A audácia da ignorância (as declarações de Obama) e os aloprados atacam outra vez

6 de abril de 2010
Autor: Claudio Mafra

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 A audácia da ignorância (as declarações de Obama) e os aloprados atacam outra vez

O galinha-morta Obama disse que “os recentes acontecimentos em Cuba são profundamente perturbadores”. O quê? “Profundamente perturbadores”? Esse sujeito continua usando uma empolada linguagem diplomática, super cautelosa, como se estivesse diante dos tremendos líderes do Politiburo da União Soviética nos anos sessenta-setenta. Quando é que vai descobrir que está tratando com um punhadinho de bandidos, de ladrões, que não têm como se defender nem de um tiro de espingarda de chumbinho?  E, principalmente, não têm ninguém quem os defenda! Vejam mais: “Durante todo o ano passado, tentei adotar medidas que tocassem a população cubana e mostrassem meu desejo de uma nova era entre os EUA e Cuba. Estou comprometido a apoiar o desejo simples dos cubanos em determinar seu futuro livremente, gozar de seus direitos e da liberdade que caracteriza a América”. Mas que blá, blá, blá  insuportável! Que amontoado de lugares comuns, de asneiras, de falta de grandeza. Como os cubanos devem se sentir mal porque não ganhou o McCain! Pelo menos não seriam usados. Ou, quem sabe eu estou sendo ingênuo? Pode ser que Obama respeite e admire secretamente Fidel. Por que não? O âncora Glenn Beck, da FOX NEWS, acha que o rapazola e sua turma são mais do que extremistas da esquerda americana, são é socialistas.

De qualquer forma, Obama é um liberal radical, que chegou à Casa Branca em virtude de uma tremenda crise financeira e de um desgastante envolvimento americano em duas guerras justas. Mas, sem a crise financeira, McCain teria ganho. Foi um bocado de azar.

Com respeito à Israel, o animador de auditório está tentando ser enérgico, e quer que o primeiro ministro Netanyahu desista dos assentamentos em Jerusalém Oriental. O mesmo que Bush pretendia. A diferença é que Bush era confiável, e Obama não é. Bush poderia se comprometer a não permitir um Irã nuclear, e Obama é, ou foi, o homem do diálogo sem pré-condições. É o frouxo sendo usado por criminosos que já mostraram que não querem saber de conversa. É o frouxo que jogou fora, sem receber nada em troca, o escudo anti-missil na Polônia e República Tcheca. A posição russa a favor das sanções contra o Iran nada tem a ver com a retirada do plano dos mísseis. Na época do desativamento do escudo, a Rússia continuou apoiando os aitolás. Nesse momento, parece que está a favor das sanções. A razão deve ser a sua própria segurança. Esses mísseis iranianos de uma hora para a outra podem ter ogivas atômicas, esses caras são doidos, podem apoiar os colegas da Chechênia, e como é que vai ser? Claro que no momento em que se sentisse ameaçada a Rússia riscaria o Irã do mapa, mas sempre a um custo mais alto do que evitar que o poder nuclear se instale agora. A China também está chegando ao seu limite, provavelmente por razões semelhantes.

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Netanyahu não é um judeu não-judeu, ou, um judeu de esquerda. Muito pelo contrário. Acho que enquanto não houver uma decisão a respeito das usinas no Irã ele vai estar em posição de vantagem nas negociações. A existência de Israel está por trás de qualquer acordo sério, e isso implica na destruição da possibilidade de um Irã com capacidade bélica nuclear.

E a Yoani Sánchez, famosa blogueira cubana, enviou uma carta ao Lula pedindo para que ele interceda com o amigo do peito, Fidel, para que ela possa vir à Bahia, onde estão fazendo um documentário, “Damas de Branco”, sobre a luta contra o regime comuna. Vamos ver se o Lula – esperto como é – enxerga essa boa oportunidade para apagar a péssima impressão deixada pelas suas declarações sobre os presos cubanos. Ou ele não precisa de nada disso, já que está nadando de braçada sem se importar com críticas?

