a-ilogica-politica-brasileira/</link>
	<description>Instituto Millenium - Democracia no Brasil, Economia de Mercado, Estado de Direito e Liberdade no Brasil.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 18:14:18 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
	<item>
		<title>Por: Jefferson Tolentino</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/a-ilogica-politica-brasileira/comment-page-1/#comment-4548</link>
		<dc:creator>Jefferson Tolentino</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 14:49:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.imil.org.br/?p=5989#comment-4548</guid>
		<description>Caro Amigo, 

Se reputa meu entendimento sobre Aristóteles falho, então é falho também os escritos de Norberto Bobbio, pois as interpretações por mim utilizadas na construção do conceito de poder, tiveram como base o trabalho do professor italiano. As formas de poder descritas pelo professor podem ser encontradas tanto em seu &quot;Dicionário de Política&quot; como no livro &quot;Estado, Governo e Sociedade&quot;. Na página 78 deste, ele descreve os poderes aristotélicos tal como eu formulei no texto. 

Sei que teoria é algo relativo e que por vezes aquilo que reputamos correto cai em descrédito com a gênese de uma nova teoria. Assim, não quero afirmar que os escritos de Norberto Bobbio devam ser considerados máximas universais, mas não creio que um cientista político de tal nome, tenha adquirido sua fama, baseando seus escritos em teorias descompassadas.

Contudo, agradeço o comentário e afirmo que relerei a obra aristotélica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Amigo, </p>
<p>Se reputa meu entendimento sobre Aristóteles falho, então é falho também os escritos de Norberto Bobbio, pois as interpretações por mim utilizadas na construção do conceito de poder, tiveram como base o trabalho do professor italiano. As formas de poder descritas pelo professor podem ser encontradas tanto em seu &#8220;Dicionário de Política&#8221; como no livro &#8220;Estado, Governo e Sociedade&#8221;. Na página 78 deste, ele descreve os poderes aristotélicos tal como eu formulei no texto. </p>
<p>Sei que teoria é algo relativo e que por vezes aquilo que reputamos correto cai em descrédito com a gênese de uma nova teoria. Assim, não quero afirmar que os escritos de Norberto Bobbio devam ser considerados máximas universais, mas não creio que um cientista político de tal nome, tenha adquirido sua fama, baseando seus escritos em teorias descompassadas.</p>
<p>Contudo, agradeço o comentário e afirmo que relerei a obra aristotélica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Foss</title>
		<link>http://www.imil.org.br/artigos/a-ilogica-politica-brasileira/comment-page-1/#comment-4393</link>
		<dc:creator>Eduardo Foss</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 20:33:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.imil.org.br/?p=5989#comment-4393</guid>
		<description>Caro amigo,

O entendimento acerca de Aristóteles é falho.

Aristóteles diz que todo homem procura, o tempo todo, seu próprio fim absoluto - por mais que este não esteja bem delineado.

De forma que não há exatamente nossa noção de &quot;poder&quot; mas sim uma relação de troca entre pai e filho, homem e mulher, mestre e escravo (que não deixam de ser o homem intelectual e o de trabalho braçal).

O pai dá ao filho sustento e educação, e o filho dá ao pai &quot;um reflexo de si no futuro&quot;. Ambos estão se ajudando a realizarem seus objetivos.

Sendo assim, não há governante que governe em benefício dos governados. Todo governante, monarca ou tirano, aristocrata ou oligarca, democrata ou demagogo, governa em função própria... em função de seus próprios fins.

...

Além do mais é bom distinguir &quot;político&quot; no grego de &quot;política moderna&quot;.

Polis no grego significa pluralidade, significa 4 ou mais. E por isso o radical se encontra em: polivalente, politécnica, polialelismo.

Obviamente há uma espécie de grupamento, uma espécie de &quot;polis&quot;, que chamamos de &quot;cidade&quot;. Mas o mundo político de Aristóteles não se resume à cidade, abrange todo e qualquer grupamento de homens.

Difere assim da política moderna, que parece esclerosada no estudo do Grande Estado, dos grupamentos com milhões de membros.  

... 

Concluindo,

O fim absoluto próprio do cientista político aristotélico é possibilitar que os membros do grupo realizem todo seu potencial. E isso serve para times de futebol, empresas, trabalhos escolares... e até mesmo Estados.

Logo, o que diferencia o &quot;governante desejável&quot; do &quot;governante indesejável&quot; - em Aristóteles -  é que o primeiro tem como seu próprio fim a excelência geral... enquanto o fim do &quot;governante indesejável&quot; não inclui terceiros.

Por que toda essa consideração é relevante?
Porque considerar o governante como aquele que vive em mera função do governado seria afirmar que o homem vive em função dos outros homens, consideração essa que inexiste em Aristóteles.

Para o filósofo todo homem racional vive em função de seus próprios fins, e somente lhe interessa a participação na polis enquanto esta alavanca esses mesmos fins. Nenhum homem adentra a polis pelo bem exclusivo dos outros. Nenhum homem ama o Estado pelo Estado, a cidade pela cidade.

É a troca que faz os homens se associarem, e a cidade não é nada mais do que o auge na abundância das trocas, no mundo grego.

...

RESUMINDO:

&quot;O exemplo do dileto senador mostrou que existem políticos que colocam o interesse popular acima dos interesses particulares, tal qual deveria ser.&quot;

Isso vai frontalmente contra Aristóteles.

Os políticos de Aristóteles tem o interesse popular DENTRO dos interesses particulares E NUNCA ACIMA.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro amigo,</p>
<p>O entendimento acerca de Aristóteles é falho.</p>
<p>Aristóteles diz que todo homem procura, o tempo todo, seu próprio fim absoluto &#8211; por mais que este não esteja bem delineado.</p>
<p>De forma que não há exatamente nossa noção de &#8220;poder&#8221; mas sim uma relação de troca entre pai e filho, homem e mulher, mestre e escravo (que não deixam de ser o homem intelectual e o de trabalho braçal).</p>
<p>O pai dá ao filho sustento e educação, e o filho dá ao pai &#8220;um reflexo de si no futuro&#8221;. Ambos estão se ajudando a realizarem seus objetivos.</p>
<p>Sendo assim, não há governante que governe em benefício dos governados. Todo governante, monarca ou tirano, aristocrata ou oligarca, democrata ou demagogo, governa em função própria&#8230; em função de seus próprios fins.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Além do mais é bom distinguir &#8220;político&#8221; no grego de &#8220;política moderna&#8221;.</p>
<p>Polis no grego significa pluralidade, significa 4 ou mais. E por isso o radical se encontra em: polivalente, politécnica, polialelismo.</p>
<p>Obviamente há uma espécie de grupamento, uma espécie de &#8220;polis&#8221;, que chamamos de &#8220;cidade&#8221;. Mas o mundo político de Aristóteles não se resume à cidade, abrange todo e qualquer grupamento de homens.</p>
<p>Difere assim da política moderna, que parece esclerosada no estudo do Grande Estado, dos grupamentos com milhões de membros.  </p>
<p>&#8230; </p>
<p>Concluindo,</p>
<p>O fim absoluto próprio do cientista político aristotélico é possibilitar que os membros do grupo realizem todo seu potencial. E isso serve para times de futebol, empresas, trabalhos escolares&#8230; e até mesmo Estados.</p>
<p>Logo, o que diferencia o &#8220;governante desejável&#8221; do &#8220;governante indesejável&#8221; &#8211; em Aristóteles &#8211;  é que o primeiro tem como seu próprio fim a excelência geral&#8230; enquanto o fim do &#8220;governante indesejável&#8221; não inclui terceiros.</p>
<p>Por que toda essa consideração é relevante?<br />
Porque considerar o governante como aquele que vive em mera função do governado seria afirmar que o homem vive em função dos outros homens, consideração essa que inexiste em Aristóteles.</p>
<p>Para o filósofo todo homem racional vive em função de seus próprios fins, e somente lhe interessa a participação na polis enquanto esta alavanca esses mesmos fins. Nenhum homem adentra a polis pelo bem exclusivo dos outros. Nenhum homem ama o Estado pelo Estado, a cidade pela cidade.</p>
<p>É a troca que faz os homens se associarem, e a cidade não é nada mais do que o auge na abundância das trocas, no mundo grego.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>RESUMINDO:</p>
<p>&#8220;O exemplo do dileto senador mostrou que existem políticos que colocam o interesse popular acima dos interesses particulares, tal qual deveria ser.&#8221;</p>
<p>Isso vai frontalmente contra Aristóteles.</p>
<p>Os políticos de Aristóteles tem o interesse popular DENTRO dos interesses particulares E NUNCA ACIMA.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