 A audácia da ignorância (as declarações de Obama) e os aloprados atacam outra vez

 A audácia da ignorância (as declarações de Obama) e os aloprados atacam outra vez

O plano de saúde socialista de Obama foi aprovado. É parte do esquema para transformar os Estados Unidos em uma grande Bélgica, alguma coisa inexpressiva, não criativa, entupida de funcionários públicos, o estado imenso, sonho dos liberais americanos. O próximo passo será, provavelmente, alguma espécie de perdão, alguma anistia disfarçada, ou mesmo clara, para os imigrantes ilegais.

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E os liberais, que fizeram um filme chamado “O assassinato de George Bush”, que chamaram dia e noite o ex-presidente de burro, criminoso, torturador, acusaram Dick Cheney de terrorismo interno, caluniaram Ramsfeld,  que nunca mediram palavras em seus ataques aos republicanos, um período em que tivemos a CNN, o NYTimes, o Washington Post, etc., que sempre fizeram o que lhes dava na telha, sem nenhuma preocupação ética, agora não admitem nenhuma crítica ao verdadeiro Mandchurian Candidate, e nem aos seus planos para os Estados Unidos. Para eles tudo é racismo, tudo é violência, não aceitam oposição, não aceitam críticas, essas vestais, esses fascistas de longa linhagem, passando por Wilson e Roosevelt e desembocando nesse primor de demagogia e anti-americanismo que é Obama. E pensar que o presidente dos Estados Unido até ontem, até março de 2008, era discípulo do pastor Jeremiah Wriht. Discípulo por 20 anos!

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E o Brasil se posicionou ao lado dos fanáticos islâmicos em proposta na ONU sobre difamação de religião. De fato nossa diplomacia votou abstenção, que nesse caso foi considerado uma maneira de dizer que concorda com a proposta. Se a medida for levada a sério não se pode mais fazer nenhuma referência considerada ofensiva aos mustafás. E o nosso voto foi mais uma esperteza malandra, mais uma manifestação de anti-americanismo dos maníacos-obsessivos do Itamaraty. Diz o Estadão: “Muitos governos ocidentais alertam que a resolução é um freio à liberdade de expressão”. Claro que é. Nada de charges, nem de livros e comentários questionando dogmas islâmicos. E vai piorar, enquanto os Democratas estiverem mandando nos Estados Unidos.

É possivel colocar em uma instituição internacional, na qualidade de representante de um país, uma pessoa que é VISCERALMENTE contra a instituição? Sim, o governo Lula fez isso. Colocou o Paulo Nogueira Batista como nosso representante no FMI. Esse cara tem ódio estampado no rosto. É perigoso ele morder. Pois o Paulo resolveu demitir uma colombiana, que provavelmente não aguentou mais ouvir tanta estupidez. O incidente provocou a reação do presidente colombiano, o excelente Álvaro Uribe, e a imprensa daquele país classificou a ação do petista-brizolista como “intempestiva e grosseira”. Paulo alegou incompatibilidade de trabalho entre ele e a a moça, Maria Inês. Mas, quem aguenta ficar perto do Paulo? Provavelmente nem o seu cachorro. O Estadão disse que Lula está acompanhando o problema. Provavelmente colocou o irascível e chato economista estruturalista na categoria dos “aloprados”.  A indicação de uma pessoa para uma instituição com o objetivo justamente de atrapalhar, de mostrar desprezo, de ser um fator discordante a todo momento, foi um gesto típico do Lula- metalúrgico, uma das poucas medidas autênticamente petistas no campo da economia tomada por ele no início do seu mandato.

(Publicado em “Reflexões Radicais”)

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Os artigos assinados não traduzem a opinião do Instituto Millenium. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre os valores defendidos pelo Instituto e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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